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A mostrar mensagens de Dezembro, 2017

A nova vida do restaurante Panorâmico

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Comecemos pela parte que mais interessa, a cozinha, ou seja, aquilo que mais nos atrai na hora de escolher um bom restaurante! Pelo que pude provar, o bacalhau no pão e o caril de camarão são muito bons, mas também há os tradicionais, cabrito e chanfana. A carta de vinhos é variada e representa as várias regiões do país e, por fim, as sobremesas vão desde o salame com gelado, uma delícia, diga-se, às peras bêbedas. Em suma, menus cuidados e inspirados na gastronomia tradicional. Em relação ao espaço, primeiro estranha-se, depois entranha-se! Para quem ainda guarda aquela nostalgia dos tempos do Mestre Arménio Antunes e o estilo clássico e requintado do antigo Panorâmico, o tom verde das paredes e as mesas com tampo de pedra, podem surpreender, mas olhando com atenção para o conjunto, percebemos que existe harmonia na decoração e há detalhes reveladores de bom gosto.   Sim, o novo Panorâmico é um espaço moderno e trendy! O tom verde-mate das madeiras, a combinar com o pratinho das ent…

Corunha descobre pintura de José Fonte

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Conheço o José Fonte desde os tempos do liceu. Fomos colegas de turma no 9º ano. Nessa altura o José distinguia-se dos restantes pelo talento a jogar com os pés. Era um avançado temido e quando chegou aos seniores do Mocidade FC, da Cheira, o seu futebol técnico, mas eficaz, deixou uma marca. Mas, para além dos pés, o José Fonte desenvolveu, ao longo da vida, uma outra virtude, a pintura. Primeiro, como autodidata e mais tarde na ARCA - Escola de Técnicas Artísticas de Coimbra, onde estudou, trilhou um caminho que, julgo eu, porque não sou especialista na área, atingiu agora a maturidade plena. As criações do José Fonte ultrapassaram muros e estão agora nas paredes de uma galeria espanhola. Na Corunha, a "Arte Imagen" exibe "doze quadros que formam um percurso paralelo à caminhada da vida. De Alfa a Ómega, o principio do fim do ciclo." As palavras que introduzem esta exposição sintetizam, parece-me a mim, a fase atual da sua carreira. A exposição chama-se "10…

Casal do Castinçal espera pela reconstrução da casa

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Há dois meses o "diabo", como muitos lhe chamam, principalmente os que testemunharam esse dia, destruiu casas, propriedades agrícolas, animais, máquinas, empresas e, sobretudo, vidas humanas. O património construído, na maior parte das vezes, com muito esforço, desapareceu em poucos minutos. Foi o que aconteceu com a habitação de António Oliveira Coimbra, no Castinçal. "Não salvámos praticamente nada! Ficámos só com a roupa que tínhamos no corpo!", recorda Piedade, a esposa deste antigo padeiro. Da casa ficaram as paredes e um amontoado de ferros retorcidos. "Ardeu tudo, toda uma vida está aqui, reduzida a cinzas! Fomos para casa da minha filha, aqui perto."  Da casa, no meio da aldeia, sobraram os anexos e o trator, "foi o meu filho que teve a coragem de entrar pelas chamas e tirá-lo, ma arriscou a vida!", conta Piedade. Dois meses após o incêndio, que atingiu violentamente, as freguesias do alto concelho, a habitação de António e Piedade cont…

Peru dá prémio à Padaria do Largo

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Todos os anos a ACIP - Associação de Comércio e Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares organiza o concurso "O Melhor Bolo-Rei de Portugal". Este ano, o segundo prémio, na categoria Inovação, coube à Padaria do Largo, de Penacova. Afinal, em que é que os mestres padeiros do largo da D. Amélia inovaram? Reinventaram a receita do Bolo-Rainha juntando-lhe... peru! Sim, o peru garantiu-lhes a distinção entre largas dezenas de concorrentes, de todo o país. "É um bolo de sabor ligeiramente salgado que leva como principais ingredientes, os cogumelos, o bacon, sultanas, nozes, amêndoas e...peru!", esclarece João Fernando Seco Costa que, logo a seguir, explica como apareceu o peru neste bolo-rainha - "como em alguns países, o peru tem um presença muito marcante nesta época natalícia, lembrei-me de experimentar! Em jeito de brincadeira, cá em casa, chamaram-me maluco...mas resultou!" E tanto resultou que o júri do concurso não hesitou em atribuir-lhe o se…

Um hotel abandonado e não assombrado!

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Um valente susto apanham os (poucos) visitantes que acorrem ao morro do Mirante! Não que o local esteja povoado por almas do além, mas porque o choque do que está à frente dos seus olhos é, diria, verdadeiramente aterrador! Hoje em dia, infelizmente, o que foi noutros tempos, um dos dínamos da vida penacovense, não é mais do que um local deprimente! É com muita mágoa que o digo, mas é a mais crua verdade. E nem a deslumbrante paisagem do vale do Mondego mitiga esta realidade. O hotel, encerrado há vários anos, degrada-se a cada dia, perante a passividade das autoridades locais. O que mais intriga é que sendo o turismo o motor da economia e a região centro a que mais cresce no setor, mesmo acima da média nacional, não se faça absolutamente nada para tentar recuperá-lo! O congresso nacional de hotelaria e turismo que decorreu recentemente em Coimbra foi revelador do que se está a passar de norte a sul, e como tantas outras coisas, está a passar ao lado de Penacova! Segundo números ofic…