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A mostrar mensagens de Julho, 2017

Empresa de Penacova aposta no paddle

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Já ouviu falar em "SUP"? É a abreviatura de Stand Up Paddle e é uma das modalidades de desporto aquático que mais praticantes tem arrebatado nos últimos tempos. Basta uma prancha, semelhante à de surf, e um remo para deslizar nas águas do mar, das lagoas ou dos rios. "É fácil de aprender, é para todas as idades e adaptável a vários planos de água", explica Hugo Pereira, um dos impulsionadores da Mondego Paddle School, uma empresa de animação turística nascida em Penacova o ano passado. "Este é o nosso primeiro verão e estamos aqui na feira para divulgarmos a nossa atividade!", acrescenta Hugo Pereira, um dos três sócios da empresa, um projeto que conta ainda com Tânia Ferreira e Dalila Vale. O Mondego é o cenário favorito para os tours e para um primeiro contacto com a modalidade - "o rio tem um potencial grande, com planos de água muito bons, praias fluviais e vários locais onde é possível partir à descoberta da natureza", conta Hugo Pereira q…

O rebanho que ajuda a proteger o Buçaco

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Ali para os lados das Contenças, na freguesia de Sazes de Lorvão, lá pelas sete da matina, um rebanho de cabras sobe a encosta até à serra do Buçaco. Há quase dez anos que é assim! O pastor, neste caso, o proprietário da exploração é Arménio Antunes, o famoso maitre do famosíssimo e saudoso, restaurante Panorâmico. Alguns dos animais têm nomes e é visível a relação de proximidade. "Sim, elas já me conhecem e respondem quando as chamo! Ali está a Estrelinha, mais além a Tukituk, o Luno, o Pretinho... Tenho um carinho especial por estes animais." A exploração conta atualmente com quase quatro dezenas de cabras, todas da raça Serpentina. O nome vem da região, a serra de Serpa, no Alentejo e é, aliás, no sul do país onde estão concentrados os maiores rebanhos. "Eu gosto disto e foi uma forma de ocupar o tempo", diz Arménio Antunes que confessa que a paixão pelo mundo rural vem de família - "o meu pai chegou a ter um rebanho com cento e oitenta cabeças!" A ro…

O pequeno grande mundo de Edemaro Santos

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Certamente já reparou nos moinhos de vento que estão colocados nas entradas de Miro. Exemplares bem construídos que saíram das mãos sábias de Edemaro Martins dos Santos. Edemaro, assim mesmo, e não Edmar! Este magnífico artesão abre-me a porta do seu museu num destes dias de canícula. À minha volta vejo rodas, barcas, casas, moinhos, chaveiros, garrafeiras... Um universo só seu que foi crescendo à medida que foi ganhando o gosto pelas peças mais tradicionais. Por isso lhe chama "O Cantinho do Santos". Edemaro não é de Miro, é natural de Venda Nova, concelho de Poiares, mas mudou-se para ali há mais de cinquenta anos.  Em criança guardou gado, mais tarde trabalhou na construção civil, também foi camionista, mas foi no serviço militar, na Guiné,  que a vocação para a carpintaria surgiu. "Passava muito tempo na oficina de carpintaria e quando regressei até trouxe algumas ferramentas". Confessa que não teve grandes mestres, com exceção de David Assunção, um construtor…