A margem direita da praia do Reconquinho
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| Faltam caixotes para o lixo na margem direita |
Esperei pelo fim do verão para, em jeito de balanço da época balnear, escrever estas linhas. A praia fluvial do Reconquinho sempre mereceu, da minha parte, uma atenção especial. Conheço razoavelmente bem o país, e as zonas balneares do interior, e entendo que o Reconquinho tem condições para se afirmar como uma das melhores do país.
Durante anos, nas minhas crónicas do Jornal de Penacova, reclamei maior atenção e investimento. Construiu-se um novo edifício, melhoraram-se os acessos, realizaram-se alguns eventos desportivos de relevo (Municipalito de futebol de praia, Open de voleibol, etc) mas, não se foi mais além.
Há três anos, fez-se justiça, e foi içada, pela primeira vez, a bandeira azul. Investiu-se na acessibilidade para cidadãos portadores de deficiência, na sinalética e na vigilância. Este ano foi anunciada a criação do centro de "trail running" e BTT e realizaram-se mais eventos (escorregas, aulas de zumba, dj's, etc) que, sem dúvida, chamaram mais veraneantes.
Aproveitar parte do edifício da praia para ponto de partida dos trilhos de corrida e bicicleta, parece-me, já o escrevi anteriormente, uma medida acertada. Não estamos a descobrir a roda, diga-se, porque outros municípios e regiões já o fizeram (Miranda do Corvo, Pampilhosa da Serra, Penela, Grande Rota do Zêzere, etc), mas a criação do centro de "trail running" (atletismo de montanha) e BTT, com a ajuda do mediático Carlos Sá, ajusta-se à vocação turística de Penacova.
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| Acesso pedonal na margem direita |
O Reconquinho tem todas as condições para rivalizar com qualquer praia fluvial do país, em especial com aquela que está mais próxima, a dos Palheiros e Zorro. É claro, que esta beneficia da proximidade em relação a Coimbra e ainda, pelo facto, de ser ponto de chegada das descidas de canoa, mas é possível fazer mais e melhor! Espera-se do governo do município o mesmo arrojo que tiveram os penacovenses de outros tempos, quando, por exemplo, avançaram para a criação de um parque de campismo que deu outra dimensão à praia. O turista do século XXI é cada vez mais exigente, porque viaja mais! A oferta de espaços de lazer, ao ar livre, em qualidade e quantidade, aumenta a cada ano que passa. A fasquia torna-se cada vez mais alta porque muitos municípios já perceberam que é apostando nos seus recursos que conseguem criar riqueza.
Mas voltando ao Reconquinho, gostava de chamar a atenção para a outra margem, a direita. Sim, porque o rio tem duas margens e há uma ponte pedonal a ligá-las. Pois, parece que foi esquecida! Para além da sinalética dos trilhos, nada de novo tem acontecido por ali. Não há caixotes para o lixo, os resíduos de mato não foram removidos, e ali estão há vários meses, e o acesso pedonal, de quem vem da estrada nacional 110, não está nas melhores condições. A zona circundante à ponte de madeira, quanto a mim excelente, pois tem bastante sombra, tem apenas duas mesas de piquenique o que é manifestamente insuficiente! Aliás, em toda a praia era desejável que houvesse um espaço maior para este efeito. E que bem que sabe fazer um piquenique à beira-rio!


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