Replicar em Lorvão o projeto turístico de Alcobaça?
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| Hospital psiquiátrico encerrou há quatro anos |
Decidi voltar a escrever sobre o assunto, depois de ter visto a notícia da recuperação de uma das alas do mosteiro de Alcobaça. Num projeto de quinze milhões de euros e com a assinatura do arquiteto Souto Moura, o grupo Visabeira vai recuperar uma parte do mosteiro e transformá-la num hotel de charme. O claustro do Rachadouro estava inativo há quinze anos, desde que ali deixou de funcionar um asilo. A Direção-Geral do Património Cultural cede a ala do edifício, por um período de cinquenta anos, através do pagamento de uma renda anual de cinco mil euros. O grupo empresarial, por seu lado, vai ali construir uma unidade hoteleira de cinco estrelas, com oitenta e um quartos e nove suites, spa, ginásio e espaços multiusos para a realização de congressos e outros eventos. O autarca de Alcobaça acredita que o hotel, que deve estar concluído em 2019, vai ser um pólo gerador de riqueza e emprego para o município.
A propósito deste projeto, o jornal Diário de Notícias entrevistou a diretora-geral do Património Cultural. Paula Silva admite que a ideia pode ser replicada pelo país - "estamos a trabalhar, neste momento, com a Secretaria de Estado do Turismo porque há casos no país em que é perfeitamente possível adaptar espaços destes a unidades hoteleiras. As Pousadas de Portugal são um desses casos, um pouco esquecidos na nossa memória, mas que são apresentados - a par com os paradores espanhóis - como exemplos europeus de boa gestão do património."
O DN recorda que existem no país outros casos de monumentos que foram, em parte ou na totalidade, adaptados para projetos de alojamento. São exemplos disso, o convento de Tibães, parte do castelo de Óbidos, o Forte de São Francisco, em Chaves e mais perto de nós, o Palace Hotel do Bussaco, que foi um antigo pavilhão real de caça, mandado construir por D. Carlos.
Depois das sugestões avançadas por alguns ex-autarcas de Lorvão, aqui na Livraria Mondego, esta poderá ser mais uma possibilidade para o aproveitamento da ala do mosteiro que serviu de hospital psiquiátrico e que, como se sabe, está encerrada há quatro anos.

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