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A nova vida do restaurante Panorâmico

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Comecemos pela parte que mais interessa, a cozinha, ou seja, aquilo que mais nos atrai na hora de escolher um bom restaurante! Pelo que pude provar, o bacalhau no pão e o caril de camarão são muito bons, mas também há os tradicionais, cabrito e chanfana. A carta de vinhos é variada e representa as várias regiões do país e, por fim, as sobremesas vão desde o salame com gelado, uma delícia, diga-se, às peras bêbedas. Em suma, menus cuidados e inspirados na gastronomia tradicional. Em relação ao espaço, primeiro estranha-se, depois entranha-se! Para quem ainda guarda aquela nostalgia dos tempos do Mestre Arménio Antunes e o estilo clássico e requintado do antigo Panorâmico, o tom verde das paredes e as mesas com tampo de pedra, podem surpreender, mas olhando com atenção para o conjunto, percebemos que existe harmonia na decoração e há detalhes reveladores de bom gosto.   Sim, o novo Panorâmico é um espaço moderno e trendy! O tom verde-mate das madeiras, a combinar com o pratinho das ent…

Corunha descobre pintura de José Fonte

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Conheço o José Fonte desde os tempos do liceu. Fomos colegas de turma no 9º ano. Nessa altura o José distinguia-se dos restantes pelo talento a jogar com os pés. Era um avançado temido e quando chegou aos seniores do Mocidade FC, da Cheira, o seu futebol técnico, mas eficaz, deixou uma marca. Mas, para além dos pés, o José Fonte desenvolveu, ao longo da vida, uma outra virtude, a pintura. Primeiro, como autodidata e mais tarde na ARCA - Escola de Técnicas Artísticas de Coimbra, onde estudou, trilhou um caminho que, julgo eu, porque não sou especialista na área, atingiu agora a maturidade plena. As criações do José Fonte ultrapassaram muros e estão agora nas paredes de uma galeria espanhola. Na Corunha, a "Arte Imagen" exibe "doze quadros que formam um percurso paralelo à caminhada da vida. De Alfa a Ómega, o principio do fim do ciclo." As palavras que introduzem esta exposição sintetizam, parece-me a mim, a fase atual da sua carreira. A exposição chama-se "10…

Casal do Castinçal espera pela reconstrução da casa

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Há dois meses o "diabo", como muitos lhe chamam, principalmente os que testemunharam esse dia, destruiu casas, propriedades agrícolas, animais, máquinas, empresas e, sobretudo, vidas humanas. O património construído, na maior parte das vezes, com muito esforço, desapareceu em poucos minutos. Foi o que aconteceu com a habitação de António Oliveira Coimbra, no Castinçal. "Não salvámos praticamente nada! Ficámos só com a roupa que tínhamos no corpo!", recorda Piedade, a esposa deste antigo padeiro. Da casa ficaram as paredes e um amontoado de ferros retorcidos. "Ardeu tudo, toda uma vida está aqui, reduzida a cinzas! Fomos para casa da minha filha, aqui perto."  Da casa, no meio da aldeia, sobraram os anexos e o trator, "foi o meu filho que teve a coragem de entrar pelas chamas e tirá-lo, ma arriscou a vida!", conta Piedade. Dois meses após o incêndio, que atingiu violentamente, as freguesias do alto concelho, a habitação de António e Piedade cont…

Peru dá prémio à Padaria do Largo

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Todos os anos a ACIP - Associação de Comércio e Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares organiza o concurso "O Melhor Bolo-Rei de Portugal". Este ano, o segundo prémio, na categoria Inovação, coube à Padaria do Largo, de Penacova. Afinal, em que é que os mestres padeiros do largo da D. Amélia inovaram? Reinventaram a receita do Bolo-Rainha juntando-lhe... peru! Sim, o peru garantiu-lhes a distinção entre largas dezenas de concorrentes, de todo o país. "É um bolo de sabor ligeiramente salgado que leva como principais ingredientes, os cogumelos, o bacon, sultanas, nozes, amêndoas e...peru!", esclarece João Fernando Seco Costa que, logo a seguir, explica como apareceu o peru neste bolo-rainha - "como em alguns países, o peru tem um presença muito marcante nesta época natalícia, lembrei-me de experimentar! Em jeito de brincadeira, cá em casa, chamaram-me maluco...mas resultou!" E tanto resultou que o júri do concurso não hesitou em atribuir-lhe o se…

Um hotel abandonado e não assombrado!

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Um valente susto apanham os (poucos) visitantes que acorrem ao morro do Mirante! Não que o local esteja povoado por almas do além, mas porque o choque do que está à frente dos seus olhos é, diria, verdadeiramente aterrador! Hoje em dia, infelizmente, o que foi noutros tempos, um dos dínamos da vida penacovense, não é mais do que um local deprimente! É com muita mágoa que o digo, mas é a mais crua verdade. E nem a deslumbrante paisagem do vale do Mondego mitiga esta realidade. O hotel, encerrado há vários anos, degrada-se a cada dia, perante a passividade das autoridades locais. O que mais intriga é que sendo o turismo o motor da economia e a região centro a que mais cresce no setor, mesmo acima da média nacional, não se faça absolutamente nada para tentar recuperá-lo! O congresso nacional de hotelaria e turismo que decorreu recentemente em Coimbra foi revelador do que se está a passar de norte a sul, e como tantas outras coisas, está a passar ao lado de Penacova! Segundo números ofic…

Feira do Mel ajudaria apicultores e vítimas dos fogos

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Sim, a feira deveria ter acontecido, não para preservar uma tradição que vem de longe, desde os tempos em que o grande magusto se realizava no Terreiro, mas sobretudo, para poder ajudar aqueles que foram afetados pelos incêndios.  Para mim, uma feira deste género deveria ter sempre presente uma única matriz: apoiar os produtores locais, nas suas mais diversas atividades. A produção de mel, os licores e compotas, os cogumelos, o pão caseiro e os enchidos, o artesanato, a gastronomia, enfim, os chamados produtos da terra ou endógenos que têm aquele sabor inigualável! Ora esses produtos nascem, quase sempre, das mãos de pequenos agricultores que encontram nesta atividade uma forma de aumentarem o seu rendimento mensal. É a chamada agricultura de subsistência que ocupa, ainda hoje, tantos penacovenses. Todos sabemos que o grande incêndio de quinze de outubro não poupou esta parte da população. As chamas devoraram os campos, as vinhas, os animais, as alfaias, os tratores, as colmeias, e e…

Cerveja "Beira Alva" nasce em Friúmes

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A história começa bem lá atrás, há algumas dezenas de anos, quando José Pereira, avô de Adelino Santos, fazia cerveja artesanal em Carregal de Friúmes - "eu deveria ter talvez uns dez anitos. Lembro-me que ele utilizava um pano de linho para filtrar e apurar e colocava a cerveja numa pipa." Os anos passaram, mas esta recordação permaneceu na memória e há alguns meses, impulsionado pelos filhos Ricardo e Pedro, Adelino Santos criou a "Beira Alva". Junto à casa, em Friúmes, construiu instalações para se dedicar a esta arte - "depois de deixar a restauração comecei a ter tempo disponível e com um empurrão dos filhos entusiasmei-me. Andei pelo país fora a visitar alguns locais onde se faz cerveja artesanal e decidi avançar. Adquiri as máquinas necessárias, licenciei a atividade e já estou em plena laboração." Nos últimos meses, palavras como fermentação e brassagem, ou seja, a preparação das misturas para fabricar a cerveja, lúpulo e malte, passaram a fazer …

A esperança renasce em duas rodas

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O incêndio do passado dia 15 de outubro foi funesto para Arménio Neves. Parte da casa onde habita mais a esposa, os anexos, os animais, as oliveiras e a motorizada, tudo foi atingido pela fúria das chamas. Por volta das nove da noite desse dia, ele e Ermelinda abandonaram Vale do Barco e foram levados para Penacova. Algumas horas depois regressaram e o cenário era de desolação. A onda de solidariedade que, no dia seguinte, começou a ganhar forma, tocou-lhe bem fundo - "nunca pensei que tivesse tanta gente amiga!". Conta-me que vieram pessoas de Guimarães para ajudar a pintar a casa, de Sazes e de toda a sua freguesia. Arranjaram o telhado, as portas, limparam e trouxeram donativos. "O largo onde o senhor tem a carrinha estava cheio! Olhe que há batizados com menos gente", confessa ainda um pouco incrédulo com a mobilização dos conterrâneos e até de desconhecidos que, voluntariamente, quiseram ajudar. O fogo levou-lhe também o meio de transporte. "A motorizada…

Fogo não pode parar ciclo de crescimento

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Em Maio de 2011 Portugal vivia um dos períodos mais negros da sua história. Tinha início o plano de assistência financeira, acordado entre as autoridades portuguesas, União Europeia e Fundo Monetário Internacional. Dois meses depois, em pleno contraciclo, era inaugurado o Hotel Rural Quinta da Conchada.  O projeto saiu da cabeça de António Dias, um empreendedor que não teve receio em investir no seu concelho, apesar de a conjuntura não ser a mais favorável. Emigrante em França durante quase três décadas, com algum conhecimento na área da restauração e hotelaria, António Dias seguiu os conselhos de um antigo presidente da Região de Turismo do Centro e aproveitou um terreno, junto às margens da albufeira do Coiço, para erguer a unidade hoteleira. "A minha primeira ideia foi fazer um restaurante mas depois de ouvir o senhor José Manuel Alves, que liderava o Turismo do Centro na altura, fiquei convencido", explica António Dias.
Estes foram os primeiros parágrafos do artigo &quo…

O meu concelho está pintado a negro

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O cinzento da paisagem entranha-se na alma e é difícil olhar para o que está à minha frente. Terra queimada, vidas desfeitas, casas esventradas. Parte do meu concelho foi consumido por um monstro que vindo lá de longe, empurrado por ventos, quase ciclónicos, galgou encostas, invadiu aldeias e pintou de negro a paisagem. Na Ribeira, em São Pedro de Alva, ouvi testemunhos dos que ficaram, daqueles que resistiram e enfrentaram a besta, numa luta desigual. Conta-me o senhor Alípio, que o bailado das chamas só foi travado depois de horas de combate. As mangueiras e o trator foram as suas armas, a roupa que tinha no corpo, molhada repetidas vezes para aguentar o calor, foi a sua armadura. António, do alto dos seus mais de oitenta anos, também não deixou a sua aldeia ser tomada pelo fogo. Com a voz embargada confessa que ultrapassou o medo e lutou até ao limite das suas forças! Sem ajudas, sem bombeiros, arriscaram a vida, resistiram e ficaram! No Lufreu, a rua principal exibe as marcas pro…

Há turistas em Laborins por causa do Vale das Maias

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A casa é rústica e o ambiente familiar. A decoração dos cinco quartos junta velhos objetos, como a arca da família que viajou pela América, e pequenos pormenores que nos dizem que estamos numa casa de campo. A unidade de turismo rural do Vale das Maias, em Laborins, está a funcionar há cerca de um ano. No dia em que a visitei tinham acabado de sair hóspedes espanhóis. Mas já lá ficaram franceses, holandeses, finlandeses e de outras nacionalidades. Hoje em dia, plataformas online como o Booking e o Airbnb facilitam a vinda de estrangeiros até estas paragens do interior. Nos comentários que deixam nestes sites de reservas, os turistas elogiam o sossego, a simpatia da gerência, a lareira, que sabe tão bem nos meses mais frios, os courts de ténis e o James, o simpático cão. No pequeno texto de apresentação, disponível nessas plataformas, Hélder Gonçalves, o proprietário destaca a proximidade a Coimbra, ao rio Alva, ali a dois passos, que permite passeios de canoa, aventuras mais radicais…

Exposição recorda obra de Martins da Costa

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Um dos acontecimentos mais trágicos do ano de 1947 aconteceu na praia de Matosinhos. Quatro traineiras naufragaram quando se aproximavam da barra de Leixões e, à vista de todos os que desesperavam em terra, afundaram-se nas vagas e arrastaram consigo a vida de 152 pescadores. A memória daquele dia fatídico de dezembro de há 70 anos ficou registado em fotografias e também na arte: João Martins da Costa, então um estudante do último ano do curso superior de Pintura da Escola de Belas Artes do Porto, fixou-o numa tela que apresentou na tese final e que havia de ficar intimamente ligada à memória e ao património artístico de Matosinhos. "Mar Sagrado - Tragédia Marítima de 2 de Dezembro de 1947" é uma das mais de quatro dezenas de obras que compõem a exposição "Martins da Costa...[D] Aquilo que fica", que no próximo sábado, 7 de outubro, pelas 17 horas, será inaugurada no Museu Quinta de Santiago, em Leça da Palmeira. Com vocação retrospetiva, a exposição ficará patente a…

Os trabalhos do presidente reeleito

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O PS-Penacova tem razões para celebrar! Obteve, em percentagem, o melhor resultado de sempre e conseguiu a terceira vitória consecutiva. Superou, deste modo, as vitórias conquistadas por Artur Coimbra, figura histórica do partido, em 1976 e 1982, que pelo meio se deparou com um combativo Leitão Couto que venceria, para o PSD, em 1979. No histórico das eleições autárquicas em Penacova, o resultado alcançado ontem por Humberto Oliveira (54,75%) só é ultrapassado, em termos globais, por Maurício Marques que em 2005 atingiu os 56,17%, marca que fez com que o PSD elegesse cinco vereadores. Depois de vinte e quatro anos de governação social-democrata, o PS que agora avança para o terceiro mandato autárquico, abre caminho para o que poderá ser um novo ciclo político, já que tem consolidado resultados desde 2009. A vitória socialista em Penacova deve-se, sobretudo, ao perfil do candidato, que tem vindo a conquistar eleitorado quer ao centro-direita, quer mais à esquerda, à forma politicament…

Candidatos querem reabertura do hotel

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Entre janeiro e julho, os proveitos totais do turismo na região centro cresceram 19%. Os dados do INE revelam uma clara subida da atividade turística no centro do país. As dormidas cresceram 14,9%, muito acima dos 8,5% da média nacional. Ainda neste campo, as dormidas de não residentes subiram 28,2%. Os números oficiais provam que o boom do turismo não está só a beneficiar destinos tradicionais como o Algarve, Lisboa e Porto, mas também a chegar a outras partes do território nacional. Penacova, infelizmente, tarda em acordar para esta realidade! Ora, o turismo e, em concreto, a atual situação do hotel de Penacova, que como se sabe está encerrado há meia dúzia de anos, foi um dos temas do debate entre os quatro candidatos à câmara de Penacova organizado pela estação de rádio Mundial. "Um concelho que se quer de vocação turística não pode ter o hotel fechado e, por isso, a sua reabertura será uma das minhas bandeiras, será uma prioridade", afirmou Jorge Conceição, do CDS/PP. …

MEMORABILIA 15 - Uma aventura nas grutas do IP3

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Foi uma manhã de sábado diferente e marcante, mas não consigo lembrar-me da data exata. Terá sido em finais da década de oitenta. Os trabalhos para a construção do IP3 que, durante a semana, movimentavam dezenas de homens e máquinas, estavam, nesse sábado, parados. O Vítor (se leres isto, perdoa-me, já não recordo o teu apelido), trabalhava nessa grande empreitada.  Combinámos o encontro junto à Água de Soito e lá fomos nós, munidos de lanternas e de uma grande ansiedade! O meu amigo José Fernando apareceu com a sua inseparável Praktica, uma máquina fotográfica alemã muito fiável.  A zona onde estava localizada a gruta tinha, ao lado, uma parede de rocha que tinha sido fustigada pelas máquinas, para abrir caminho ao acesso da nova via rápida. "Foi preciso recorrer a explosivos para conseguir ultrapassar a enorme laje", recorda Júlio Leitão, que na época manobrava uma máquina giratória ao serviço da empresa Tâmega e me ajudou a relembrar este episódio. Quase três décadas passad…

Restaurante das piscinas fechou as portas

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O aviso na porta dizia que estava encerrado, para férias, até final de agosto. Certo é que, entrou o mês de setembro e o restaurante das piscinas municipais continua fechado. Do lado de fora, através das vidraças, é possível observar o balcão do bar sem qualquer objeto, máquina, ou produto e algumas cadeiras colocadas em cima das mesas, com as pernas ao ar. O restaurante e bar das piscinas de Penacova encerrou e, pelos vistos, não irá reabrir tão depressa. O espaço, propriedade da câmara, reabriu em julho do ano passado, depois de profunda remodelação e de um período de inatividade de mais de dois anos. O restaurante, com uma sala com capacidade para setenta lugares, funcionou durante um ano e foi, durante esse período, um espaço que acrescentou qualidade à restauração penacovense. A cozinha, essencial, num restaurante que, logo desde o início, quis inovar pela diferença, foi dirigida por um jovem chef, natural do município, que conseguiu cativar o público com pratos, bem confecionad…

Pensão Avenida tem novos donos

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A história da Pensão Avenida, a mais antiga unidade de alojamento de Penacova, atravessa gerações e está ligada à época de maior esplendor desta pequena vila, a primeira metade do século XX. Na década de vinte, do século passado, milhares de pessoas, de todos os pontos do país, escolhiam Penacova como destino de férias e repouso. A tuberculose era endémica, sem tratamento eficaz, e os "bons ares" eram o caminho mais indicado para contornar a doença. O ar puro da montanha, a boa localização, a paisagem e a hospitalidade convenceram os "aristas" que passaram a eleger Penacova como destino preferido. No início da década de trinta, ainda no século passado, surgiu o Preventório, vocacionado para o tratamento dos filhos daqueles que tinham contraído a doença. A misericórdia local e a argúcia de Bissaya Barreto transformaram-no numa instituição modelar de combate à tuberculose. A conjuntura era favorável e a vila assiste ao aparecimento de hotéis, pensões, restaurantes e…

O resistente Texas-Bar do Cerquedo

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Faço-me à estrada, para os lados de Carvalho, e não há cruzamento que não tenha uma placa indicando o supermercado da Espinheira! As médias e grandes superfícies comerciais esmagaram o pequeno comércio e, hoje em dia, nas aldeias do interior, já é difícil encontrar uma pequena mercearia ou venda de porta aberta. Na aldeia de Cerquedo, dois pequenos comércios resistem ao rolo compressor dessas áreas comerciais. O nome de um deles chama-me a atenção: Texas-Bar! Maria Rosa Santos e José Cruz Ferreira dirigem o negócio há décadas mas, o presente é incerto, "hoje quase não se vende nada! Se tirar um café ou dois por dia e vender um quilo de açúcar já é muito!", confessa a proprietária. O Texas-Bar tem café, de um lado, e do outro uma pequena mercearia, mas o movimento é cada vez menor, diz-me Maria Rosa - "os mercados grandes, como o da Espinheira, deram cabo do negócio. Ainda por cima, aqui na aldeia, há outra venda que até é de uma madrinha minha!" A conversa com Mar…

MEMORABILIA 14 - Municipalito encheu Reconquinho

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No final da década de 90, a praia fluvial de Penacova foi palco do "Municipalito", um torneio de futebol de praia que rapidamente conquistou a adesão do público e de equipas de todo o concelho. No verão de 1999 participaram trinta e seis formações e mais de três centenas de atletas, distribuídos por vários escalões. Na praia foi construído um campo de jogos, com medidas oficiais, e criada uma bancada para o público poder assistir à competição. A equipa do Jornal de Penacova/Discoteca Ayatola venceu o torneio, no escalão principal, ao levar a melhor, na fase final, perante as formações da Banda Pacífico (Lorvão), Café Flórido (Chelo) e BCM (Penacova). Na galeria de vencedores juntaram-se Laborins (Juvenis), G.R. Casal St Amaro (Juniores), Mocidade FC Cheira (Veteranos) e FC Paradela, em equipas femininas. Vítor Henriques (JP/Ayatola) foi o goleador da prova e foi também eleito o melhor jogador do torneio. A popularidade da prova, que mexeu com coletividades e muitos grupos d…

Desleixo mancha paisagem da Livraria do Mondego

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Há cerca de três anos, a câmara de Penacova decidiu, e bem, valorizar o monumento geológico da Livraria do Mondego. Com a ajuda de verbas comunitárias, no valor aproximado de 46 mil euros, avançou o projeto "Preservação do Património Natural", tal como consta da placa que ainda está colocada no local. A ideia era tornar as conhecidas formações rochosas acessíveis ao público. As obras avançaram em 2015 e, depois de uma limpeza da área envolvente, a margem direita, junto à Livraria, recebeu diverso mobiliário urbano em madeira (bancos, papeleiras), foram plantadas árvores, colocadas guardas de segurança e melhorado o estacionamento, mesmo por debaixo da ponte do IP3, com capacidade, de acordo com o projeto, para vinte e três viaturas. Na margem do rio foram colocados dois mini-cais para ancoragem da Barca Serrana, para que, segundo o mesmo projeto, os visitantes pudessem ter uma panorâmica única, a partir do rio. Entre as formações rochosas da Livraria foram construídas longa…

Apostar no reordenamento e fazer cumprir a lei

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A imagem que ilustra este texto é elucidativa. Tirei-a numa estrada do nosso concelho, mas poderia ser de outro canto qualquer deste país. Os eucaliptos quase que invadem a via. A legislação prevê uma área, livre de árvores, de dez metros, para cada berma, se for uma estrada e cinquenta metros se for uma habitação. A lei não é cumprida na maior parte dos casos! De acordo com dados da GNR, publicados recentemente no jornal Diário de Notícias, no ano passado apenas foram levantados 25 autos por incumprimento da limpeza junto às estradas e 1174 junto a habitações. As multas podem ir dos 140 aos 800 euros, caso o responsável seja um privado, e entre 800 a 600 mil euros, caso seja uma empresa. Segundo fonte oficial da GNR, citada pelo DN, "nos casos de incumprimento quanto à gestão dos combustíveis, a GNR promove o envio da informação de incumprimento às câmaras municipais às quais compete desenvolver os procedimentos legais de recurso ao mecanismo de substituição coerciva dos propri…

Empresa de Penacova aposta no paddle

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Já ouviu falar em "SUP"? É a abreviatura de Stand Up Paddle e é uma das modalidades de desporto aquático que mais praticantes tem arrebatado nos últimos tempos. Basta uma prancha, semelhante à de surf, e um remo para deslizar nas águas do mar, das lagoas ou dos rios. "É fácil de aprender, é para todas as idades e adaptável a vários planos de água", explica Hugo Pereira, um dos impulsionadores da Mondego Paddle School, uma empresa de animação turística nascida em Penacova o ano passado. "Este é o nosso primeiro verão e estamos aqui na feira para divulgarmos a nossa atividade!", acrescenta Hugo Pereira, um dos três sócios da empresa, um projeto que conta ainda com Tânia Ferreira e Dalila Vale. O Mondego é o cenário favorito para os tours e para um primeiro contacto com a modalidade - "o rio tem um potencial grande, com planos de água muito bons, praias fluviais e vários locais onde é possível partir à descoberta da natureza", conta Hugo Pereira q…

O rebanho que ajuda a proteger o Buçaco

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Ali para os lados das Contenças, na freguesia de Sazes de Lorvão, lá pelas sete da matina, um rebanho de cabras sobe a encosta até à serra do Buçaco. Há quase dez anos que é assim! O pastor, neste caso, o proprietário da exploração é Arménio Antunes, o famoso maitre do famosíssimo e saudoso, restaurante Panorâmico. Alguns dos animais têm nomes e é visível a relação de proximidade. "Sim, elas já me conhecem e respondem quando as chamo! Ali está a Estrelinha, mais além a Tukituk, o Luno, o Pretinho... Tenho um carinho especial por estes animais." A exploração conta atualmente com quase quatro dezenas de cabras, todas da raça Serpentina. O nome vem da região, a serra de Serpa, no Alentejo e é, aliás, no sul do país onde estão concentrados os maiores rebanhos. "Eu gosto disto e foi uma forma de ocupar o tempo", diz Arménio Antunes que confessa que a paixão pelo mundo rural vem de família - "o meu pai chegou a ter um rebanho com cento e oitenta cabeças!" A ro…

O pequeno grande mundo de Edemaro Santos

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Certamente já reparou nos moinhos de vento que estão colocados nas entradas de Miro. Exemplares bem construídos que saíram das mãos sábias de Edemaro Martins dos Santos. Edemaro, assim mesmo, e não Edmar! Este magnífico artesão abre-me a porta do seu museu num destes dias de canícula. À minha volta vejo rodas, barcas, casas, moinhos, chaveiros, garrafeiras... Um universo só seu que foi crescendo à medida que foi ganhando o gosto pelas peças mais tradicionais. Por isso lhe chama "O Cantinho do Santos". Edemaro não é de Miro, é natural de Venda Nova, concelho de Poiares, mas mudou-se para ali há mais de cinquenta anos.  Em criança guardou gado, mais tarde trabalhou na construção civil, também foi camionista, mas foi no serviço militar, na Guiné,  que a vocação para a carpintaria surgiu. "Passava muito tempo na oficina de carpintaria e quando regressei até trouxe algumas ferramentas". Confessa que não teve grandes mestres, com exceção de David Assunção, um construtor…

"O Medronheiro" reforça alojamento na praia do Vimieiro

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Nas terras de Mondalva, "um vasto planalto rodeado de montanhas", assim o descreveu Orlando Ribeiro, uma das referências da geografia portuguesa, nasceu a casa "O Medronheiro". A unidade de alojamento, situada na praia fluvial do Vimieiro, é constituída por dois pisos com wi-fi gratuito, dois quartos, sala de estar, kitchenette e sala de refeição. A decoração é simples, mas harmoniosa. No rés-do-chão há uma lareira e no exterior dois terraços com barbecue, com uma vista deslumbrante para o rio Alva. Carlos Fonseca, conhecido biólogo de São Pedro de Alva, recuperou a casa e incluiu-a no seu projeto "Terras de Mondalva", uma visão abrangente do território que procura potenciar a riqueza da região, em particular, o turismo natureza, património, mas também a agricultura biológica e a silvicultura. É o designado turismo de experiências, conceito que foi um dos oito finalistas dos Prémios José Manuel Alves, um concurso para empreendedores turísticos, promovido…

Carlota um projeto solidário para ajudar a ilha de Soga

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Quem é a Carlota? Muitos ouviam falar da Carlota, sem ninguém imaginar que não, não era uma nova aluna, nem uma nova professora. Era simplesmente uma boneca que chegou, encantou e transformou as aulas de EMRC (Educação Moral e Religião Católica). A Carlota é uma boneca de "pele" escura, cabelo muito preto e dois pompons cor-de-rosa. É muito simpática e tem um cheirinho a chocolate. Ela representa um grande projeto da Associação SOGA (Servir Outra Gente com Amor) que adotou o nome de uma pequena ilha da Guiné-Bissau, com cerca de mil e quinhentos habitantes, considerada uma das ilhas mais pobres do mundo. A Carlota foi apresentada à nossa turma (PEN5, da EB1 de Penacova) como o rosto de um projeto que tem como objetivo ajudar Soga. É um projeto de solidariedade e voluntariado em que todos se envolveram no nosso Agrupamento de Escolas: alunos, pais e encarregados de educação, docentes e não docentes e comunidade. Ninguém ficou indiferente a este projeto, envolvendo-se de algu…

MEMORABILIA 13 - Variedades e Mocidade campeãs

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Foi a 10 de junho do ano 2000 que se realizaram, pela primeira vez, as marchas de Santo António. A organização foi da Casa do Povo de Penacova e da câmara local. O terreiro encheu para ver desfilar cinco marchas: Rancho Folclórico de Penacova, Rancho Unidos do Mocidade Futebol Clube (Cheira), Grupo Desportivo da Ponte, Grupo Desportivo do Casal de Santo Amaro e Grupo de Variedades de Penacova. Nesse ano, o concurso foi aberto apenas a grupos da freguesia de Penacova. Um júri avaliou as cinco marchas em vários critérios: guarda-roupa, coreografia, arcos, toque e composição musical. No final, duas marchas venceram o concurso ex aequeo: o Grupo Variedades de Penacova e Rancho Unidos do Mocidade Futebol Clube. O Grupo de Variedades convenceu os elementos do júri com uma marcha do Mestre Alípio Borges: "Rio Mondego que vais para o mar, não é segredo estão a matar-te, as tuas praias hoje miragens, foram estragadas pelas barragens." No final do desfile, José Amaral Martins, satisf…