O legado de Martins da Costa pela primeira vez em livro
Martins da Costa partiu há onze anos e, em meu entender, a sua extraordinária obra continua desconhecida de grande parte dos penacovenses. É da mesma geração de pintores como Júlio Resende, Nadir Afonso e Júlio Pomar mas, apesar da sua inegável qualidade, não teve a mesma projeção junto do grande público.
O reconhecimento do seu valor artístico está bem patente nos muitos prémios e distinções, nas obras adquiridas por vários museus, nas bolsas internacionais e nos trabalhos de decoração mural feitos em vários edifícios públicos.
Até à década de setenta, Martins da Costa esteve sempre visível, quase em permanência, no meio artístico. A vinda para Penacova, uma opção conscientemente assumida, retirou-lhe protagonismo e as suas aparições tornaram-se mais raras. Voltou a expor individualmente no Porto, no início dos anos noventa, mas o seu nome deixou de circular com a mesma frequência do passado. Martins da Costa era um pouco avesso ao circuito das galerias e ao negócio dos quadros e, t…