Pi8ito a revista que quer pensar fora da caixa
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| Capa "minimal" do nº1 da revista |
A expressão "pensar fora da caixa" é muito utilizada para incitar ao pensamento criativo, sugerindo pensar além do óbvio e fora dos padrões usuais. A nova revista que agora surge, pela mão de António Alpoim, é disso que trata e muito mais. "Olhar a realidade do concelho narrada por quem a vê de perto. Cada revista é dedicada a um tema e todos os temas são válidos para despertar consciências", assim escreve o editor da publicação que tem o primeiro número dedicado à cultura.
Conheço o António Alpoim há muitos anos e sempre vi nele alguém com o tal pensamento "fora da caixa". Um criativo que sempre navegou nas margens da escrita e das artes e que agora decidiu, e bem, dar forma à sua expressão e pensamento critico.
Aceitei, sem pestanejar, dar o meu contributo à "Pi8ito". Para além de ser uma lufada de ar fresco na vida penacovense, estou plenamente convencido que tem potencial para acrescentar valor à discussão dos grandes temas que preocupam a nossa comunidade.
Não é, de todo, um exercício fácil escrever sobre o que quer que seja numa comunidade tão pequena como é Penacova. Sei do que falo porque o faço há muitos anos, de forma livre e quando a escrita não agrada, aos círculos do poder, por exemplo, seja ele qual for, a rejeição surge, sob várias formas. Por isso, julgo que é de enaltecer o aparecimento deste novo projeto liderado pelo António Alpoim.
A primeira edição, dedicada à cultura, promete inquietar muitas mentes. "E Penacova? Como fica neste retrato mal esboçado do papel da cultura na história?", pergunta o José António Duarte, para responder de seguida, "eu vejo-a como aquele rosto bonito e sedutor que, apesar de ostentar duas ou três joias de inegável valor, se apresenta tão mal maquilhada que chega a parecer uma vulgar mulher de rua. Trata-se de um evidente caso de negligência no tratamento de imagem e que necessita de (competente) aconselhamento especializado."
A revista "Pi8ito" tem, para já, o condão de fazer uma abordagem descomprometida dos caminhos e desafios que Penacova tem pela frente, na temática da cultura, vista de uma forma mais abrangente, por exemplo, por Manuel Pereira - "O apoio à etnografia, às marchas, ao futebol, são importantes, mas é preciso mais, a vinda das televisões, as festas são importantes mas se não houver projetos, atividades, razões que façam as pessoas voltar, no futuro, será com certeza um gasto e não um investimento."
E as chamadas industrias culturais, assim designadas pela capacidade de criar emprego e gerar riqueza. "Como está Penacova a este nível?", escreve António Martins. "É inegável que tem alguns recursos ou atividades. O património cultural, a gastronomia, o artesanato, os recursos hídricos, e outros, constituem uma parte relevante do que Penacova tem para oferecer. Alguns desses recursos têm conhecido acentuada visibilidade (como, por exemplo, a que deriva da "Semana da Lampreia"). Porém, em certos casos, como resultado de fatores que aqui não cabe escalpelizar, perderam-se infraestruturas importantes na dinamização deste setor (por exemplo o inexito do Hotel Penacova)."
Mas a "Pi8ito" também tem a capacidade de viajar no tempo. Do passado, resgata um dos templos da noite penacovense, o bar Karam, que marcou uma geração. E sobre o futuro, projeta, no campo da ficção, como será o dia em que o mosteiro de Lorvão abrirá o seu novo museu.
Na pintura, relembra os dez anos do desaparecimento de Martins da Costa e os vinte e cinco anos de carreira de José da Fonte.
Parabéns António e que a seguir a esta venham muitas mais!

Onde se pode adquirir a revista?
ResponderEliminarOlá, julgo que estará à venda no quiosque e no café Turismo.
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