Desapareceu um dos grandes embaixadores de Penacova
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| Durante a entrevista ao Jornal de Penacova em 1996 |
Apesar de ter passado grande parte da sua vida longe de Penacova, António Pimentel foi, para mim, um dos nossos grandes embaixadores, principalmente, na capital. Em Maio de 1996, entrevistei-o num restaurante na Buraca, em Lisboa, local escolhido para mais um convívio da Casa do Concelho. A paixão à causa regionalista já vinha dos anos oitenta, quando foi um dos fundadores da Liga dos Amigos. Falava da "sua" Penacova com um brilhozinho nos olhos! A transformação da Liga em Casa tinha sido uma etapa superada e a sede, na Calçada de Carriche, era uma obra de que se orgulhava - "Para ficarmos com as instalações pagámos quatro mil contos de indemnização à titular do arrendamento. A quotização dos sócios é insuficiente para fazer face às despesas mensais e já tive de pagar algumas contas do meu bolso, mas apesar das dificuldades foram feitos alguns melhoramentos. A cave foi arranjada para sala de convívio e no piso de cima foi feito um bar. Temos condições dignas para receber todos os penacovenses!"
Perguntei-lhe qual o momento mais alto, a iniciativa que mais lhe tinha dado gozo organizar. Respondeu-me, de pronto, que tinha sido a jornada de convívio que teve lugar no pavilhão Carlos Lopes - "foi preciso convencer o Governo Civil de Lisboa a mandar fechar o trânsito no Marquês de Pombal para que os ranchos e as filarmónicas desfilassem! Foi preciso alugar autocarros, alugar o pavilhão por um preço razoável. As pessoas não imaginam o trabalho e as dores de cabeça que deu", confessou na altura.
Dessa entrevista, retive uma ideia, uma afirmação sua, que hoje continua tão atual como em 1996 - "é uma pena que alguns penacovenses continuem eternamente a olhar para o umbigo. A nossa terra precisa é de ser conhecida noutros sítios! Os penacovenses já a conhecem!"
Pelo papel que teve na divulgação e promoção de Penacova, António Pimentel, ex-presidente da Liga de Amigos, sócio nº1 e ex-presidente da Casa do Concelho, foi, sem sombra de dúvida, um dos nossos grandes embaixadores. À família os meus sentidos pêsames.

Também eu recordo com saudade esse dia em Lisboa, pertencia ao rancho da cheira e 'parece que nesse dia todas as avenidas se abriram para nós passarmos. O meu muito obrigado Sr.António Pimentel e até sempre.
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