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A mostrar mensagens de Abril, 2018

Um mercado para revitalizar a zona histórica

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Volto ao tema da reabilitação urbana do centro histórico de Penacova para dar um exemplo, uma ideia, do que poderia ser um forte contributo para reanimar o coração da vila. Em 2014 escrevi, aqui no blogue, um texto intitulado "Erros na gestão do espaço público". Permiti-me dissertar sobre algum edificado que, em minha opinião, manchou e, em alguns casos, continua a manchar a paisagem urbana. Quando digo manchar, quero dizer más decisões, do ponto de vista arquitetónico e urbanístico, ou imóveis e construções em estado devoluto ou de semi-abandono. Nesse texto dei como exemplos, o antigo hospital, o cemitério da Carvoeira, o parque municipal, também conhecido como "Ténis" e o edifício dos correios. Por razões de vária ordem, todos eles, tiveram ou, ainda têm, um impacto negativo na paisagem. Sobre o edifício dos correios, localizado no Largo de S. Francisco, mantenho o que escrevi há quatro anos - "a localização privilegiada, bem no coração da vila, adivinhava…

Uma oportunidade para transformar o centro histórico

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O chamado centro histórico de Penacova tem sofrido, nas décadas mais recentes, com a chamada crise demográfica. Ora, a saída da população daquela zona da vila, reflete-se no abandono e degradação de edifícios e casas. Basta passear pela artéria principal, para ver o número de habitações e antigos espaços comerciais que hoje, infelizmente, estão vazios. Para quem nasceu no fundo da vila, isto dói cá dentro! Quanto a mim, este abandono do centro histórico não é apenas resultante da crise demográfica. É também consequência de políticas erradas, sobretudo ao nível local, que nos últimos trinta anos, não têm sabido aproveitar as potencialidades intrínsecas deste território. Como não agarrámos essas oportunidades, explorando, por exemplo, as boas acessibilidades para instalar pólos empresariais e criar emprego, e não desenvolvemos o turismo, para mim, o setor-chave, como dínamo da economia local, a população ativa, sobretudo essa, partiu para outras paragens. A primeira metade do século XX…

Kristien e Dirk os pioneiros do Mondego

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Dirk Van Vossole, de nacionalidade belga, foi professor de educação física. Na Bélgica as descidas de rio, em canoa ou caiaque, sempre despertaram a sua atenção. Era usual acompanhar e participar nesta atividade outdoor. Ao serviço do governo flamengo, esteve em Marrocos, a dar formação a professores de educação física. No entanto, a adaptação ao reino marroquino, já ao lado de Kristien Devloo-Delva, esposa e também professora de educação física, não correu bem. De regresso à Europa, uns amigos aconselharam uma passagem por Portugal e pela região de Penacova - "ficaram maravilhados e quiseram ficar!", confessa Jonas Van Vossole, o filho que dirige atualmente "O Pioneiro do Mondego". "Os meus pais começaram a organizar descidas em 1988, mas no ano anterior andaram a explorar a região e o vale do Mondego chamou-lhes a atenção", afirma Jonas Van Vossole à Livraria doMondego. Nessa altura, há trinta anos, as descidas de rio, entre Penacova e Coimbra, faziam-…