Estado vai concessionar mosteiro de Lorvão a privados
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| Estado quer privados a apostar no turismo |
Fortes, castelos, mosteiros e palácios, edifícios até aqui inativos, serão concessionados a investidores nacionais e internacionais para projetos de cariz turístico. A concessão fica sujeita a um compromisso de reabilitação e conservação, sendo que o património continua a pertencer ao estado. Cada edifício terá o seu caderno de encargos e respetivo concurso público. Na lista já conhecida constam os seguintes imóveis: Convento de São Paulo (Elvas), Fortaleza de Peniche, Mosteiro de Arouca, Pavilhões do Parque D. Carlos I (Caldas da Rainha), Forte do Guincho (Cascais), Castelo de Vila Nova de Cerveira, Mosteiro de São Salvador de Travanca (Amarante), Mosteiro de Santa Clara-a-Nova (Coimbra), Paço Real de Caxias, Castelo de Portalegre e Quinta do Paço de Valverde (Évora). Até final do ano deverá ser divulgada a restante lista que incluirá também o mosteiro de Lorvão. No passado mês de maio, a Livraria Mondego ouviu antigos autarcas de Lorvão sobre o destino a dar às antigas instalações do hospital psiquiátrico. Na altura, Rui Batista, o atual presidente da junta de freguesia, adiantou que o futuro do edifício deveria ser encontrado no campo das artes - "julgo que é a melhor solução, tendo em conta o património histórico e cultural existente. O edifício tem todas as condições para que seja criado ali um centro de formação e criação que abranja a arte nas suas mais variadas formas. Existem muitas ideias, desde o co-working às novas experiências performativas, incluindo a possibilidade de alojamento. As possibilidades são múltiplas."
António Veiga Lopes, que geriu a autarquia no período 1993-1997 apontou o turismo como a área que melhor se ajustaria ao imóvel - "uma grande pousada, por exemplo, seria uma solução. Seria importante aproveitar o património existente, de grande valor, para um projeto desse género. Seria uma mais-valia para Lorvão, para o município e para a região. Um projeto que realçasse o património existente - o mosteiro, o órgão, o novo museu - mas que fosse ao encontro das exigências do turista atual que quer experimentar coisas novas."
O autarca que lhe sucedeu, Óscar Simões (1997-2005) defendeu que "a área da saúde seria a melhor solução para aquele espaço. Como existem carências a esse nível, optaria por criar ali uma unidade de cuidados continuados e paliativos. Seria interessante que uma instituição dessa área se interessasse por isso. Não podemos estar à espera que seja o estado a avançar. É um edifício que pode acolher várias valências, por isso, merece um bom projeto."
Por último, Mauro Carpinteiro, que foi presidente da junta de freguesia de Lorvão entre 2005 e 2013, afirmou ser a favor de uma solução multifuncional - "a minha proposta que, aliás apresentei num colóquio em Lorvão em 2012, passa pela criação de uma cooperativa de desenvolvimento que se dedique à gestão do espaço. Esta cooperativa poderá fazer uma protocolo com o estado para a concessão das instalações e depois avançar com candidaturas a fundos europeus para a realização de projetos. Uma unidade de alojamento turístico, ligada à temática do mosteiro, uma escola de formação, reparação e construção de organaria, com a realização de eventos sazonais ligados à música e um centro dedicado à nossa doçaria conventual e artesanato, seriam, quanto a mim, boas soluções."

Per si e como alojamento antevejo um monoproduto. Mas devidamente interligado as valências a desenvolver No território Penacova quem sabe... Falo dos complexos de moinhos, circuitos btt e running, pesca desportiva, turing cultural e paisagistico, fruiçao do rio..etc etc.. Mais alojamento é insuficiente.. Um produto de Saúde e Bem estar conseguirá possivelmente aumentar a taxa media de permanência.
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