A verdadeira história dos pássaros do Café Beirão
Tudo começou com algumas migalhas de pão... No intervalo, entre cada cliente que atendia, colocava-as em sítios bem visíveis, ali bem perto, na esplanada, para que a passarada as pudesse ver. Dia após dia apercebeu-se que os pássaros, principalmente os pardais, arriscavam cada vez mais e perdiam o medo.
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| Luís Meneses alimenta os pássaros |
No dia em que eu tomava café na esplanada, eis que chega o senhor Augusto Luís com um saco de ração. "A partir de certa altura comecei a comprar a ração pois os pássaros eram cada vez mais. Alguns clientes do café, principalmente os de fora, costumam perguntar quem é que põe a comidinha e eu lá tenho que contar a história outra vez", diz Luís Meneses que depois de um amigo do alheio lhe ter roubado o comedouro, passou a fazer um com garrafas de plástico, um arame e algum jeito.
O comedouro está colocado estrategicamente numa das árvores em frente ao café e não é difícil observar o movimento em volta dele.
Com o passar dos anos, Luís Meneses começou a descobrir os segredos das espécies e hoje conhece os seus hábitos, os locais onde fazem ninho, as horas a que vêm comer a até as árvores e edifícios favoritos - "há ninhos nas árvores da Pérgula, na câmara e há ali uma cerejeira que é a preferida dos melros. No início muitos vinham comer só ao fim da tarde, mas agora, como há muita passarada e muitas espécies, estão cá a qualquer hora."
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| Um verdilhão alimenta-se no Beirão |


É fantastico que alguém tenha tido uma ideia tão humana...é que já há poucas pessoas sensíveis seja lá ao que for.
ResponderEliminarForça, Luís todos eles precisam de ti.
Lembro me duma foto em quetu ,encostado a uma arvore localizada mais ou menos por aí, montavas guarda a uma ninhada de cães e à sua respectiva mãe!
Sempre protegeste aqueles que consideraste terem necessidade de apoio.
Um abraço, querido primo.