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A mostrar mensagens de Janeiro, 2017

O Terreiro do Paço tem esquecido o IP3

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Tal como muitos penacovenses, sou um utilizador diário do IP3 e reconheço que esta via rápida, construída no início da década de noventa, beneficiou Penacova nas acessibilidades. Quanto a isso não há dúvida nenhuma! Ficámos mais perto de Coimbra, de Viseu, da autoestrada A1, enfim, dos principais eixos rodoviários. Mas em duas décadas e meia de existência, o IP3 tem sido o exemplo acabado da forma como o poder central olha para as regiões do interior. Em 1997, a então JAE - Junta Autónoma de Estradas adquiriu e expropriou cem mil metros de terrenos, na freguesia de Figueira de Lorvão, para construir uma área de serviço nas proximidades da Espinheira. Em setembro de 1999 foram abertas as propostas de um concurso para a construção da dita. Apenas uma empresa se mostrou interessada, a Repsol, mas a obra nunca avançou! O nó de Lorvão, e apenas o nó, viria a ser construído em 2002. Também em meados dos anos noventa, a JAE decidiu construir uma área de repouso junto à Livraria Mondego. A i…

Confraria da Lampreia defende criação de museu

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Um museu dedicado à lampreia é uma das prioridades dos novos corpos sociais eleitos recentemente. Luís Pais Amante, Mordomo-Mor, afirmou que defende a ideia desde 2008 e "se Penacova não avançar, alguém o fará", numa alusão a outras regiões do país com uma ligação umbilical às tradições de pesca da lampreia. "Temos uma herança a preservar, temos as nossas tradições a defender e o museu poderá materializar tudo isso", declarou Luís Pais Amante, num almoço aberto que reuniu os órgãos sociais, convidados e jornalistas. O novo líder da Confraria da Lampreia de Penacova pretende sensibilizar a câmara para esta ideia, sendo que o novo quadro de fundos comunitários poderá ser uma janela de oportunidade para  a sua concretização. "Penacova tem todas as condições para que isso aconteça" -  prosseguiu Luís Pais Amante - "É nosso dever pugnar pela criação do museu porque temos uma grande ligação ao rio, desde os barqueiros, aos pescadores e suas artes e a tão f…

Coragem! Democracia! Liberdade!

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Três palavras que definem o que foi para mim, e para muitos portugueses, a figura de Mário Soares. A tudo o que já foi dito sobre esta figura ímpar da nossa história, sublinharia, o perfil de estadista, só comparável, na minha modesta opinião, a nomes como Olof Palme, Willy Brandt, Helmut Schmidt, François Miterrand, Felipe Gonzalez, afinal, políticos da sua geração que deixaram uma marca na Europa, continente que hoje vive uma profunda crise de identidade precisamente pela ausência de figuras marcantes e líderes carismáticos.
Por cá, Soares foi o político mais importante da segunda metade do século XX. Foi determinante o seu papel na luta contra a ditadura, contra a radicalização da direita e da esquerda, na transição para a democracia, na adesão à CEE, foi o primeiro presidente da república civil eleito! Tudo isto é para mim inquestionável! Alguns apontam-lhe a descolonização como o processo mais complicado, pelas marcas profundas que deixou em muitos portugueses, principalmente os…