MEMORABILIA 12 - O primeiro Fim de Semana da Lampreia

Abel Batista, do restaurante "O Cortiço"
Uma ideia simples que resultou em cheio. O fim de semana da lampreia organizado, pela primeira vez, pela câmara atraiu, segundo dados da autarquia, cerca de duas mil pessoas. Esta operação de promoção turística, que mereceu ampla divulgação na comunicação social, superou expetativas e esgotou as salas dos restaurantes. Até meio da tarde, a azáfama nas cozinhas foi enorme e mesmo assim, em alguns casos, não foi possível satisfazer todos os pedidos. A câmara pediu aos restaurantes que colocassem o pitéu na mesa a preços mais acessíveis. O valor combinado foi de dez mil escudos, por lampreia, ficando a sobremesa por conta da autarquia que distribuiu nevadas e pastéis de Lorvão. Para além do promoção turística e gastronómica, o 1º Fim de Semana da Lampreia serviu para alertar, mais uma vez, as autoridades para a inexistência de uma escada de peixe, no açude-ponte, em Coimbra, situação que impede as lampreias de subirem o Mondego para a desova. No primeiro dia da operação "Penacova Capital da Lampreia", o autarca de Penacova, Maurício Marques convidou todos os presidentes de câmara do distrito. Compareceram quase todos e mesmo Pedro Santana Lopes, que não gosta de lampreia, esteve presente.
No restaurante Côta a enchente surpreendeu Jorge Fernandes - "De sábado para domingo fiz uma direta e tive de ir à Gala buscar mais lampreias. Foi uma boa aposta da câmara. Só é pena os nossos restaurantes não terem mais capacidade. Penacova ainda não está preparada para receber estas avalanches de pessoas!"
No restaurante "O Cortiço", o 1º Fim de Semana da Lampreia foi sinónimo de casa cheia - "No domingo os cento e cinquenta lugares disponíveis esgotaram e foi preciso instalar mais mesas no espaço do café e até da esplanada", confessou Abel Batista. Para este empresário da restauração, a iniciativa só merece elogios - "Penacova merece isto e muito mais! A margem de lucro foi reduzida, porque comprámos as lampreias a oito mil e quinhentos escudos e vendemos a dez já confecionada, com o arroz, o serviço e tudo. Já sabia que não era para ganhar muito dinheiro, mas poderemos tirar benefícios mais tarde."
JP 1998
                                           
                                                                                                                                                                                                  

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