Escola de Figueira de Lorvão precisa de obras

Setenta e seis crianças estudam na escola de Fig. Lorvão
É a terceira escola do ensino básico com mais alunos, logo depois de Penacova e São Pedro de Alva. A escola de Figueira de Lorvão tem atualmente setenta e seis crianças. Apesar de ser das mais frequentadas do concelho não é alvo de uma intervenção de fundo há vários anos. O presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Penacova entende que se justifica uma requalificação – “as obras de adaptação que foram feitas há alguns anos para acolher as crianças das escolas que, entretanto encerraram, ficaram sempre com o cunho de provisórias e é, por isso, preciso adequar a escola às exigências atuais.”
Ricardo Coelho disse à Livraria do Mondego que a escola precisa de um refeitório, um espaço coberto polivalente para a atividade física e de lazer, um quadro interativo e um maior espaço exterior para estacionamento.
“As refeições são fornecidas por uma instituição da freguesia e os alunos comem num espaço que foi adaptado, não é um refeitório com os requisitos dos que vemos hoje noutras escolas”, sublinhou Ricardo Coelho que espera que a câmara de Penacova cumpra o prometido em relação ao quadro interativo – “é uma das poucas escolas que ainda não o tem. Aguardamos que a câmara o coloque ainda este ano. Pelo menos foi essa a promessa.”
O estacionamento é outras das reivindicações da associação de pais – “é um problema grave porque o espaço existente é pequeno. Quando os pais vêm trazer e buscar os alunos é um problema porque o espaço chega apenas para os carros de professores e funcionários e pouco mais”, esclareceu Ricardo Coelho.
O presidente da associação de pais confirma que tem havido reuniões com a câmara de Penacova e esta está sensibilizada para a necessidade de avançar com as obras – “tem havido contactos e existe abertura da câmara para fazer essas obras. Julgo que tudo depende de financiamentos, mas não existe um prazo definido.”
Atualmente frequentam a escola de Figueira de Lorvão setenta e seis alunos distribuídos por quatros turmas mas o número tem vindo a cair nos últimos anos – “as razões são comuns, julgo eu, ao resto do país. Na freguesia de Figueira, tal como em outras regiões, deu-se um forte surto de emigração e várias famílias, com filhos, deixaram o país e depois há a questão demográfica que é inerente ao interior, embora eu creia que parece ter havido alguma recuperação”, afirmou Ricardo Coelho.
Contactado pela Livraria do Mondego, o presidente da autarquia reconhece que é necessário encontrar uma solução. “Depois do redimensionamento da rede do ensino básico, esta é a única que falta requalificar”, disse Humberto Oliveira que adiantou que o projeto poderá vir a ter financiamento europeu através do novo quadro comunitário – “consta da listagem de obras do quadro 2020 e poderá vir a ser financiada com trezentos mil euros.”
Mas a recuperação da atual escola poderá não ser a opção a seguir. O presidente da autarquia prefere um novo centro de escolar – “juntamente com a comunidade educativa temos que optar entre a requalificação da atual escola e a construção de uma nova, junto ao jardim de infância. Eu prefiro a segunda opção mas queremos ouvir a comunidade de Figueira de Lorvão.” Humberto Oliveira disse que a decisão deverá ser tomada até final deste ano.

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