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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2016

Restaurantes municipais fora do festival da lampreia

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Pelo terceiro ano, o restaurante Panorâmico, uma referência na gastronomia regional e até nacional, está de portas fechadas no festival da lampreia que decorre este fim de semana. As pessoas com quem converso e que estão dentro do setor da restauração explicam-me, o quanto é complicado ganhar a confiança do cliente, afirmar o nome na praça, o quanto custa convencer o visitante a deslocações, por vezes de dezenas de quilómetros, para provar uma iguaria. O Panorâmico demorou anos a subir ao patamar dos melhores e durante muito tempo foi um dos poucos atrativos desta vila. Está de portas fechadas desde finais de 2013 e incompreensivelmente, a câmara, proprietária do espaço, não conseguiu reabri-lo. Por mais explicações que sejam dadas, desde concursos anulados, falta de interessados, necessidade de obras, de facto, custa a entender, como é possível deixar cair no esquecimento a marca " Panorâmico de Penacova", que arrastava seguidores de norte a sul do país. Para cúmulo de tud…

José (uma) Fonte inesgotável de pintura

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Conheço o José Fonte desde os tempos do liceu. Fomos colegas de turma, julgo que no 9º ano, quando as salas de aula estavam repartidas por vários espaços de Penacova. Quem é daquela época lembra-se, certamente, dos pré-fabricados, junto à palmeira, no Terreiro; dos intervalos passados na Pérgola e no “Palácio de Cristal”, um abrigo improvisado nas traseiras do edifício; dos feriados no “Ténis” a jogar à bola e das escapadinhas até ao Mirante para namoriscar. Pois, nesses idos anos oitenta, o Zé da Fonte, para além de um talento inato para o futebol, também se destacava na disciplina de Educação Visual. O seu traço firme e criativo chamava a atenção do Prof. Martins da Costa que, não tenho dúvida nenhuma, o influenciou no caminho das artes. O Zé da Fonte tinha e tem, essa capacidade rara, de ser bom com os pés (foi um excelente avançado no Mocidade FC) e, ao mesmo tempo, com as mãos, característica que começou a saltar à vista nas disciplinas de Trabalhos Manuais e Educação Visual. Este…

Habitantes de São Mamede fartos dos buracos na estrada

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Lá do alto de São Mamede olho à minha volta e vejo, ao longe, as montanhas, brancas de neve e o verde intenso da floresta. Aproximo o olhar e vislumbro o casario que desce a encosta e, se refinar ainda mais o campo visual dou, de caras, com os buracos das estradas que circundam a aldeia. Sai-o do carro para tirar algumas fotos ao mau estado das vias. Na berma, alguém observa, com atenção, os meus movimentos e pergunta - "É para arranjar a estrada?" Digo que não, que vou escrever sobre o assunto. Aberta a porta do diálogo, tento saber até que ponto isto incomoda os locais. "Pelo menos, há seis, sete anos que está assim, é uma vergonha!" Juntam-se mais três habitantes que ganham confiança e soltam a língua - "Desconfio que lá para o ano das eleições a estrada será reparada!" Um senhor que passa, conduzindo um pequeno trator, junta-se à conversa e deixa uma frase que fica no ouvido - "O senhor é de Penacova? Então diga lá que não se esqueçam de nós!&qu…

Passadiços do Paiva um projeto diferenciador

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É certo e sabido que o potencial turístico de Penacova continua, infelizmente, por explorar. Nos últimos anos, apesar do discurso oficial ser o de que o "o turismo é uma aposta estratégica", ainda não vimos essa vontade traduzida em atos, em projetos realmente diferenciadores, inteligentes, que desenvolvam a economia local, criem novos empregos e atraiam turistas. Para um penacovense de gema, como eu, enche-me de tristeza passar os olhos pelo "Tripadvisor", um dos grandes sítios da internet dedicado ao turismo, e ler frases como..."Penacova itself had quite an abandoned atmosphere, but such a beautiful view from up in the hills (...)". No fundo, este viajante, inglês no caso, elogia a beleza da paisagem mas lamenta o ar de abandono da vila. É apenas uma opinião mas que vem ao encontro do pensamento de muitos. Penacova tem tudo para dar certo, mas continua a ser um diamante por lapidar e, enquanto, por cá, o poder autárquico não faz o que lhe compete, out…

Cultivo de physalis floresce em Travanca do Mondego

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Um problema de saúde obrigou Frederico Marques a mudar de vida e a apostar na cultura de physalis. Ainda pouco conhecida do grande público, a planta da physalis ou físalis, dá um fruto alaranjado e pequeno, semelhante na forma e estrutura ao tomate. Aliás, há quem lhe chama tomate-capucho ou capucha. A espécie mais difundida em Portugal é originária dos Andes, talvez por isso, tolera bem o frio e também se adapta a climas mais quentes. "Quando procurava uma alternativa ao trabalho que tinha anteriormente, uma amiga falou-me na physalis. A partir daí fiquei curioso e fui investigar", afirma à Livraria Mondego, Frederico Marques. Com a ajuda de uma candidatura ao IEFP - Instituto de Emprego e Formação Profissional arregaçou as mangas e decidiu avançar com o cultivo da planta. "A minha família tinha uns terrenos que não eram cultivados há algum tempo e achei que era altura de avançar. Frequentei algumas ações de formação, preparámos as terras, instalámos o sistema de rega…