Quando a repartição não respeita o cidadão
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| O governo vai juntar os serviços públicos |
Aqui está um exemplo de um mau serviço prestado ao cidadão, que paga impostos, e não é respeitado. Este serviço público, todos sabemos, não tem apenas um funcionário mas, tanto quanto sei, perto de uma dezena. Acredito que, para lá do balcão, e no interior dos gabinetes e salas, os outros funcionários estivessem ocupados com outras tarefas...mas seriam assim tão relevantes, ao ponto de ignorar as pessoas que enchiam a repartição? Conheço pessoalmente alguns dos funcionários e sei que têm competência profissional para os cargos que desempenham mas, neste caso, julgo que devem repensar, internamente, a organização do trabalho. Um serviço público deve estar, precisamente, ao serviço do cidadão e este deve estar sempre em primeiro lugar!
O governo deve anunciar em Julho uma reforma ao nível dos serviços públicos criando os chamados "condomínios comuns" que vão concentrar registos e notariados, finanças, segurança social, entre outros. A intenção é que exista, pelo menos, um destes espaços por município. É, no fundo, a generalização do conceito das lojas do cidadão que poderão ficar sob a gestão dos municípios e outras entidades públicas. Em complemento a estes "condomínios do cidadão", o governo pretende criar redes complementares de atendimento. Por um lado, através do programa "Portugal Porta a Porta", designação para um transporte público de passageiros em territórios de baixa densidade e, por outro, das "Carrinhas do Cidadão", espaços móveis que prestarão serviços públicos em diferentes áreas, como as finanças e a segurança social.
Julgo que o conceito de loja do cidadão, já experimentado com sucesso em algumas cidades, está mais próximo daquilo que deve ser um verdadeiro serviço público, do que a "velha repartição" que, como testemunhei, continua a insistir em práticas e modelos de organização que já não se usam.
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