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A mostrar mensagens de Abril, 2014

O interior merece respeito!

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A dois de Setembro de 2010, o Conselho de Ministros, presidido por José Sócrates, aprovou uma resolução para o lançamento de concursos, em várias regiões do país, para a atribuição de títulos de utilização de recursos hídricos, para a produção de energia eléctrica através de mini-hídricas. Dois meses depois, a Administração Hidrográfica do Centro lançou oito concursos públicos para a implantação e concessão de mini-hídricas, num total de 29 MW de potência. Os lotes colocados a concurso situavam-se no rio Mondego, concelhos de Penacova e Poiares, no rio Alva (Arganil e Tábua), Dinha, Pavia e ribeiras de Asne e Sasse (Tondela e Viseu), rio Criz (Tondela), Alfusqueiro (Oliveira de Frades), Troço (São Pedro do Sul e Vouzela), Arões (Sever do Vouga) e Mel, em Castro Daire. Maurício Marques, deputado do PSD e antigo presidente da câmara de Penacova, conhece bem este dossier. Foi de sua autoria, o relatório final da petição pública apresentado na Comissão de Ambiente, Ordenamento do Territó…

Comércio local unido jamais será vencido!

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Não é segredo nenhum de que o comércio local vive tempos difíceis. A crise económica aguda e o aparecimento de grandes superfícies e de centros comerciais, a que se junta em pequenas vilas como Penacova, o despovoamento, fizeram com que a esmagadora maioria dos lojistas esteja a passar por um período negro. Nos últimos anos surgiram alguns programas, apoiados por verbas comunitárias, para a modernização do comércio tradicional, mas segundo julgo saber, poucos aderiram. Na vila de Penacova, cálculos por alto, existirão entre três a quatro dezenas de pequenos comerciantes, sendo que grande parte concentra-se na zona de S. João. Há lojas de roupa, calçado, lavandaria, cabeleireiro, esteticista, papelaria, restauração e bebidas, alimentação, ourivesarias, ótica, florista, quiosque, etc... Apesar de tudo, é um número que não deve ser desprezado. Na última década foram criadas unidades de acompanhamento e coordenação, para apoio ao comércio, mais conhecidas pela sigla UAC, mas com o passa…

Velho tribunal a Museu Municipal!

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Muitos penacovenses interrogam-se sobre o destino a dar ao antigo edifício do tribunal. A conversa mais recorrente é a de que, depois da transferência para as escolas, o movimento, o comércio, o afluxo de pessoas ao centro da vila diminuiu significativamente.
Não sei se será assim, porque não estou em condições de aferir, com rigor, esse efeito da passagem do tribunal para o Largo D. Amélia. Mas não sou indiferente a esta situação e preocupo-me, de facto, com a ausência do tal movimento, que aliás, não vem de agora, pode é ter-se agravado. A transferência do tribunal foi a solução encontrada para ultrapassar, por um lado, o estado de decadência do edifício e, por outro, a ameaça de encerramento dos serviços que chegou a ser anunciado no novo mapa judiciário. Aliás, a história parece repetir-se e Penacova andou sempre, fora e dentro, do tal mapa! A comarca de Penacova foi criada em 1875, no âmbito de uma reforma do sistema judiciário mas...em 1927 foi extinta passando a julgado munici…

Porque falhou o hotel?

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Tenho uma relação afetiva muito grande com o hotel porque o meu pai foi um dos mentores da transformação do antigo Preventório e, além disso, julgo que qualquer penacovense não pode ficar indiferente aos últimos acontecimentos. Se olharmos para a história vamos perceber que o percurso daquele edifício tem sido bastante sinuoso. Nos anos trinta, do século passado, a Santa Casa da Misericórdia de Penacova cedeu os terrenos à Junta Distrital de Coimbra, presidida na época por Bissaia Barreto, para ali criar uma unidade que acolhesse as crianças em risco de contraírem tuberculose. Nesses anos, a doença era conhecida como a "peste branca". Em 1933, nasceu o Preventório e as crianças ficaram ao cuidado das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras.
Nos anos oitenta, deu-se o encerramento da unidade e o edifício regressou à posse da Misericórdia. Seguiram-se anos de abandono e múltiplos atos de vandalismo. Ironia do destino ou não, a história viria a repetir-se no passado recente. No início…

Dia aberto sem moinhos

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Confesso que foi com alguma surpresa que não vi o município de Penacova na programação da Rede Portuguesa de Moinhos que comemora, este fim de semana, o dia dos moinhos. Como é bom de ver, a iniciativa pretende, sobretudo, divulgar este património através das mais variadíssimas ações. Na edição deste ano participam cinquenta e dois municípios, de norte a sul, incluindo vários do distrito de Coimbra e da região centro. Ao todo, aderiram ao programa mais de duas centenas de moinhos, espalhados por mais de uma centena de núcleos. No próximo fim de semana será possível conhecer, por dentro, moinhos de vento, de água, de maré, moagens, etc... No moinho da Prada, no concelho de Vinhais, por exemplo, foi organizado um passeio que pode ser feito a pé ou de burro. Os simpáticos animais foram, noutros tempos, uma ajuda preciosa para os moleiros transportarem a farinha. O município de Vinhais organiza ainda uma oficina de pão, com forno de lenha e tudo, para que os visitantes possam aprender a …