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A mostrar mensagens de Setembro, 2014

Património e turismo? Não, obrigado!

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O turismo é um setor-chave da economia nacional e, mesmo sendo este ano um dos melhores de sempre, ainda tem muito para crescer. E o que é preciso? Inovação e criatividade, ou seja, investir em aspetos diferenciadores, como a oferta cultural ou a gastronomia e valorizar o que é tradicional. Esta foi a grande conclusão de uma conferência integrada nos 25 anos do jornal "Diário Económico."
Há poucos dias, numa notícia que destacava o aumento em 20% do número de visitantes à Universidade de Coimbra, o presidente da Turismo do Centro, Pedro Machado, afirmou que é possível ir mais além, "se outros equipamentos se juntarem à oferta turística e numa perspetiva mais alargada ligar Coimbra a Lorvão, ao Buçaco e a Conímbriga."
Mesmo com a crise que se instalou no país, o turismo foi dos poucos setores que contribuiu para o crescimento do PIB e do emprego e os especialistas garantem que ainda há margem para crescer. Aliás, com a entrada em vigor do novo quadro comunitário de…

Três relvados mas pouca formação

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A aposta na formação de jovens talentos é uma frase que tem sido tão escrita e tão falada que, confesso, hesitei, quando decidi alinhavar algumas ideias sobre o futebol concelhio. O que realmente me levou a escrever foi uma efeméride. Pois é, em 2009, há cinco anos, foram instalados no município de Penacova três relvados sintéticos. Em São Pedro de Alva, na Cheira e em Gavinhos. Na altura, os equipamentos alimentaram grandes expetativas nos clubes e na comunidade em geral, uma vez que, com eles, a prática desportiva, principalmente, a dos mais jovens, iria ter um grande impulso. Afinal de contas, o que aconteceu nestes cinco anos? O investimento, avultado diga-se, refletiu-se na criação de escolas de futebol ou de outras modalidades? Os clubes que receberam esses relvados têm hoje projetos sustentados na área da formação? O número de praticantes disparou como estava no horizonte? Infelizmente, as conclusões que tiro, ao fazer um balanço destes cinco anos, não são muito animadoras.
Do…

A barragem aqui tão perto e assobiam para o lado

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A barragem da Foz do Dão, corrijo, da Aguieira, tem uma área inundada de dois mil hectares e estende-se pelos municípios de Penacova, Mortágua, Santa Comba Dão, Tábua e Tondela. Infelizmente, esta imensidão de água, que é proporcional ao seu potencial turístico, não tem sido devidamente aproveitada.
Foram necessários trinta anos para surgir o primeiro empreendimento turístico digno desse nome, o Montebelo Lake Resort. Durante todo este período repetiram-se planos, projetos e promessas, para a criação de novos equipamentos, mas, tudo espremido, pouco se viu. O Plano de Ordenamento da Albufeira da Aguieira, de 2005, identificou várias áreas "com potencialidades para o desenvolvimento de iniciativas de âmbito turístico, de lazer e atividades similares." Nessa lista constava, por exemplo, Travanca do Mondego.
No papel, desenharam-se planos para criar parques termais, centros naúticos, parques natureza, campos de golfe, mas tudo não passou disso mesmo...intenções.
Em Março de 20…