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A mostrar mensagens de Agosto, 2015

MEMORABILIA 7 - Mundial de senhoras na pista de pesca

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Em Agosto de 1997, a pista de pesca de Penacova recebeu o quarto campeonato do mundo de pesca desportiva em água doce, na categoria de senhoras. Foi um dos maiores eventos desportivos realizados em Penacova. Seleções de catorze países marcaram presença na competição que acabou por ser ganha pela Inglaterra. A França obteve a prata e a Itália o ouro. A nível individual, as pescadoras inglesas também dominaram. Wendy Locker, no primeiro lugar e Sandra Hunt, no terceiro subiram ao pódio que ficou completo com o segundo lugar da francesa Dominique Miseeri. A melhor portuguesa foi Conceição Ferreira, na décima terceira posição e, por equipas, a seleção nacional terminou em quarto lugar, apenas a meio ponto do pódio. Artur Coimbra, que orientou a equipa portuguesa, ficou satisfeito com o resultado - "esta equipa era quase inexperiente e nunca pensámos neste resultado. O milagre quase ia acontecendo. Foi de longe a melhor participação de uma seleção nacional feminina em campeonatos do …

Arménio Batista, o último sapateiro da Cheira

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Nasceu numa família numerosa, de muitos irmãos e irmãs, e em berço de dificuldades. O avô era sapateiro e vários elementos seguiram-lhe as pisadas. Naquela época, e estamos a falar na primeira metade do século XX, a vida numa região pobre como Penacova era parca em recursos. Os rapazes começavam a trabalhar ainda muito jovens e poucos completavam a quarta classe. Na família de Arménio Batista, e em tantas outras do Portugal rural daquela altura, os ofícios tradicionais e a agricultura eram a única opção de vida para poder subsistir. "Aos cinco anos já ajudava meu pai na loja. Chegava da escola e ia para junto dele endireitar pregos e outras vezes enrolar linhas para cozer o calçado!". O pai, conhecido na Cheira pelo nome de Manuel do Gil, tinha uma mercearia ao fundo do lugar. "De vez em quando escapava e ia para a capela jogar à bola com os outros rapazes. Jogávamos na estrada com uma bola de trapos", recorda Arménio Batista, hoje com 77 anos. Com vários sapateir…

A verdadeira história dos pássaros do Café Beirão

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Tudo começou com algumas migalhas de pão... No intervalo, entre cada cliente que atendia, colocava-as em sítios bem visíveis, ali bem perto, na esplanada, para que a passarada as pudesse ver. Dia após dia apercebeu-se que os pássaros, principalmente os pardais, arriscavam cada vez mais e perdiam o medo. Os pássaros, como que passando a palavra, começaram a vir em maior número e as migalhas foram substituídas por um comedouro. "Mas alguém o levou e deixou os passarinhos à míngua!", explica Luís Meneses, o dono do Café Beirão que, há pelo menos quinze anos, alimenta a passarada que esvoaça pelo Terreiro de Penacova.  No dia em que eu tomava café na esplanada, eis que chega o senhor Augusto Luís com um saco de ração. "A partir de certa altura comecei a comprar a ração pois os pássaros eram cada vez mais. Alguns clientes do café, principalmente os de fora, costumam perguntar quem é que põe a comidinha e eu lá tenho que contar a história outra vez", diz Luís Meneses qu…