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A mostrar mensagens de Março, 2014

Mais do que uma gala!

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Amanhã vou apresentar, mais uma vez, a Gala do Desporto. Desde o primeiro minuto declarei-me um entusiasta do evento e, por isso, respondi afirmativamente ao convite feito pelo senhor vereador do desporto, Ricardo Ferreira. Considero esta gala, que já vai na quarta edição, um momento alto da vida penacovense. Os grandes protagonistas são, sem dúvida, os atletas e os seus clubes. É fundamental que o seu esforço e dedicação seja reconhecido, para que continuem na senda do êxito e para que transmitam a outros o entusiasmo pela prática desportiva. É importante que o poder local e a sociedade penacovense prestem esse tributo! Aliás, a sociedade penacovense, e quando digo "sociedade penacovense" refiro-me à sociedade civil no seu todo, de todo o município, necessita de mais manifestações deste tipo. As associações, instituições e até as pessoas, individualmente, vivem, muitas vezes, em território minado pela inveja e pelo individualismo. Assobiam para o lado quando uma associaçã…

Monumento esquecido

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Em Setembro de 1993 foi colocada no Penedo da Viúva, junto ao Reconquinho, a primeira pedra do monumento ao barqueiro. Segundo rezam as crónicas da época, a iniciativa do Rancho Folclórico de Penacova até foi bem acolhida pela câmara, apesar de algumas reticências colocadas em relação ao local. Ainda segundo a imprensa da época, foi constituída uma comissão para angariar fundos para a criação do monumento e chegou a ser rezada uma missa, na capela da Ponte de Penacova em memória de todos os barqueiros já desaparecidos. A proposta do rancho previa ainda a colocação de uma nora, nas margens do rio, para lembrar como era levada a água até às terras férteis do Mondego, mas o projeto foi...por água abaixo. Oito anos depois, em 2001, o Partido Socialista apresentou na Assembleia Municipal uma proposta para a realização de um concurso de ideias para o monumento. O PS justificou a iniciativa com o facto de a atividade de barqueiro ter sido uma das mais relevantes do concelho, numa época em q…

Não quero o Parque Verde só para mim!

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Sou "passageiro frequente" do Parque Verde! Para uma corrida, para fazer alguns exercícios, especialmente abdominais, porque depois dos quarenta é preciso vigiar a "barriguinha", ou simplesmente, para um passeio com o cão, é o meu local de eleição. De verão ou de inverno e, às vezes, até com chuva, ninguém me tira umas voltas pelo parque. E aquele banco de jardim, no ponto mais alto, para relaxar alguns minutos, contemplar a paisagem e encher os pulmões de ar puro! Que delícia!

A ideia inicial para aquela área, já lá vão uns anitos, era uma urbanização. A autarquia chegou a colocar os terrenos em hasta pública, mas o desinteresse dos investidores, fez cair por terra essa intenção. Decidiu-se depois, e bem, criar uma zona verde, para que os penacovenses pudessem ter um espaço de lazer, para praticar atividades ao ar livre, fazer um piquenique, levar as crianças aos baloiços, etc...
Mas...ao longo dos anos, tenho verificado, estranhamente, que as pessoas quase que i…

José Luciano de Castro

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A câmara de Anadia está a assinalar o centenário da morte de José Luciano de Castro. Para além de ter vivido e ter deixado marcas em Anadia este político, jornalista e advogado também tem o seu nome ligado a um importante equipamento em Penacova. Quer saber qual? Então veja a fotografia. Não está a reconhecer a placa? É essa mesmo, a ponte sobre o rio Mondego. José Luciano de Castro morreu em Março de 1914. Foi deputado, ministro e presidiu ao Conselho de Ministros em diversas ocasiões. Foi também fundador do Partido Progressista. Foi uma figura de assinalável relevo, do cenário político nacional, nas últimas três décadas da monarquia constitucional, à qual se manteve fiel, mesmo após o seu derrube em 1910. Em 1854, com apenas dezanove anos de idade formou-se bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra. Depois do casamento radicou-se em Anadia e daí vem a afinidade com a região. A sua presença assídua na Bairrada atraiu muitas personalidades do meio político à região e ajudou a …

O Penedo do João Freire

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Não o podemos negar, fomos bafejados pela sorte! Temos uma paisagem natural que faz roer de inveja muita região do país mas...não temos sabido tirar partido disso. Eu sei que as verbas são curtas, que ao longo dos anos, as prioridades foram as infraestruturas básicas, os equipamentos, o apoio social e a educação, mas há que o dizer, o turismo nunca foi uma aposta estratégica para o município. Os discursos redondos podem dizer o contrário, mas a verdade, é que o turismo, o setor que poderia ajudar a aumentar o rendimento per capita do penacovense, é insipiente!
A Livraria Mondego, ou o Penedo do João Freire, como se pode ler na legenda do belo postal do século passado, é apenas um exemplo do muito que temos desperdiçado. Mas, poderão questionar, será aquele conjunto de pedras assim tão importante? O valor paisagístico é inquestionável, a localização privilegiada e sobre o valor científico, gostaria de reproduzir, se me é permitido, parte do texto que o Prof. Luís Carlos Gama Pereira, do …

Recomeço

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Em finais de 2007, contra a minha vontade, publiquei, pela última vez o Jornal de Penacova. Durante, pelo menos, uma década, escrevi centenas de textos, entrevistas, reportagens e exprimi livremente a minha opinião sobre Penacova. Depois de algum tempo de paragem, provocada sobretudo pelo desencanto de ter deixado cair por terra o projeto do jornal, decidi que estava na hora de voltar. Apesar de estar um pouco mais distante, quer fisicamente, quer da atualidade local, entendo que, posso e devo, retomar a escrita sobre o que o meu olhar alcança. "Livraria Mondego" porquê? Perguntarão? É uma homenagem simples a um geomonumento que, infelizmente, continua esquecido. Apenas as placas, junto à estrada, assinalam a sua presença...nada mais! Em 2010, a câmara de Penacova candidatou-o ao concurso das "7 Maravilhas Naturais de Portugal", na categoria "Grandes Relevos", mas, desde essa altura, pelo menos que seja visível, nada mudou... Até breve!