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A mostrar mensagens de Abril, 2016

Saneamento na Carvoeira continua por acabar

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Tal como na Rebordosa, também a Carvoeira, na margem esquerda do Mondego, espera há longos anos pelo fim das obras do saneamento básico. As valas foram abertas, foram novamente fechadas, algumas ruas pavimentadas, mas a obra ficou a meio caminho "em face da manifesta incapacidade de meios do empreiteiro, para continuar a obra em horizonte temporal aceitável". Pelo menos, é o que consta da resolução ou extinção do contrato entre o município e a empresa Civifran, de agosto de 2015. Para se ter uma ideia do tempo desperdiçado, basta dizer que o projeto e adjudicação do saneamento básico para a Carvoeira datam de 2009, portanto, há quase sete anos, tempo que, pelos vistos, não foi suficiente para solucionar o problema. "O que se passa com a obra de saneamento da Carvoeira? Se esta Carvoeira fosse na freguesia de Mafra, eu até acreditava que a obra fosse eterna, mas é em Penacova e parece-me que não é necessário tanto tempo?" As palavras são de Vasco Viseu, presidente …

Saneamento da Rebordosa está feito mas não funciona

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Na esplanada do café da Rebordosa pergunto a vários habitantes o que pensam da obra inacabada do saneamento. Incrédulos com o que se está a passar, criticam os anos de espera e não têm uma explicação para o sucedido. Não percebem como é possível terem aberto valas nas ruas, colocado condutas, construído uma estação elevatória e, passados vários anos, continuarem à espera. Percorro a pé alguns metros, até entrar numa das ruas que liga a estrada nacional ao interior da povoação. Fotografo as caixas de saneamento que assinalam que ali, por debaixo do solo, está uma rede para escoamento de esgotos mas que, inexplicavelmente, não funciona. Uma senhora, que vê o que estou a fazer, diz-me que há habitantes da aldeia que já não acreditam num desfecho feliz, enquanto que, outro morador critica os milhares de euros investidos sem que a obra esteja ao serviço da população. O concurso da obra de tratamento de águas residuais da Rebordosa foi lançado em Agosto de 2009, ainda no executivo de Maurí…

Um museu do moinho que dignifica a arte dos moleiros

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O dia 15 de Junho de 1980 foi marcante para Penacova. Na Portela de Oliveira, familiares do poeta e escritor Vitorino Nemésio doaram um dos seus moinhos de vento ao município. Grandes vultos da cultura nacional como David Mourão Ferreira e Natália Correia estiveram presentes para homenagear "o moleiro das palavras". Nemésio tinha uma paixão assumida por Penacova e as referências a esta terra estão presentes em obras como "Viagens ao pé da porta", "Gustavo no Buçaco" ou ainda "O cavalo e a serra". O poeta açoriano, que se destacou como romancista e intelectual, chegou a possuir três moinhos de vento e ainda uma mata na freguesia de Sazes de Lorvão. No início dos anos 80, Leitão Couto era presidente da câmara. Não tenho qualquer dúvida em afirmar que, ao longo das últimas décadas, foi a figura que mais fez pela preservação dos moinhos. Foi incansável na recolha, restauro e conservação de peças ligadas à atividade dos moleiros e foi ele que deu o …