U.Chelo reclama tratamento igual ao de outros clubes
| Clube tem duas equipas de futsal a competir |
A União Popular e Cultural de Chelo sente-se prejudicada em relação aos apoios da autarquia e reclama justiça. "A câmara tem que corrigir um erro que está a ser cometido", afirmou Ralha Ribeiro, presidente da associação. Para este dirigente, este erro só será reparado se for feito com o Chelo, o mesmo que foi feito com o Mocidade, União FC e São Pedro de Alva para os relvados sintéticos, ou seja, um contrato de direito de superfície com a autarquia, ficando esta a gerir o equipamento, neste caso, o pavilhão de Chelo.
"Queremos um tratamento semelhante", defende Ralha Ribeiro que adianta que esta solução viria aliviar os encargos que a associação tem com o equipamento. "Nós partimos para a construção de um pavilhão porque nessa altura a equipa de futsal, que competia nos nacionais, tinha que jogar em Poiares. Andámos duas épocas a jogar lá porque o pavilhão de Penacova não podia ser utilizado na prova", sustentou Ralha Ribeiro.
O pavilhão de Chelo foi inaugurado em 2008 e a câmara, na época gerida por Maurício Marques, apoiou a sua construção em 25%, uma verba que rondou os cem mil euros. "Nessa altura foi possível avançar para a obra porque, para além do apoio da autarquia também tivemos o apoio do Instituto do Desporto", afirmou Ralha Ribeiro.
Com a crise económica e a queda de receitas, o clube tem dificuldades em suportar os encargos de manutenção do pavilhão (água, luz, gás, etc) e o crédito ao banco que, entretanto, foi renegociado. "Temos duas equipas em competição, uma sénior e outra de juvenis porque não podemos entrar em loucuras", afirmou o presidente da UPC de Chelo.
"Além do mais o Miro treina e joga no pavilhão de Penacova sem qualquer custo", adiantou Ralha Ribeiro que reafirma que a solução "passa por um contrato de direito de superfície, a celebrar entre o clube e a câmara, dando prioridade aos eventos promovidos pelo Chelo."
Para além das suas duas equipas de futsal, o Miro e o Lorvanense também costumam utilizar o pavilhão. Do lado da câmara, o vereador do desporto, Ricardo Ferreira não quis avançar muito sobre esta questão. Afirmou que já houve encontros com responsáveis do Chelo e adiantou apenas que "estão a ser equacionadas novas formas de apoiar as associações e clubes do concelho."
Sem duvida que vai ter de passar pela venda do direito de superfície dos terrenos do UPC de Chelo
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