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A mostrar mensagens de Novembro, 2017

Feira do Mel ajudaria apicultores e vítimas dos fogos

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Sim, a feira deveria ter acontecido, não para preservar uma tradição que vem de longe, desde os tempos em que o grande magusto se realizava no Terreiro, mas sobretudo, para poder ajudar aqueles que foram afetados pelos incêndios.  Para mim, uma feira deste género deveria ter sempre presente uma única matriz: apoiar os produtores locais, nas suas mais diversas atividades. A produção de mel, os licores e compotas, os cogumelos, o pão caseiro e os enchidos, o artesanato, a gastronomia, enfim, os chamados produtos da terra ou endógenos que têm aquele sabor inigualável! Ora esses produtos nascem, quase sempre, das mãos de pequenos agricultores que encontram nesta atividade uma forma de aumentarem o seu rendimento mensal. É a chamada agricultura de subsistência que ocupa, ainda hoje, tantos penacovenses. Todos sabemos que o grande incêndio de quinze de outubro não poupou esta parte da população. As chamas devoraram os campos, as vinhas, os animais, as alfaias, os tratores, as colmeias, e e…

Cerveja "Beira Alva" nasce em Friúmes

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A história começa bem lá atrás, há algumas dezenas de anos, quando José Pereira, avô de Adelino Santos, fazia cerveja artesanal em Carregal de Friúmes - "eu deveria ter talvez uns dez anitos. Lembro-me que ele utilizava um pano de linho para filtrar e apurar e colocava a cerveja numa pipa." Os anos passaram, mas esta recordação permaneceu na memória e há alguns meses, impulsionado pelos filhos Ricardo e Pedro, Adelino Santos criou a "Beira Alva". Junto à casa, em Friúmes, construiu instalações para se dedicar a esta arte - "depois de deixar a restauração comecei a ter tempo disponível e com um empurrão dos filhos entusiasmei-me. Andei pelo país fora a visitar alguns locais onde se faz cerveja artesanal e decidi avançar. Adquiri as máquinas necessárias, licenciei a atividade e já estou em plena laboração." Nos últimos meses, palavras como fermentação e brassagem, ou seja, a preparação das misturas para fabricar a cerveja, lúpulo e malte, passaram a fazer …

A esperança renasce em duas rodas

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O incêndio do passado dia 15 de outubro foi funesto para Arménio Neves. Parte da casa onde habita mais a esposa, os anexos, os animais, as oliveiras e a motorizada, tudo foi atingido pela fúria das chamas. Por volta das nove da noite desse dia, ele e Ermelinda abandonaram Vale do Barco e foram levados para Penacova. Algumas horas depois regressaram e o cenário era de desolação. A onda de solidariedade que, no dia seguinte, começou a ganhar forma, tocou-lhe bem fundo - "nunca pensei que tivesse tanta gente amiga!". Conta-me que vieram pessoas de Guimarães para ajudar a pintar a casa, de Sazes e de toda a sua freguesia. Arranjaram o telhado, as portas, limparam e trouxeram donativos. "O largo onde o senhor tem a carrinha estava cheio! Olhe que há batizados com menos gente", confessa ainda um pouco incrédulo com a mobilização dos conterrâneos e até de desconhecidos que, voluntariamente, quiseram ajudar. O fogo levou-lhe também o meio de transporte. "A motorizada…