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A mostrar mensagens de Junho, 2014

A D. Inércia mora na Casa do Monte

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A história começa bem lá atrás, no início do século XVIII, quando Dona Bernarda Teles de Menezes fez uma grande festa em Lorvão para comemorar a beatificação das Santas Rainhas. O número de convidados foi tão elevado que foi necessário encontrar um teto para a longa lista de bispos, abades e outras personalidades da época. A solução encontrada foi construir várias casas e entre elas a Casa do Monte. Só que não houve tempo para concluir a obra…até hoje!  É aqui que entra a D. Inércia! A casa não foi concluída? A culpa é da D. Inércia!  Nos anos noventa, do século XX, a casa foi adquirida pela câmara de Penacova e só uma década depois começou a ser recuperada. Porquê? Está bem de ver! Por causa da D. Inércia!   Em 2005, ficou concluída a recuperação de parte do edifício, eu disse parte vejam bem,  tendo sido investidos cerca de cem mil euros. Porquê apenas uma parte? Só pode ser por causa da D. Inércia!  De 2005 para cá passou quase uma década e não se conheceram intervenções de fundo.…

Erros na gestão do espaço público

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Os autarcas que, ao longo de décadas, têm conduzido os destinos de Penacova não têm sabido gerir da melhor forma os espaços públicos e a paisagem urbana do município. Foram cometidos alguns erros que marcaram negativamente aquilo que define a imagem de uma vila, ou de um aglomerado urbano e que não é mais do que o espaço onde nós, cidadãos, desenvolvemos a nossa atividade. O primeiro exemplo, que entra pelos olhos dentro, é o cemitério da Carvoeira. O pintor Martins da Costa que durante décadas pintou o vale do Mondego, foi, que eu tenha conhecimento, das primeiras pessoas a ter a coragem de o referir. Criticou, e bem, a sua localização, não apenas na perspetiva estética, mas sublinhou o facto de o cemitério ser uma "mancha" no enquadramento paisagístico. O olhar insuspeito do artista, habituado a traduzir, através do traço do pincel, o conceito do belo, disse o que muitos pensavam. O cemitério da Carvoeira veio estragar a paisagem e, o mais curioso, é que ao longo destes a…

Quando a repartição não respeita o cidadão

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Recentemente desloquei-me ao Registo Civil, em Penacova, para fazer uma alteração ao Documento Único Automóvel. Tirei uma senha, com um número, e aguardei pela minha vez. No interior da repartição pública estava cerca de uma dezena de pessoas. Do lado de dentro do balcão, apenas uma funcionária no atendimento ao público. Os minutos foram passando e, a mesma funcionária, diligente diga-se, fazia o que era possível para tornar os atos mais céleres. Quando, finalmente, chegou a minha vez, já tinha passado uma hora!
Aqui está um exemplo de um mau serviço prestado ao cidadão, que paga impostos, e não é respeitado. Este serviço público, todos sabemos, não tem apenas um funcionário mas, tanto quanto sei, perto de uma dezena. Acredito que, para lá do balcão, e no interior dos gabinetes e salas, os outros funcionários estivessem ocupados com outras tarefas...mas seriam assim tão relevantes, ao ponto de ignorar as pessoas que enchiam a repartição? Conheço pessoalmente alguns dos funcionários e…