Dia aberto sem moinhos

Núcleo de moinhos de serra da Atalhada
Confesso que foi com alguma surpresa que não vi o município de Penacova na programação da Rede Portuguesa de Moinhos que comemora, este fim de semana, o dia dos moinhos. Como é bom de ver, a iniciativa pretende, sobretudo, divulgar este património através das mais variadíssimas ações. Na edição deste ano participam cinquenta e dois municípios, de norte a sul, incluindo vários do distrito de Coimbra e da região centro. Ao todo, aderiram ao programa mais de duas centenas de moinhos, espalhados por mais de uma centena de núcleos. No próximo fim de semana será possível conhecer, por dentro, moinhos de vento, de água, de maré, moagens, etc...
No moinho da Prada, no concelho de Vinhais, por exemplo, foi organizado um passeio que pode ser feito a pé ou de burro. Os simpáticos animais foram, noutros tempos, uma ajuda preciosa para os moleiros transportarem a farinha. O município de Vinhais organiza ainda uma oficina de pão, com forno de lenha e tudo, para que os visitantes possam aprender a fazer o pão de forma artesanal.
Já o município de Castelo de Paiva pensou em seduzir os turistas pela boca e preparou um almoço tradicional que incluiu papas de farinha de milho, sardinha com broa, entre outras iguarias. O almoço terá lugar na Atafona de Linho. Assim se chama a azenha porque era movida pela força animal.
As propostas para passar um belo dia dos moinhos passam ainda por feiras de produtos locais, exposições de fotografia e muitas visitas com guia. O município de Albergaria-a-Velha que, tal como nós, também tem vários núcleos de moinhos, propõe levar os visitantes de autocarro.
Convém lembrar, aos mais distraídos, que em Penacova existem três importantes núcleos de moinhos de vento: Gavinhos, Portela de Oliveira e Atalhada. Os três com particularidades que definem a riqueza de tamanho património. Em Gavinhos existe um imponente santuário, na Portela de Oliveira um museu e o, não menos valioso, moinho de Vitorino Nemésio e na Atalhada uma oferta mais virada para o alojamento que, quanto a mim, poderia ser um dos nossos trunfos turísticos!
Ora, tamanha riqueza e diversidade, julgo que difícil de igualar no país, não vai estar presente nas celebrações deste ano da Rede Portuguesa de Moinhos.
Bem sei que, em anos anteriores, Penacova esteve lá, mas nos tempos que vivemos, não podemos desperdiçar oportunidades.
E com um pouco de criatividade até seria possível encaixar, este grande acontecimento nacional, nas iniciativas paralelas ao Capítulo da Confraria da Lampreia que acontece este fim de semana em Penacova.

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