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A mostrar mensagens de Outubro, 2018

Reconstrução de casa na Ribeira bastante atrasada

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Na tragédia de 15 de outubro, do ano passado, o fogo destruiu a casa de Trindade Correia, na aldeia da Ribeira, em São Pedro de Alva. "A casa ardeu completamente. Fiquei só com a roupa que tinha no corpo". No último ano, ela, a filha Isabel e o neto viveram em Telhado, em casa de uma familiar e, nos últimos meses, com a expetativa da reconstrução, mudaram-se, de novo para a Ribeira, para debaixo do teto de uma irmã. A casa de Trindade Correia, de primeira habitação, foi para a lista das prioritárias. As demolições começaram no início de Julho e a reconstrução veio logo a seguir. Mas, nos últimos meses, conta-me a filha Isabel Fernandes, o ritmo da obra não tem sido o desejado - "por esta altura já a casa deveria estar mais adiantada. A empresa desculpa-se com a falta de pessoal e não tem muita organização. Na semana passada estiveram aqui elementos da câmara de Penacova, da Comissão de Coordenação e do consórcio e reconheceram que a obra não está avançar como deveria.&…

Viver no interior não é uma fatalidade

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Penacova tem um atraso estrutural que muito dificilmente conseguirá recuperar. Continuamos a olhar para a extensa mancha florestal, como olhavam os nossos antepassados, não exploramos devidamente o filão do turismo, não aproveitámos a boa localização e ótimas acessibilidades, não somos competitivos na atração de investimento e, embora nas políticas sociais se tenham dado passos positivos, caímos na tentação de "dar o peixe e não ensinar a pescar." Quando olhamos para o trabalho dos executivos autárquicos, dos últimos trinta anos, encontramos uma linha comum, a ausência de um modelo de desenvolvimento. É claro que, as políticas dos governos centrais também contribuíram, e muito, para o fosso que, cada vez mais, separa o litoral do interior. As consequências dos trágicos incêndios do ano passado reavivaram a discussão em volta das assimetrias regionais, mas não acredito que, apesar da boa vontade dos políticos, haja mudanças visíveis nos próximos anos. Voltando a Penacova, os…

Devolver o imposto ou investir?

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A câmara de Penacova não vai devolver IRS aos munícipes em 2019. A decisão foi tomada na última assembleia municipal, com a maioria socialista a votar a favor e o PSD a votar contra. De acordo com a lei das finanças locais, os municípios têm direito a ficar com 5% da coleta líquida dos seus cidadãos. No entanto, podem prescindir desse valor, ou parte dele, e devolvê-lo, sob a forma de dedução à coleta, aos contribuintes que residam na sua área territorial. O PSD lamentou a decisão argumentando que "a devolução de parte do IRS aos munícipes seria um sinal diferenciador para as pessoas que trabalham e vivem em Penacova. (...) Assim, em 2019, após aprovação na última assembleia municipal, com os votos do PS, 5% do IRS dos penacovenses vai diretamente para os cofres da câmara em lugar de ser devolvido às famílias." O PS acusou os sociais democratas de demagogia e de "criticas vãs e populistas" e de não "ter um critério nem um rumo que possa apontar aos cidadãos.&…