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A mostrar mensagens de Março, 2018

Livro dedicado a Martins da Costa voa para Itália

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Aos trinta e um anos de idade, João Martins da Costa tomou contacto mais de perto com a arte italiana, ao tornar-se bolseiro no Instituto para a Alta Cultura de Itália. Nessa época despertava a curiosidade pela pintura a fresco. Viajou e pintou em Peruggia, Pádua, Arezzo, Nápoles, Roma e Florença, entre outras cidades. Conheceu monumentos, artistas, estudantes bolseiros como ele e grandes mestres como Ferruccio Ferrazzi. "Os telhados de Florença! Devia tê-los pintado da janela do meu atelier, como fiz em Roma, da janela do meu quarto. Se pudesse recuar no tempo e voltar a março de 1953, certamente que o faria". As palavras foram escritas pela mão do artista, na crónica "A minha casa em Florença", incluída no livro "Contos Vividos". Ainda nesse ano, parte à descoberta da bela cidade de Veneza, "paragem obrigatória para ver os seus museus e aquilo que fez, dessa terra roubada ao mar, uma das sete maravilhas do mundo. Uma cidade de palácios e sonhos, a…

Petição do IP3 ultrapassa as 4500 assinaturas

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É mais do que evidente, a indiferença com que o poder central tem tratado o IP3. E não é de agora! A falta de obras de manutenção, a sinalização deficiente, o pavimento gasto, os estrangulamentos na via, são exemplos da mais completa falta de respeito pelos seus utilizadores. Desde 2001 que a Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3 tem tido um papel relevante nesta questão, chamando a atenção para os erros de construção, para a elevada sinistralidade e para o descuido das autoridades. A colocação do separador central, que baixou de forma significativa o número de acidentes, muito se deve a esta associação. As obras de requalificação do IP3 têm sido escandalosamente proteladas! Se as limitações à circulação, bem visíveis, há vários anos, na Espinheira e na Livraria do Mondego, fossem em qualquer ponto de uma CRIL ou CREL, na grande Lisboa, estou certo, já estariam resolvidas há muito tempo!  Atenta a esta situação que se arrasta no tempo e compromete a segurança dos condutores, a…

Maria da Luz e os melhores tremoços do mundo

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É uma daquelas figuras da terra que há, talvez, trinta anos, a própria já não sabe ao certo, nos habituou com a sua presença no Terreiro de Penacova. Faça chuva ou sol, lá está ela, com o seu alguidar de tremoços caseiros, colocado em cima do muro. "Ainda sou eu que os cozo, mas antes disso, ficam de molho junto ao rio, na zona das Caldas", diz-me Maria da Luz, um símbolo da cultura popular e uma das personagens mais conhecidas desta vila. De sorriso fácil, boa conversadora, a vida tem-lhe trazido alguns dissabores. Enviuvou recentemente mas tem força e resistência para não desistir e, por isso, mantém a tradição que vem de família - "a minha mãe já vendia tremoços. Ia porta a porta até à Cheira." Hoje, o negócio já não é o que era mas, ainda assim, continua a deslocar-se a Penacova - "Faço isto por gosto e já me habituei a este sítio. Acabo por passar o tempo e converso com as pessoas porque, felizmente, conheço muita gente. A minha irmã leva alguns tremoços…