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A mostrar mensagens de Julho, 2014

Rever amigos na cidade das dunas

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No início dos anos sessenta, La Grande-Motte não era mais do que uma zona pantanosa situada entre Marselha e Montpellier, no sul de França. Até que surgiu o espírito criativo do arquiteto parisiense Jean Balladur. Desenhada a régua e esquadro, com um compromisso entre o verde e o betão, Balladur concebeu um conjunto de edifícios de formas arrojadas. Ali, por entre as dunas e os pinhais, ergueram-se pirâmides e semicírculos, serpenteados por corredores verdes que conduzem à praia, à marina, ao lago, aos parques desportivos e ao centro. Cerca de 70% da área da cidade é verde! Um verdadeiro paraíso para peões e para a bicicleta, o meio mais utilizado pelos turistas. É claro que também há automóveis, e muitos, por sinal, mas, ao contrário de Portugal, não ocupam o passeio. O estacionamento é ordenado e parques de estacionamento, à sombra, sublinho, à sombra, é coisa que não falta. Mais um pormenor...só os parques do centro da cidade são pagos, os restantes são gratuitos!
Pegar na bicicle…

Dirija-se ao restaurante mais próximo!

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Tudo começava numa flute de espumante ou num cálice de Porto, uma cortesia da casa. Seguia-se a tábua de queijos e enchidos e, entre dois dedos de conversa, a escolha do prato, difícil como sempre, tantas eram as especialidades: polvo à lagareiro, arroz de pato, javali, chanfana, lombinhos com arroz de passas, etc, etc... Ah, falta o vinho! Sem ver a carta, e como se fosse uma prova cega, esperava que me surpreendessem. Eu sabia que a garrafeira era rica e variada e confiava no bom gosto do anfitrião. O restaurante Panorâmico, nos seus melhores anos, era assim. Um local acolhedor, com boa cozinha e uma bela vista sobre o Mondego. Ao longo dos anos, soube conquistar, pela boca, muitos seguidores de norte a sul do país. Foi badalado nas revistas e nos jornais mais conceituados e não havia roteiro turístico que não o incluísse na lista dos locais de passagem obrigatória. O grande responsável pela fama deste templo gastronómico foi Arménio Batista Antunes. Um mestre na arte de bem recebe…

A ópera saiu à rua!

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Orfeu chora, junto ao túmulo, a perda da mulher. O cupido diz-lhe que os deuses, sensibilizados com a sua dor, permitem que ele desça aos infernos e traga Eurídice de volta com a condição de não voltar a olhar para ela.
Já nos infernos, e enquanto toca a sua lira, Orfeu encontra Eurídice e, sem a encarar olhos nos olhos, pede-lhe que volte com ele. Eurídice não compreende a atitude e critica-o. Orfeu ignora a promessa que fez e olha para a mulher que, logo de seguida, cai inanimada. Orfeu fica desesperado, mas o cupido surge, mais uma vez, para dizer a Orfeu que ele merece o amor de Eurídice, por isso ela regressa ao mundo dos vivos. A ópera termina com todos a cantarem a força do amor.
Assim se conta, em poucas palavras, um pouco da ópera "Orfeu e Eurídice". O Grupo Coral Divo Canto arriscou representá-la na rua e teve o mérito de agarrar o público. Não me recordo de ter visto uma ópera em pleno Largo Alberto Leitão, ou no Terreiro, como nós, penacovenses, gostamos de dize…

D. Quixote e os moinhos da Atalhada

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"Não fujam criaturas vis e covardes que um cavaleiro sozinho é quem vos ataca!" D. Quixote de La Mancha viu nos moinhos, gigantes inimigos que tinha que combater...eu, sem qualquer delírio literário, vejo, para além de belos exemplares da arquitetura pré-industrial, um património que Penacova não tem sabido rentabilizar. Lembrei-me do imaginário de Cervantes para escrever algumas linhas sobre os moinhos de vento que espalham magia pelas nossas serras. Na verdade, julgo que, ao longo dos anos, têm sido praticamente esquecidos. É claro que existiram intervenções de restauro, foi criado um museu, mas há ainda muito por fazer! Gostava de centrar esta reflexão nos moinhos da serra da Atalhada. A recuperação iniciou-se em 1992, com os campos de férias do Instituto Português da Juventude. Em Maio de 1997, António José Seguro, na altura secretário de estado da juventude, inaugurou na serra da Atalhada, o primeiro moinho adaptado para alojamento. A ideia da entidade promotora, o Cen…