Mensagens

A mostrar mensagens de Julho, 2016

O legado de Martins da Costa pela primeira vez em livro

Imagem
Martins da Costa partiu há onze anos e, em meu entender, a sua extraordinária obra continua desconhecida de grande parte dos penacovenses. É da mesma geração de pintores como Júlio Resende, Nadir Afonso e Júlio Pomar mas, apesar da sua inegável qualidade, não teve a mesma projeção junto do grande público. O reconhecimento do seu valor artístico está bem patente nos muitos prémios e distinções, nas obras adquiridas por vários museus, nas bolsas internacionais e nos trabalhos de decoração mural feitos em vários edifícios públicos. Até à década de setenta, Martins da Costa esteve sempre visível, quase em permanência, no meio artístico. A vinda para Penacova, uma opção conscientemente assumida, retirou-lhe protagonismo e as suas aparições tornaram-se mais raras. Voltou a expor individualmente no Porto, no início dos anos noventa, mas o seu nome deixou de circular com a mesma frequência do passado. Martins da Costa era um pouco avesso ao circuito das galerias e ao negócio dos quadros e, t…

MEMORABILIA 9 - Penacovense de alma e coração

Imagem
Uma pequena homenagem comparada com a grandeza da sua obra, assim classificaram os responsáveis do Rancho Folclórico de Penacova, o momento em que Martins da Costa, autor do desenho do estandarte do grupo, foi agraciado na sessão solene que abriu o festival de folclore. "O desenho que aparece na bandeira é inédito, não havia quaisquer elementos anteriores, a não ser o milho e a vinha que são da nossa região. Eu limitei-me a integrá-los", explicou o pintor que aceitou fazer este trabalho por várias razões - "primeiro porque é um grupo folclórico que me merece muita estima e admiração e, por outro lado, são pessoas com quem tenho laços de amizade. Já dei colaboração idêntica aos Bombeiros Voluntários, à Casa do Povo e à Santa Casa da Misericórdia. É sempre com muito prazer que o faço", disse Martins da Costa. O artista elogiou, a seguir, o empenho do rancho para que o trabalho resultasse - "a D. Fernanda Pimentel e o senhor Alvarinhas foram inexcedíveis e o tra…

Artur Carril mil estórias para contar!

Imagem
Nasceu em Vale Maior a 9 de outubro de 1921, tentava Portugal recuperar da participação na I Guerra Mundial. Estudou na escola de Friúmes e "fui aprovado no exame com distinção", conta com saudade. Os tempos da meninice foram passados a ajudar o pai que era agricultor e criador de gado, "tinha mais de cinquenta cabeças, entre ovelhas, cabras e vacas. Além disso também amanhava terras", recorda Artur dos Santos Carril. Muito novo começou a ganhar o gosto pela música - "era bom de ouvido e aprendi sozinho a correr atrás do gado pelas serra!" Na juventude formou um grupo, em Vale Maior, "três violas, dois bandolins, uma flauta e um violino", que percorria as aldeias em redor - "eram bailaricos à luz da candeia e às vezes, nas disputas pelas raparigas, apagavam-se as candeias e a coisa ficava feia..." A emigração, que levou grande parte da sua geração para as terras longínquas do Brasil, também lhe bateu à porta - "tinha vinte e cinc…