Monumento esquecido
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| Primeira pedra do Monumento ao Barqueiro |
Em Setembro de 1993 foi colocada no Penedo da Viúva, junto ao Reconquinho, a primeira pedra do monumento ao barqueiro. Segundo rezam as crónicas da época, a iniciativa do Rancho Folclórico de Penacova até foi bem acolhida pela câmara, apesar de algumas reticências colocadas em relação ao local. Ainda segundo a imprensa da época, foi constituída uma comissão para angariar fundos para a criação do monumento e chegou a ser rezada uma missa, na capela da Ponte de Penacova em memória de todos os barqueiros já desaparecidos.
A proposta do rancho previa ainda a colocação de uma nora, nas margens do rio, para lembrar como era levada a água até às terras férteis do Mondego, mas o projeto foi...por água abaixo.
Oito anos depois, em 2001, o Partido Socialista apresentou na Assembleia Municipal uma proposta para a realização de um concurso de ideias para o monumento. O PS justificou a iniciativa com o facto de a atividade de barqueiro ter sido uma das mais relevantes do concelho, numa época em que as trocas comerciais se faziam através das barcas transformando o leito do Mondego numa rota comercial. O facto de já não existirem testemunhos desse passado justificava a existência do monumento, como forma de perpetuar e lembrar, às novas gerações, que o barqueiro foi um ator importante na vida penacovense do século passado.
A proposta apresentada pelo então deputado municipal Pedro Coimbra foi aprovada mas a localização mereceu um voto de abstenção do presidente da autarquia e dos deputados do PSD. Estácio Flórido elogiou, no entanto, a iniciativa propondo um louvor.
A localização do monumento foi, aliás, o ponto de discórdia, apontando-se como alternativa ao Penedo da Viúva, a rotunda de acesso ao IP3...
Vinte e um anos depois, já nem a primeira pedra resta e o monumento ao barqueiro continua esquecido.
Na recente requalificação urbanística perdeu-se uma bela oportunidade para o fazer. Embora entenda o simbolismo do Penedo da Viúva, no centro da vila o monumento ao barqueiro teria a dignidade e a visibilidade que merece.

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