Coragem! Democracia! Liberdade!
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| Em Penacova, na homenagem a António José de Almeida |
Por cá, Soares foi o político mais importante da segunda metade do século XX. Foi determinante o seu papel na luta contra a ditadura, contra a radicalização da direita e da esquerda, na transição para a democracia, na adesão à CEE, foi o primeiro presidente da república civil eleito! Tudo isto é para mim inquestionável! Alguns apontam-lhe a descolonização como o processo mais complicado, pelas marcas profundas que deixou em muitos portugueses, principalmente os que viviam nas designadas ex-colónias. Algumas coisas podem não ter corrido bem, mas a independência destes territórios, se comparada com outros, francófonos, por exemplo, surgiu com vinte anos de atraso!
Nos dois mandatos cumpridos em Belém, Mário Soares esteve, em vários momentos, muito próximo do povo e cultivava essa relação de proximidade. As chamadas "presidências abertas" de Mário Soares começaram em 1986 com o intuito de "auscultar as populações e as forças vivas de cada região", justificou, na época, o próprio.
Em julho de 1990, Mário Soares iniciou uma presidência aberta ao distrito de Coimbra. A sua preocupação com o património histórico ficou patente nas visitas que fez ao mosteiro de Lorvão, às ruínas romanas de Conímbriga e ao gabinete de recuperação do centro histórico de Coimbra. Associou-se às comemorações dos 700 anos da Universidade de Coimbra e falou da importância da educação e da ciência.
Em Penacova, foi recebido no Terreiro por centenas de pessoas, pela filarmónica, pelos bombeiros e por um conjunto de personalidades locais e nacionais. O autarca, Estácio Flórido, prestou-lhe as devidas homenagens de chefe de estado. Levou na bagagem, de recordação, uma miniatura de uma barca serrana com o nome da esposa, Maria Barroso. Na pérgola Raul Lino e na companhia do historiador Romero de Magalhães, evocou António José de Almeida.
Subiu ao Penedo do Castro e deslumbrou-se com a paisagem. Passou pela Rebordosa e visitou o mosteiro de Lorvão. Antes de entrar cumprimentou as paliteiras, sentou-se no banquinho e tentou fazer palitos, deixando o povo rendido!

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