Cinco mulheres dão vida nova à Casa do Povo de Penacova
Chamam-se Filipa, Mariana, Olga, Rita e Rute e são os rostos da nova direção da Casa do Povo de Penacova que tomou posse em Janeiro. Afastaram o fantasma do vazio diretivo e querem trazer dinâmica e novas ideias a uma instituição que esteve quase moribunda.
A presidente Filipa Salvador e a vice-presidente Olga Santos já conheciam os cantos à casa enquanto elementos integrantes da filarmónica. Ambas, juntamente com Mariana Silva, integraram também uma comissão de gestão que esteve à frente da instituição o ano passado.
"Valia a pena arriscar", confessou Filipa que tratou rapidamente de convencer outras pessoas para a mesma causa. É então que surgem Rute Fonseca (tesoureira) e Rita Ribeiro (vogal), que Mariana já conhecia do grupo Mensageiros da Alegria de Figueira de Lorvão. "Achámos que era uma oportunidade para fazer algo de diferente em Penacova", afirmou Rute.
As cinco arregaçaram mangas e desde Janeiro que têm centrado as suas forças na reorganização da Casa do Povo, nomeadamente, na atualização da base de dados de sócios e na programação de novas atividades que possam dar um novo fôlego a uma instituição que foi fundada em 1960.
Ideias não faltam a esta nova equipa dirigente!
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| Mariana, Rita, Rute, Olga e Filipa |
Aproveitando as competências de Mariana Silva, que é nutricionista, organizaram uma sessão de prevenção e palestra contra o cancro que foi bem aceite pelo público. Além disso, começaram a funcionar consultas de nutricionismo, abertas a todos, mas com condições vantajosas para sócios. Desde Outubro que já decorrem aulas de zumba e mais recentemente, aulas de jiu jitsu e aikido, duas artes marciais, a que se juntaram também as danças latinas.
Consciente de que é com novas propostas que se cativam mais pessoas, a direção da Casa do Povo de Penacova pretende avançar com a criação de um grupo de cordas, cujas as inscrições já estão abertas - "já temos alguns interessados mas necessitamos de mais. Queremos formar músicos, a partir dos doze anos de idade, que queiram tocar cavaquinho, bandolim e guitarra clássica. Se o projeto for bem sucedido poderá alimentar, por exemplo, os ranchos folclóricos que necessitem de músicos", declarou Filipa Salvador.
Aproveitando a experiência de Rita Ribeiro na Lousitanea - Liga de Amigos da Serra da Lousã, uma associação que dá grande atenção ao património natural, a Casa do Povo vai organizar, no próximo dia 17 de Maio, a primeira "Rota da Farinha e do Pão". Trata-se de uma caminhada, feita em parceria com a Associação de Agricultores e Melhoramentos de Gavinhos, que será realizada entre o núcleo de moinhos de vento da serra de Gavinhos e o vale de Lorvão, com paragem na azenha do Pisão. As inscrições estão abertas, custam cinco euros, por pessoa, já com almoço tradicional incluído. A intenção da nova direção é realizar estas caminhadas com alguma regularidade explorando o enorme património natural e histórico do concelho.
Na mesma linha surge outra das novas propostas, um workshop de palitos. A ideia ainda está em maturação, mas o objetivo é preservar uma arte que está ameaçada de extinção.
O teatro também está de volta à Casa do Povo. O grupo de "Variedades" voltou aos ensaios e promete novidades para breve.
A escola de música da filarmónica também está a funcionar mas precisa de mais jovens que queiram ingressar na centenária banda. Estas cinco "mulheres de armas" querem que a filarmónica e a própria instituição virem a página e entrem numa nova fase, com novas ideias e projetos, e para isso esperam contar com a adesão das pessoas às novas iniciativas.

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