O buraco invisível da estrada Monte Redondo-Botão

Situação mantém-se há mais de um ano
O aparecimento das redes sociais, dos smartphones e, no geral, das novas tecnologias, deram ao cidadão ferramentas que o podem transformar em repórter. Hoje em dia é muito comum, os orgãos de comunicação social reproduzirem fotografias e pequenos vídeos de cidadãos que chegaram primeiro do que os jornalistas e quiseram documentar um facto ou um acontecimento. Ao mesmo tempo que o cidadão desenvolveu esta competência, começou a surgir nas novas gerações, mais apta para esta "revolução", uma consciência cívica e crítica do se que passa à sua volta. 
Foi isso que fez a Joana Rodrigues, uma jovem de 20 anos de Alagoa. Pegou na máquina fotográfica e foi até à estrada que liga Monte Redondo ao Botão. Na via, que até é municipal, está, há mais de um ano, por resolver, um buraco, um deslizamento de terras que atirou barreira abaixo uma faixa de rodagem. Depois das fotos, Joana escreveu um pequeno texto e juntou tudo num post de Facebook. "Torna-se imperativo redefinir prioridades no nosso concelho" - escreveu Joana - "a situação que se arrasta na EM535, há mais de um ano, é a verdadeira definição do verbo abusar. Por ela passam diariamente centenas de pessoas (...) Pergunto-me (eu e muitos, adivinho) quando é que teremos uma solução e aproveito a deixa para citar Miguel de Cervantes: "Há um remédio para tudo, exceto para a morte".
A Joana tem razão. Não se entende como é que passado mais de um ano, desde finais de 2013 até agora, a situação não foi resolvida. O local é, em si, perigoso. Situa-se entre duas curvas e quem circula no sentido Monte Redondo-Botão tem tendência a acelerar, apesar do local estar sinalizado. Além do mais, é uma via com algum tráfego, de ligeiros e pesados, que aumenta quando a estrada passa a ser alternativa ao IP3, que passa ali mesmo ao lado. A Joana tem razão. A segurança das pessoas deve ser uma prioridade! Não se percebe porque é que a câmara demora tanto tempo... Aliás, tal como em outras situações, a lentidão de processos começa a ser comum. Os partidos da oposição trataram de dar o alerta bem cedo, mas nem isso ajudou. Finalmente, mais de um ano depois, na ata da câmara de 16 de Janeiro, já deste ano, tomámos conhecimento de que a autarquia contratou, por ajuste direto, estudos geológicos e o projeto de execução para reparar a estrada.



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