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A mostrar mensagens de Junho, 2015

O pequeno grande mundo de Edemaro Santos

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Certamente já reparou nos moinhos de vento que estão colocados nas entradas de Miro. Exemplares bem construídos que saíram das mãos sábias de Edemaro Martins dos Santos. Edemaro, assim mesmo, e não Edmar! Este magnífico artesão abre-me a porta do seu museu num destes dias de canícula. À minha volta vejo rodas, barcas, casas, moinhos, chaveiros, garrafeiras... Um universo só seu que foi crescendo à medida que foi ganhando o gosto pelas peças mais tradicionais. Por isso lhe chama "O Cantinho do Santos". Edemaro não é de Miro, é natural de Venda Nova, concelho de Poiares, mas mudou-se para ali há mais de cinquenta anos.  Em criança guardou gado, mais tarde trabalhou na construção civil, também foi camionista, mas foi no serviço militar, na Guiné,  que a vocação para a carpintaria surgiu. "Passava muito tempo na oficina de carpintaria e quando regressei até trouxe algumas ferramentas". Confessa que não teve grandes mestres, com excepção de David Assunção, um construto…

"Não há ninguém que goste mais de Penacova do que eu..."

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A frase é de José Bernardes, o presidente da Casa do Concelho, que em 1956 partiu do Peixoto em direção a Lisboa. Foi aí que, com alguns amigos, penacovenses, iniciou o movimento que viria a originar, primeiro a Liga de Amigos e, mais tarde, a Casa do Concelho. Tive a sorte e o privilégio de ter testemunhado alguns momentos marcantes da história desta associação. Em meados dos anos oitenta, a então designada Liga dos Amigos, organizou um passeio pelo Tejo a bordo de um cacilheiro. Foi um dia magnífico, com a tal luz de Lisboa, a tornar aquele dia memorável! Vivia a rádio Manchete os seus tempos áureos. Durante a travessia fizemos vários apontamentos de reportagem, em direto, com um telemóvel da primeira geração, um tal de "Porty", fabricado pela Phillips, que mais parecia uma maleta, tal era o seu tamanho. Anos mais tarde, outro momento alto! No pavilhão Carlos Lopes tive a honra de apresentar um espetáculo que juntou vários ranchos folclóricos e as filarmónicas do concelho…

MEMORABILIA 5 - Quartel de Santo António foi inaugurado

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A 21 de Junho de 1997, já lá vão dezoito anos, foi inaugurado o quartel dos bombeiros em Santo António. Quase vinte anos depois de ter sido projetado, o edifício foi concluído com um investimento de sessenta mil contos a ser assumido pela câmara de Penacova. Os primeiros projetos começaram a ser traçados na gestão de Artur Coimbra, passaram para Leitão Couto e a obra só foi acabada com Estácio Flórido. A propósito dos avanços e recuos da obra, o comandante da corporação, António Simões afirmou na época ao Jornal de Penacova - "Eu continuo a dizer que só num país do terceiro mundo e em guerra, é que se começa uma obra, se gastam milhares de contos e passam tantos anos sem a terminar. E mais, não se pedem responsabilidades a ninguém". O projeto inicial sofreu algumas alterações que vieram aumentar a funcionalidade do edifício, mas não disfarçam alguns erros de concepção, como sejam a única entrada e saída de viaturas, a localização da central de rádio e a exiguidade de alguma…

GNR sinalizou 71 casos de idosos sozinhos ou isolados

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Em todo o país aumentou mais de 13% o número de idosos referenciados pela GNR como estando sozinhos, isolados ou em situação de fragilidade física e psicológica. Os dados são da operação Censos Sénior 2015 realizada recentemente e resultam do trabalho realizado no terreno pelos soldados da Guarda Nacional Republicana. Foram sinalizados mais de 39 mil idosos a viverem sozinhos ou isolados. No concelho de Penacova, a GNR detetou 71 casos distribuídos pelas freguesias, da seguinte forma: Lorvão (17), União de Freguesias São Pedro de Alva/São Paio do Mondego (15), Penacova (13), União de Freguesias Friúmes/Paradela da Cortiça (11), Sazes (4), Figueira de Lorvão (4), União de Freguesias Oliveira do Mondego/Travanca do Mondego (4) e Carvalho (3). A GNR de Penacova realça, no entanto, que este não é um número fechado e poderão existir mais casos. A operação Censos Sénior, que é realizada anualmente, tem como objetivo atualizar os registos dos idosos que vivem sozinhos ou isolados, identific…

Os mestres da ponte do Reconquinho

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O ritual repete-se todos os anos. Junta-se a madeira de eucalipto para a estacaria e a de pinho para os passadiços e mãos à obra. Uma semana é o tempo necessário para construir a ponte de madeira na praia fluvial do Reconquinho, em Penacova. Este ano, o calor aperta e os mestres da ponte trabalham debaixo de sol, quase sempre de tronco nu. As marcas dos raios solares já se fazem notar principalmente nas costas.  Começam bem cedo, pelas sete da manhã. A caixa de ferramentas tem pregos, um martelo gigante para bater as estacas, uma vara para medir a profundidade, uma linha para manter a travessia direita, além de outros utensílios de carpintaria. José Luís Seco e Acácio Alpoim são os mestres construtores, a que se junta, pela primeira vez, Pedro Fernandes. "Já faço a ponte do Reconquinho há vinte e oito anos, praticamente desde que estou na câmara. Ao longo do tempo a equipa foi mudando. Trabalhei com o José Flórido, que era o chefe na altura, e com colegas como o Fernando Cabral,…

ExpoAlva regressa quatro anos depois

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Foi em 2007 que a, então designada, Junta de Freguesia de São Pedro de Alva lançou mãos à obra e ergueu a ExpoAlva. A autarquia era dirigida por Luís Adelino, o secretário era Vitor Cordeiro e a tesoureira Lígia Fonseca. A adesão dos empresários, das associações e do público foi grande e ficou a promessa de realizar o certame de dois em dois anos. Em 2011 surgiu nova edição, mas em 2013 a autarquia optou por não a fazer, por vários motivos, entre eles os constrangimentos financeiros inerentes à situação que o país atravessou. Chegados a 2015, a ExpoAlva está de regresso com um calendário para não coincidir com as festas do município que ocorrem, como se sabe, em meados de Julho. "É uma feira que procura mostrar o que o nosso concelho tem de melhor nas áreas dos serviços, comércio e indústria", afirma Vítor Cordeiro, o presidente da União de Freguesias de São Pedro de Alva e São Paio do Mondego. Uma tenda gigante, colocada no centro do recinto, bem à entrada da vila, alberga…

União de Freguesias afirma que tem apoiado Vale da Chã

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É a resposta da União de Freguesias de Friúmes e Paradela às acusações de falta de apoio à praia de Vale da Chã, acusações proferidas pela associação Amigos do Alva. António Fernandes, o presidente da União de Freguesias, afirmou à Livraria que só não tem havido um apoio mais sustentado porque a associação está inativa  - "nos dias de hoje, as autarquias e as associações estão obrigadas à celebração de protocolos, tanto de equipamentos como de apoios monetários e estando a associação inativa torna-se impossível tal celebração". O autarca de Friúmes e Paradela vai mais longe e sublinha que "há cinco anos que a Associação Amigos do Alva, que criou aquele espaço, é convocada pela junta de freguesia, a participar na reunião anual, com todas as associações da freguesia, onde é solicitado o plano de atividades e orçamento e nunca ninguém se fez representar!" Apesar da situação, a União de Freguesias sustenta que o investimento realizado na praia fluvial, nos últimos ano…