Pensão Avenida tem novos donos

Pensão Avenida em Penacova 
A história da Pensão Avenida, a mais antiga unidade de alojamento de Penacova, atravessa gerações e está ligada à época de maior esplendor desta pequena vila, a primeira metade do século XX. Na década de vinte, do século passado, milhares de pessoas, de todos os pontos do país, escolhiam Penacova como destino de férias e repouso. A tuberculose era endémica, sem tratamento eficaz, e os "bons ares" eram o caminho mais indicado para contornar a doença. O ar puro da montanha, a boa localização, a paisagem e a hospitalidade convenceram os "aristas" que passaram a eleger Penacova como destino preferido.
No início da década de trinta, ainda no século passado, surgiu o Preventório, vocacionado para o tratamento dos filhos daqueles que tinham contraído a doença. A misericórdia local e a argúcia de Bissaya Barreto transformaram-no numa instituição modelar de combate à tuberculose. A conjuntura era favorável e a vila assiste ao aparecimento de hotéis, pensões, restaurantes e cafés. É neste contexto que aparece, em finais da década de trinta, a Pensão Avenida, fundada por Laurindo da Cunha Martins. A época áurea de Penacova estende-se durante mais alguns anos e quando a curva descendente se instala, a pensão já tinha uma clientela fiel. 
No início da década de oitenta, muda de mãos, e o novo proprietário, António Santos, mantém a bitola. Um espaço acolhedor, com duas dezenas de quartos, sala de refeições e serviço profissional. O primeiro alvará da Pensão Avenida data de 1938, ou seja, está à beira de completar oitenta anos. É, precisamente, nesta viragem de década, que novos empreendedores querem continuar a história desta icónica unidade de alojamento.
Marcelo e Célia Carvalho são naturais do concelho de Penacova, das aldeias de Aveledo e Carvalhal de Mançores. Com um pé em França e outro cá, decidiram mudar-se para a sede de concelho em 2013. Eles são os novos donos da Pensão Avenida. Pretendem manter a tradição de bem receber, mas querem dar-lhe a renovação que os tempos atuais exigem - "a pensão necessita de uma grande remodelação. As instalações são antigas e é necessária uma intervenção profunda, desde a estrutura dos quartos, aos wc, passando também pela decoração", explica à Livraria do Mondego, Célia Carvalho - "tendo em conta o volume desta reabilitação, estamos a pensar avançar por fases", esclarece. A marca Pensão Avenida será para manter e as obras não obrigarão ao fecho de portas.   

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