MEMORABILIA 17 - Balões passaram por Penacova

Alberto Malva no balão de ar quente
A primeira travessia de Portugal em balões de ar quente aconteceu em maio de 1997. Com o objetivo de promover a modalidade foi criado, no mesmo ano, o Clube Português de Balonismo que se aventurou numa viagem, por etapas, a ligar os extremos do país. O mau tempo (chuva, ventos fortes e nevoeiro) condicionou a viagem e naquela tarde, os muitos penacovenses que se acomodaram no Terreiro para ver chegar os balões, tiveram uma pequena desilusão. Os balões chegaram, sim, mas por terra - "nós podemos controlar todos os fatores, exceto as condições climatéricas", disse ao JORNAL DE PENACOVA, Cristina Pereira, da organização.
Mas quem ficou no Terreiro acabou por ter direito a uma compensação! Já com o vento a soprar com menor intensidade, foi possível encher um enorme balão e faze-lo levantar vários metros, nos chamados voos cativos, isto é amarrados ao chão. Alberto Malva, uma das figuras mais conhecidas de Penacova, foi dos primeiros a experimentar. Na época, já com os setenta a avançar na idade, deixou o medo em terra e lá subiu para ver Penacova do ar! 
Para além de divulgar o balonismo, esta de travessia de Portugal em balão pretendeu também fazer alusão à Passarola Voadora, um engenho inventado pelo padre jesuíta Bartolomeu de Gusmão que, em 1709, no Terreiro do Paço, em Lisboa, realizou a primeira ascensão de que há registo, num balão de ar quente.
Álvaro Coimbra 
JP MAIO 1997

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