Obras no IP3 prometidas para o segundo semestre
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| Estrangulamento de faixa na Espinheira |
Uma fonte da empresa Infraestruturas de Portugal adiantou recentemente ao jornal Correio da Manhã que as obras de reparação do IP3 terão início durante o segundo semestre deste ano. Ainda durante o consulado da empresa Estradas de Portugal, contactei por email, mais do que uma vez, a dita empresa, mas as mensagens nem resposta tiveram. Não entendo como é possível arrastar, durante tanto tempo, a resolução do abatimento de piso junto ao nó da Espinheira. Ainda por cima numa via que é utilizada diariamente por milhares de pessoas! Todos sabemos dos constrangimentos financeiros que levaram à paralisação, quase total, das obras públicas, mas este caso concreto configura uma situação prioritária, quer pelas características sinuosas do traçado do IP 3, quer pelo elevado risco de acidente. A propósito desta situação e de outras que, infelizmente, têm acentuado a degradação daquela via, a Assembleia Municipal de Penacova aprovou uma proposta que reivindica a reparação e beneficiação do troço do IP3, entre Coimbra e o nó do IC6. No texto do documento apela-se à empresa Infraestruturas de Portugal e ao ministério da tutela que promovam o alargamento para quatro faixas, melhorem o pavimento, com a eliminação dos lençóis de água, estabilizem os taludes e melhorem a sinalização. A proposta, aprovada por unanimidade pelos deputados municipais, reivindica ainda a melhoria de acessibilidades na freguesia de Oliveira do Mondego, com a construção de caminhos paralelos e a reabertura do acesso no Alto das Lamas, no sentido Coimbra-Viseu. Reclama ainda que os terrenos anexos à zona industrial de Alagoa, que estavam reservados para a instalação da área de serviço, sejam transferidos para o domínio municipal, para permitir a abertura do acesso direto ao parque industrial.
A Assembleia Municipal (AM) justifica a posição sustentando que "o troço do IP3, entre Coimbra e o nó do IC6, é um dos lanços que tem atualmente maior intensidade de tráfego - com cerca de dezoito mil veículos por dia - com elevada percentagem de pesados de mercadorias, que apresenta um nível de sinistralidade elevado, sendo ao mesmo tempo, um dos troços que se encontra em pior estado de conservação, onde se verificam abatimentos da plataforma, com redução das faixas de rodagem e aluimento de taludes."
Numa leitura mais política desta tomada de posição da AM, verifica-se que a iniciativa não partiu, nem do partido que governa, o PS, nem do maior partido da oposição, o PSD, mas do partido com a mais pequena representação, o PCP. Aliás, o partido comunista e, em particular, o deputado Eduardo Ferreira tem-nos habituado, ao longo dos anos, a um trabalho sério e competente em defesa dos interesses das populações. Basta recordar as posições assumidas, em questões como a segurança do IP3, a escada de peixe, na ponte-açude em Coimbra, a contestação ao projeto da mini-hídrica, a defesa do Mosteiro de Lorvão, entre outras. Mais uma vez, com a aprovação desta proposta na AM, o PCP mostra que, apesar de ter apenas um deputado, isso não é fator que condicione ou diminua o seu trabalho.

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