Bancos fechados complicam regeneração do Terreiro
A
diminuição do número de funcionários e a redução de balcões foi a fórmula encontrada por grande parte da banca nacional como exercício de corte de custos, de modo a
compensar a forte quebra do produto bancário verificada nos últimos anos.
Penacova
não passou ao lado deste cenário e dois bancos, BPI e CGD, provavelmente por estas razões, encerraram balcões. O
banco estatal mantém, no entanto, o balcão de São João mas decidiu fechar as
portas das emblemáticas instalações do Terreiro onde estava há várias décadas.
O
encerramento destes dois balcões veio complicar a tentativa de “regenerar”, de trazer mais pessoas para o centro urbano da vila. Não tenho dados que me permitam estabelecer um nexo de causalidade entre o encerramento destes balcões e as dinâmicas locais, nomeadamente, em termos económicos, mas não me espantaria que o volume de movimentos financeiros gerados estivesse entre as variáveis a considerar. Depois da saída do tribunal para o largo D. Amélia e do encerramento do restaurante Panorâmico, o fecho dos bancos veio agravar esta tendência de quebra na circulação de pessoas no Terreiro.
Na verdade, nas últimas décadas, o eixo de comércio e serviços de Penacova deslocou-se para a zona de São João. A construção de vários edifícios, de apartamentos e lojas, teve influência decisiva neste processo. Primeiro foram as repartições públicas (conservatória e cartório), depois surgiu um edifício comercial, juntamente com uma escola de condução, seguiu-se a Caixa Geral de Depósitos e logo depois múltiplas superfícies comerciais. A partir da década de noventa, São João retirou protagonismo ao Terreiro e passou a ser o centro de comércio e serviços da vila, de tal forma que a câmara, por essa altura, chegou a equacionar construir um edifício de estacionamento para solucionar a escassez de lugares.
Na verdade, nas últimas décadas, o eixo de comércio e serviços de Penacova deslocou-se para a zona de São João. A construção de vários edifícios, de apartamentos e lojas, teve influência decisiva neste processo. Primeiro foram as repartições públicas (conservatória e cartório), depois surgiu um edifício comercial, juntamente com uma escola de condução, seguiu-se a Caixa Geral de Depósitos e logo depois múltiplas superfícies comerciais. A partir da década de noventa, São João retirou protagonismo ao Terreiro e passou a ser o centro de comércio e serviços da vila, de tal forma que a câmara, por essa altura, chegou a equacionar construir um edifício de estacionamento para solucionar a escassez de lugares.
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| Agência do BPI encerrada |
Um
dos grandes desafios do governo do município é, sem dúvida, não deixar morrer o
centro de Penacova. Como? A resposta é complexa e não há varinhas de condão.
Há, no entanto, questões que não devem arrastar-se no tempo. É incompreensível,
já o escrevi noutras ocasiões, que o Panorâmico esteja encerrado há mais de
dois anos. Para quem tem memória curta, convém lembrar que o restaurante foi,
durante anos a fio e nos seus tempos áureos, responsável pela vinda de milhares de
pessoas a Penacova. Por outro lado, deve definir-se, de uma vez por todas, o
que se quer fazer do velho tribunal. Pela natureza, localização, dimensão e valor histórico,
aquele edifício pode vir a ser uma das grandes atrações da vila. Um projeto direcionado para as áreas da cultura e, ou, turismo será, a meu ver, a escolha mais acertada! Com tantos espaços, quer da autarquia, quer de privados, disponíveis no Terreiro e à sua volta, também me parece lógico que os novos serviços da administração central, as novas lojas do cidadão, fiquem ali por perto. Será uma forma de tentar inverter esta tendência de perda.
Mas estas são apenas algumas questões tangíveis. Depois, há o outro lado do problema, que tem a ver com a capacidade e vontade do atual governo do município em querer mudar de política, no fundo, de escolher um caminho, um modelo de desenvolvimento.
Mas estas são apenas algumas questões tangíveis. Depois, há o outro lado do problema, que tem a ver com a capacidade e vontade do atual governo do município em querer mudar de política, no fundo, de escolher um caminho, um modelo de desenvolvimento.
Um
modelo que aposte nos nossos recursos, únicos no país, em potencial
turístico, mas lamentavelmente, adormecidos há décadas. Um modelo que crie riqueza, que estimule
e chame a atenção da iniciativa privada e que dê um sinal forte e inequívoco do
que se pretende para o futuro.
O
risco existe, é certo, e os resultados não surgirão no imediato, mas se
começarmos agora, o Terreiro, será um lugar bem diferente, para melhor, daqui a
dez anos.
Será
que o governo do município está disposto a fazê-lo?

Ainda bem que as coisas se começam a compor para que aquele largo ou terreiro deixe de aglutinar tudo e mais alguma coisa num espaço exiguo que já não se adapta aos tempos que correm.Em Penacova sempre se teve a ideia de que tudo tinha que ser feito no largo do terreiro por isso é bom que se comece a expandir para outra areas. Claro que vai haver sempre os saudosistas
ResponderEliminarDe facto, o Terreiro está bem melhor assim. Nem cães por lá há.
EliminarFaça bom proveito daquele deserto.
Fará se:
ResponderEliminar1º Tiver dinheiro;
2º Se for eleitoralmente conveniente.
Essa coisa de regenerar o Terreiro e trazer-lhe gente só se fará quando o interesse do partido se colocar atrás do interesse geral, das pessoas, de Penacova física em si.
Vozes como a tua e outras, clamarão no deserto e serão sempre escutadas com aquele desdém que a "superioridade dos cargos de poder" habitualmente destila sobre quem ousa pensar para além do que eles próprios pensam... Quando pensam, claro.
E eu que pensava que Penacova só tinha cristalizado!
ResponderEliminarQue saudades do meu tempo de estudante, no "Ciclo", "no prédio do Terreiro", na sala de sessões da Câmara e nos pavilhões da palmeira!!!
O Ténis ainda existe? O Ti Armindo já fechou? E o Sr.Laurindo do Turismo? E o Méquinho, o Chá Preto, a Ti Rosa e outras tantas Figuras do terreiro?
Ai se o Sr. Dr. Homero cá voltasse! Ou o Prof. Martins da Costa!
E o Preventório?! E o Hospital?! e o Mirante?!...
...Afinal Penacova regrediu, e muito.