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Vila Nova tem novo alojamento local

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Uma família de empreendedores da Riba de Baixo arregaçou as mangas e deu forma a um projeto na área do alojamento local. Chama-se "Charrua do Mondego" e já está de portas abertas em Vila Nova, mesmo à beirinha da estrada nacional 2. "Era para ser apenas um espaço comercial, virado para os produtos agrícolas, mas o meu filho convenceu-nos a apostar no alojamento local", afirma Margarida Silva. E assim nasceu a "Charrua", um edifício construído de raiz, com todas as comodidades, com o piso superior dedicado aos hóspedes - "os primeiros ficaram cá durante a feira do mel e da castanha e o trail. Pelas reações, acho que gostaram bastante do conforto e das condições que oferecemos." O projeto do alojamento local nasceu da cabeça de Miguel Simões, o filho de Margarida e Luís, que é campeão nacional de pesca, em água doce, título conquistado em outubro do ano passado, ao serviço do Clube de Pesca de Penacova - "Penacova tem condições únicas para o…

Movimento mantém luta pelos cuidados continuados

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Um dos rostos do movimento de cidadãos "Mais Saúde para o Hospital de Lorvão" não acredita na solução defendida pelo governo para o aproveitamento turístico do antigo hospital psiquiátrico. Eduardo Ferreira disse à Livraria do Mondego que "a viabilidade do projeto oferece muitas dúvidas. O investimento é elevado e uma unidade hoteleira para sobreviver necessita de ocupação. Os dados mais recentes apontam para uma taxa um pouco acima dos vinte por cento. Além disso, eu e julgo que muitos lorvanenses, não gostariam de ver o imóvel entregue a um privado por cinquenta anos." Eduardo Ferreira entende que a melhor solução continua a ser a unidade de cuidados continuados - "é uma necessidade que está à vista de todos e uma área deficitária no Serviço Nacional de Saúde. A população precisa deste tipo de unidades e as instalações do antigo hospital psiquiátrico serviriam perfeitamente este objetivo. Além do mais, o investimento seria menor e amortizável em pouco tempo…

Grupo de teatro recupera cenários de 1952

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São telas de grandes dimensões que chegaram aos nossos dias em razoável estado de conservação. Uma representa a igreja matriz de Penacova e a outra, a ponte de Penacova sobre o rio Mondego. A conjugação de cores, o traço delicado, denotam que foram desenhadas por alguém entendido na matéria. Estes dois tesouros estavam esquecidos até que o Grupo de Teatro e Variedades, reativado há poucos meses pela Casa do Povo de Penacova, resolveu avançar com o restauro. "Estes dois cenários são de 1952, da época do Padre Firmino, quando já havia alguma representação teatral em Penacova. Talvez tenham sido utilizados no salão paroquial, mas não sei ao certo", explica à Livraria do Mondego, José Martins, encenador do grupo que trabalha há vários meses no regresso do teatro de revista a Penacova. "Os dois cenários foram pintados por um senhor da Anadia, de nome Iglésias, que segundo julgo saber era amigo do senhor Alípio Borges. Ficaram tão bonitos que vão ter um papel de destaque no …

Casa Soares uma mercearia que resiste ao tempo!

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É uma pequena mercearia que resiste ao tempo e à concorrência das grandes superfícies comerciais. Ali, o ambiente é familiar e a relação com o cliente mais próxima. Ao olhar em redor, para as prateleiras, das paredes envelhecidas, não é difícil encontrar alguns produtos que vêm do tempo dos nossos avós: a laranjada "Bussaco", os rebuçados "Dr. Bayard", a cevada "Pensal" e o pudim "Mandarim", estão todos lá. O gato Teddy passeia pelo pequeno espaço enquanto conversamos. A loja está dividida em duas partes: a mercearia e a taberna, embora esta última já tenha pouco utilização. Mas ainda lá estão as medidas, de vários tamanhos, para o vinho! Bem sei que revelar a idade de uma senhora não fica lá muito bem , mas a D. Zélia Silva faz questão em dizer-me que já vai nos oitenta e cinco! Estamos na "Casa Soares", no Casal de Santo Amaro, um pequeno comércio que tem portas abertas há dezenas de anos - "eu estou aqui há sessenta e dois ano…

Vítima do fogo em Lufreu desespera pela casa

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A aldeia do Lufreu foi das mais castigadas pelos incêndios do ano passado. O fogo destruiu várias casas e, um ano depois, as paredes esventradas e queimadas da rua principal, continuam praticamente iguais. Ninguém fica indiferente ao que nos entra pelos olhos. Há um misto de revolta, indignação e de abandono!  De populações que foram deixadas à sua sorte e que, tanto na tragédia dos incêndios, como em tantas coisas (encerramento de escolas, de transportes, de serviços públicos, apoio deficiente aos idosos) continuam esquecidas!  Regressei ao Lufreu para me encontrar com a família de Joaquim Bernardes. A sua habitação ardeu em outubro de 2017. "Ficou com a camisa que tinha no corpo", confessa o cunhado Jorge Duarte. Desse dia trágico, nada escapou! Ficaram apenas as ruínas. A reconstrução, desta moradia permanente, entrou no conjunto de obras entregues ao consórcio Edivisa/Lúcios. Joaquim Bernardes escusou-se a falar sobre o atraso da obra. Segundo os familiares, as demoliçõe…

Canil/gatil ainda não saiu do papel

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A primeira edição do Orçamento Participativo de Penacova aconteceu em 2016. Em outubro desse ano foi anunciado o vencedor. Um canil/gatil, proposto por Telma Alves e Susana Lopes foi o preferido entre as muitas propostas apresentadas pelos penacovenses. Dois anos depois, o projeto destinado a promover a adoção e prestar assistência aos animais abandonados, ainda não saiu do papel. Em abril de 2017, as proponentes participaram numa reunião, na câmara de Penacova, com o gabinete veterinário e o arquiteto do projeto, mas desde essa altura não voltaram a ter informações - "nessa reunião foram levantadas algumas questões que teriam que ser ajustadas à Direção Geral de Veterinária, mas desde aí não voltámos a ter novidades. Em outubro desse ano enviei uma carta registada à câmara, para saber qual o ponto de situação, mas não obtive resposta", referiu Telma Alves à Livraria do Mondego.  À proposta vencedora foi atribuída uma verba de setenta e cinco mil euros. Mais tarde, o execut…

Crédito Agrícola vê oportunidade e vai para o Terreiro

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Nos anos mais recentes, BPI, BIC e agora o BCP encerraram balcões no concelho. A banca pensa e atua em função da rentabilidade e Penacova, território com algumas debilidades, não é, pelos vistos, atrativa! Segundo a Associação Portuguesa de Bancos, entre janeiro e agosto deste ano, fecharam quase noventa balcões em todo o país, mas é no interior que fazem mais mossa. "É um retrocesso civilizacional!", disse em junho passado, ao "Dinheiro Vivo",  Rui Riso, presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas. "A banca não pode ser só lucros e lucros (...) O fecho de agências no interior tem impactos relevantes na coesão territorial", afirmou Paulo Marcos, presidente do Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos Bancários, à mesma publicação. A juntar à rentabilidade, a principal razão para tanto encerramento, mais de novecentas dependências em quatro anos, a banca ajusta-se à revolução digital. Grande parte das operações já podem ser feitas online, mas nem t…