Miro quer pavilhão e espera apoio da câmara

Uma das nove equipas de futsal  
O Grupo de Solidariedade Social, Desportivo, Cultural e Recreativo de Miro quer construir um pavilhão desportivo. Parte do terreno já existe, nas proximidades do acesso ao complexo social, falta a câmara ajudar a desbloquear as restantes parcelas. "Desde Setembro que aguardamos uma resposta do senhor vereador do desporto que já está a par desta intenção", declarou Manuel Nogueira, presidente da direção da instituição que tem atualmente nove equipas de futsal em competição e movimenta mais de uma centena de atletas. 
"Jogamos e treinamos nos pavilhões de Penacova e de Chelo e fazemos milhares de quilómetros neste vai e vem. As equipas de fora, que vêm jogar connosco a Penacova, apelidam o atual pavilhão de "gamela" e "quadrado" e não gostam de lá jogar. Todos sabemos que não tem as condições ideais. Uma das promessas eleitorais desta câmara foi a ampliação do pavilhão mas até hoje isso não aconteceu", acrescentou o diretor do GSSDCR de Miro que entende que a construção de um novo pavilhão no concelho faz todo o sentido e é viável. "Queremos o apoio da câmara porque achamos que é um equipamento importante para Miro e para o concelho. Uma das possibilidades é construir o pavilhão no âmbito de um projeto, mais abrangente, de um centro de apoio a cidadãos portadores de deficiência. Neste centro será possível criar várias valências. Um residência, que é uma área muito deficitária na região, uma valência de formação e outra de desporto direcionada para estes cidadãos portadores de deficiência e há vários no nosso concelho a necessitar desse apoio", afirmou Manuel Nogueira, sublinhando que este projeto terá que ter também o apoio da Segurança Social.
Este centro para cidadãos portadores de deficiência é apenas uma parte de um plano estratégico traçado pela instituição que começa a ter visibilidade em várias áreas.
Lar e centro de dia movimenta dezenas de utentes
O GSSDCR de Miro começou como associação vocacionada para o desporto no início dos anos oitenta e só enveredou pela área social em 2001. Em pouco mais de uma década transformou-se numa das instituições mais pujantes do concelho. Os números e o conjunto de atividades que promove falam por si. 
Atualmente o lar para idosos tem mais de quatro dezenas de utentes, a que se juntam mais duas dezenas em serviço de apoio domiciliário e mais vinte e cinco em centro de dia. A instituição tem quase meia centena de funcionários e colaboradores. 
Dinamiza uma cooperativa que ajuda duas dezenas de pequenos produtores agrícolas (de Miro, Coiço, Casal de Santo Amaro, Oliveira do Mondego, etc) a escoar os seus produtos. 
Criou uma empresa, a "Reflexos Florestais" que auxilia os agricultores em pequenos projetos para as suas explorações e presta aconselhamento para a obtenção de subsídios. O apoio é prestado, através de um protocolo com a Confagri - Confederação Nacional de Cooperativas Agrícolas e a Ajap - Associação de Jovens Agricultores. 
Pretende avançar em breve com um projeto que quer recuperar dezena e meia de casas degradadas, em Miro, para converter em turismo rural.
Já está a apostar nos produtos da terra ( loja "Produtos da Nossa Aldeia") e a desenvolver uma marca para comercializar a broa, os enchidos caseiros, as plantas aromáticas, as compotas e o artesanato local.
Avançou para uma agência de viagens e para a rede "Portugal Tradicional" que, à semelhança do que existe em França, pretende divulgar locais e produtos genuínos do concelho e de outras regiões do país.
Está, neste momento, a desenvolver contactos com a Escola EB 2,3 de Penacova para poder colaborar na formação de alunos pela via profissionalizante.
Todos os anos promove vários eventos com destaque para a Feira da Broa e a Festa do Barqueiro. E promete não ficar por aqui...


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