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A mostrar mensagens de Agosto, 2014

Onde a natureza vive...com entulho!

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A câmara de Penacova aprovou em Julho um regulamento para os resíduos urbanos do município. No longo documento é feita referência ao destino a dar aos chamados resíduos de construção e demolição (RCD), vulgarmente conhecido como entulho das obras. No artigo 29º pode ler-se que "o detentor dos RCD produzidos em obras particulares deve assegurar o seu transporte, nas devidas condições e efetuar o depósito no parque de resíduos da entidade gestora (...) carecendo sempre de autorização prévia, de acordo com as normas de utilização desse local." Ou seja, o entulho deve ser transportado para um local a designar pelo município e, no caso, de o autor dos resíduos não tiver meios para o fazer, "os serviços municipais promoverão a recolha na origem (...) mediante o pagamento das tarifas em vigor."
Curiosamente, também em Julho passado, a Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional organizou em Vagos uma sessão de divulgação e esclarecimento, da legislação aplicável …

Ponham o Vimieiro no mapa!

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O Vimieiro (não confundir com o de Arraiolos ou o de Santa Comba Dão) é daqueles locais que agarram os nossos sentidos, logo à primeira impressão! Basta sair do carro e...começa o festim! São os cheiros das flores silvestres e do arvoredo, o efeito calmante do panorama verde, o percurso das águas, entre o espelho de água e a cascata, o murmúrio constante da roda, os tons suaves das pequenas casas, o fino recorte das margens do Alva, etc, etc... Do ponto de vista da promoção turística, é preciso ir mais além. A praia fluvial, como já tive ocasião de escrever, tem todas as condições para erguer a bandeira azul. Boas acessibilidades, estacionamento, águas que, presumo, sejam de boa qualidade, parque de merendas, sombra e...algo mais, que importa sublinhar. Há pelo menos uma década que a Susana e o Nuno gerem, de forma irrepreensível, o restaurante do Vimieiro.  "Aproveitando o enquadramento natural, encontramos aqui uma sala panorâmica, com uma vista privilegiada para uma das zonas…

A freira não estava em casa!

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A dúvida andava a pairar sob a minha cabeça! Por isso, ganhei coragem e lá fui, rua abaixo, em busca de respostas. Afinal, só queria que alguém, lá de casa, me dissesse qual das versões é a correta. A casa chama-se assim, porque ali viveu um padre que tinha uma irmã freira ou, a versão mais conhecida, designa-se Casa da Freira porque foi habitada por uma criada das freiras do mosteiro de Lorvão. Uma senhora, uma criada, que terá ficado conhecida por trazer para Penacova a receita, imaginem, das irresistíveis nevadas. Bati à porta, uma primeira vez, e nada! Aguardei alguns momentos e perdi-me no branco imaculado das paredes, no contraste azul forte das janelas e na graciosidade das linhas. Se todas as casas, do chamado centro histórico, estivessem com uma pintura assim... Voltei à terra e bati outra vez... Nada! Não mora ninguém! Nem o padre, nem a criada e muito menos a freira. Parece que a dúvida sobre a origem do nome da casa não vai ser desfeita tão depressa.  A Casa da Freira está…

A regeneração não passou por ali

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Regenerar significa dar nova existência, melhorar, corrigir. O centro de Penacova foi sujeito, recentemente, a uma intervenção de regeneração urbana com o intuito de mudar a face do espaço público. Em grande parte, esse objetivo foi conseguido. Os automóveis que tomavam conta do Largo Alberto Leitão foram retirados para um edifício de estacionamento, alguns equipamentos, tais como, o quiosque e o posto de turismo, foram melhorados e a estátua de António José de Almeida foi mudada de local. Se, em relação a estas alterações, é inquestionável que a tal regeneração funcionou, já, por exemplo, no que toca aos jardins e espaços verdes, a intervenção realizada foi, quanto a mim, minimal, para não dizer pobre! Ficou a relva, mas há um défice gritante de ilhas de cor que contrastem com o cinzento dos materiais.
A opção pela construção de um edifício de estacionamento já tinha sido equacionada por anteriores executivos. Nos anos noventa em São João e, já neste século, no Parque Municipal, a p…