Mensagens

A mostrar mensagens de Outubro, 2017

Fogo não pode parar ciclo de crescimento

Imagem
Em Maio de 2011 Portugal vivia um dos períodos mais negros da sua história. Tinha início o plano de assistência financeira, acordado entre as autoridades portuguesas, União Europeia e Fundo Monetário Internacional. Dois meses depois, em pleno contraciclo, era inaugurado o Hotel Rural Quinta da Conchada.  O projeto saiu da cabeça de António Dias, um empreendedor que não teve receio em investir no seu concelho, apesar de a conjuntura não ser a mais favorável. Emigrante em França durante quase três décadas, com algum conhecimento na área da restauração e hotelaria, António Dias seguiu os conselhos de um antigo presidente da Região de Turismo do Centro e aproveitou um terreno, junto às margens da albufeira do Coiço, para erguer a unidade hoteleira. "A minha primeira ideia foi fazer um restaurante mas depois de ouvir o senhor José Manuel Alves, que liderava o Turismo do Centro na altura, fiquei convencido", explica António Dias.
Estes foram os primeiros parágrafos do artigo &quo…

O meu concelho está pintado a negro

Imagem
O cinzento da paisagem entranha-se na alma e é difícil olhar para o que está à minha frente. Terra queimada, vidas desfeitas, casas esventradas. Parte do meu concelho foi consumido por um monstro que vindo lá de longe, empurrado por ventos, quase ciclónicos, galgou encostas, invadiu aldeias e pintou de negro a paisagem. Na Ribeira, em São Pedro de Alva, ouvi testemunhos dos que ficaram, daqueles que resistiram e enfrentaram a besta, numa luta desigual. Conta-me o senhor Alípio, que o bailado das chamas só foi travado depois de horas de combate. As mangueiras e o trator foram as suas armas, a roupa que tinha no corpo, molhada repetidas vezes para aguentar o calor, foi a sua armadura. António, do alto dos seus mais de oitenta anos, também não deixou a sua aldeia ser tomada pelo fogo. Com a voz embargada confessa que ultrapassou o medo e lutou até ao limite das suas forças! Sem ajudas, sem bombeiros, arriscaram a vida, resistiram e ficaram! No Lufreu, a rua principal exibe as marcas pro…

Há turistas em Laborins por causa do Vale das Maias

Imagem
A casa é rústica e o ambiente familiar. A decoração dos cinco quartos junta velhos objetos, como a arca da família que viajou pela América, e pequenos pormenores que nos dizem que estamos numa casa de campo. A unidade de turismo rural do Vale das Maias, em Laborins, está a funcionar há cerca de um ano. No dia em que a visitei tinham acabado de sair hóspedes espanhóis. Mas já lá ficaram franceses, holandeses, finlandeses e de outras nacionalidades. Hoje em dia, plataformas online como o Booking e o Airbnb facilitam a vinda de estrangeiros até estas paragens do interior. Nos comentários que deixam nestes sites de reservas, os turistas elogiam o sossego, a simpatia da gerência, a lareira, que sabe tão bem nos meses mais frios, os courts de ténis e o James, o simpático cão. No pequeno texto de apresentação, disponível nessas plataformas, Hélder Gonçalves, o proprietário destaca a proximidade a Coimbra, ao rio Alva, ali a dois passos, que permite passeios de canoa, aventuras mais radicais…

Exposição recorda obra de Martins da Costa

Imagem
Um dos acontecimentos mais trágicos do ano de 1947 aconteceu na praia de Matosinhos. Quatro traineiras naufragaram quando se aproximavam da barra de Leixões e, à vista de todos os que desesperavam em terra, afundaram-se nas vagas e arrastaram consigo a vida de 152 pescadores. A memória daquele dia fatídico de dezembro de há 70 anos ficou registado em fotografias e também na arte: João Martins da Costa, então um estudante do último ano do curso superior de Pintura da Escola de Belas Artes do Porto, fixou-o numa tela que apresentou na tese final e que havia de ficar intimamente ligada à memória e ao património artístico de Matosinhos. "Mar Sagrado - Tragédia Marítima de 2 de Dezembro de 1947" é uma das mais de quatro dezenas de obras que compõem a exposição "Martins da Costa...[D] Aquilo que fica", que no próximo sábado, 7 de outubro, pelas 17 horas, será inaugurada no Museu Quinta de Santiago, em Leça da Palmeira. Com vocação retrospetiva, a exposição ficará patente a…

Os trabalhos do presidente reeleito

Imagem
O PS-Penacova tem razões para celebrar! Obteve, em percentagem, o melhor resultado de sempre e conseguiu a terceira vitória consecutiva. Superou, deste modo, as vitórias conquistadas por Artur Coimbra, figura histórica do partido, em 1976 e 1982, que pelo meio se deparou com um combativo Leitão Couto que venceria, para o PSD, em 1979. No histórico das eleições autárquicas em Penacova, o resultado alcançado ontem por Humberto Oliveira (54,75%) só é ultrapassado, em termos globais, por Maurício Marques que em 2005 atingiu os 56,17%, marca que fez com que o PSD elegesse cinco vereadores. Depois de vinte e quatro anos de governação social-democrata, o PS que agora avança para o terceiro mandato autárquico, abre caminho para o que poderá ser um novo ciclo político, já que tem consolidado resultados desde 2009. A vitória socialista em Penacova deve-se, sobretudo, ao perfil do candidato, que tem vindo a conquistar eleitorado quer ao centro-direita, quer mais à esquerda, à forma politicament…