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Crédito Agrícola vê oportunidade e vai para o Terreiro

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Nos anos mais recentes, BPI, BIC e agora o BCP encerraram balcões no concelho. A banca pensa e atua em função da rentabilidade e Penacova, território com algumas debilidades, não é, pelos vistos, atrativa! Segundo a Associação Portuguesa de Bancos, entre janeiro e agosto deste ano, fecharam quase noventa balcões em todo o país, mas é no interior que fazem mais mossa. "É um retrocesso civilizacional!", disse em junho passado, ao "Dinheiro Vivo",  Rui Riso, presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas. "A banca não pode ser só lucros e lucros (...) O fecho de agências no interior tem impactos relevantes na coesão territorial", afirmou Paulo Marcos, presidente do Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos Bancários, à mesma publicação. A juntar à rentabilidade, a principal razão para tanto encerramento, mais de novecentas dependências em quatro anos, a banca ajusta-se à revolução digital. Grande parte das operações já podem ser feitas online, mas nem t…

Reconstrução de casa na Ribeira bastante atrasada

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Na tragédia de 15 de outubro, do ano passado, o fogo destruiu a casa de Trindade Correia, na aldeia da Ribeira, em São Pedro de Alva. "A casa ardeu completamente. Fiquei só com a roupa que tinha no corpo". No último ano, ela, a filha Isabel e o neto viveram em Telhado, em casa de uma familiar e, nos últimos meses, com a expetativa da reconstrução, mudaram-se, de novo para a Ribeira, para debaixo do teto de uma irmã. A casa de Trindade Correia, de primeira habitação, foi para a lista das prioritárias. As demolições começaram no início de Julho e a reconstrução veio logo a seguir. Mas, nos últimos meses, conta-me a filha Isabel Fernandes, o ritmo da obra não tem sido o desejado - "por esta altura já a casa deveria estar mais adiantada. A empresa desculpa-se com a falta de pessoal e não tem muita organização. Na semana passada estiveram aqui elementos da câmara de Penacova, da Comissão de Coordenação e do consórcio e reconheceram que a obra não está avançar como deveria.&…

Viver no interior não é uma fatalidade

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Penacova tem um atraso estrutural que muito dificilmente conseguirá recuperar. Continuamos a olhar para a extensa mancha florestal, como olhavam os nossos antepassados, não exploramos devidamente o filão do turismo, não aproveitámos a boa localização e ótimas acessibilidades, não somos competitivos na atração de investimento e, embora nas políticas sociais se tenham dado passos positivos, caímos na tentação de "dar o peixe e não ensinar a pescar." Quando olhamos para o trabalho dos executivos autárquicos, dos últimos trinta anos, encontramos uma linha comum, a ausência de um modelo de desenvolvimento. É claro que, as políticas dos governos centrais também contribuíram, e muito, para o fosso que, cada vez mais, separa o litoral do interior. As consequências dos trágicos incêndios do ano passado reavivaram a discussão em volta das assimetrias regionais, mas não acredito que, apesar da boa vontade dos políticos, haja mudanças visíveis nos próximos anos. Voltando a Penacova, os…

Devolver o imposto ou investir?

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A câmara de Penacova não vai devolver IRS aos munícipes em 2019. A decisão foi tomada na última assembleia municipal, com a maioria socialista a votar a favor e o PSD a votar contra. De acordo com a lei das finanças locais, os municípios têm direito a ficar com 5% da coleta líquida dos seus cidadãos. No entanto, podem prescindir desse valor, ou parte dele, e devolvê-lo, sob a forma de dedução à coleta, aos contribuintes que residam na sua área territorial. O PSD lamentou a decisão argumentando que "a devolução de parte do IRS aos munícipes seria um sinal diferenciador para as pessoas que trabalham e vivem em Penacova. (...) Assim, em 2019, após aprovação na última assembleia municipal, com os votos do PS, 5% do IRS dos penacovenses vai diretamente para os cofres da câmara em lugar de ser devolvido às famílias." O PS acusou os sociais democratas de demagogia e de "criticas vãs e populistas" e de não "ter um critério nem um rumo que possa apontar aos cidadãos.&…

Lixeira a céu aberto na descida do Botão

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Os portugueses estão a produzir mais lixo e as campanhas de sensibilização e informação não chegam a todos os setores da sociedade. O ano passado, segundo o último relatório do estado do ambiente, foram produzidos 4,75 milhões de toneladas de resíduos. Por dia, cada português produziu 1,32 quilos de lixo. Na chamada descida do Botão, IP3, a zona de aparcamento, é agora uma lixeira e um mau exemplo da falta de civismo e de educação de muitos cidadãos! Os condutores encostam e atiram para a berma todo o tipo de resíduos: garrafas, embalagens de plástico e cartão, fraldas usadas, sacos com restos de comida, etc... O lixo foi-se acumulando e já é bem visível para quem circula na estrada. A situação repete-se nos dois sentidos daquela via que, como sabemos, é usada diariamente por milhares de automobilistas. O local está sinalizado como de aparcamento, mas não há recipientes para o lixo. Até 2020, Portugal terá de reduzir a produção de lixo na ordem dos 10% e atingir uma taxa de reciclage…

O efeito Marcelo

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Este verão, o Presidente da República andou de mochila às costas pelo interior do país. Marcelo Rebelo de Sousa cumpriu promessa feita após os incêndios de junho e outubro, do ano passado, e visitou algumas das zonas mais afetadas. "Mostrar como é importante que haja turismo nas zonas atingidas pela tragédia do ano passado", foi nestes termos que o chefe de Estado justificou a vinda a vários municípios do centro do país. Nos primeiros dias de agosto, o Presidente da República, apareceu de forma surpreendente ao volante do seu carro, sem agenda oficial e apenas com a segurança obrigatória, em várias praias fluviais dos concelhos de Vouzela, Tondela, Oliveira do Hospital e Penacova, entre outros. Em todas mergulhou, em todas tirou as famosas selfies, conversou com os veraneantes e, pelo caminho, foi deixando um "desafio aos portugueses para visitarem a região." No Vimieiro, no Reconquinho, em Nandufe, em Porto Várzea, ou em qualquer outra onde tenha estado, percebeu…

Ex-presidentes de junta querem reversão das freguesias

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O governo quer voltar a reorganizar o mapa de freguesias e vai apresentar no parlamento, na próxima sessão legislativa, uma proposta a tempo de ser aplicada, ou não, nas próximas eleições autárquicas, em 2021. O governo já esclareceu que não se trata de uma reversão automática, mas antes corrigir um mapa que foi feito a "régua e esquadro". Esta nova reorganização terá por base os seguintes critérios: prestação de serviços à população, eficácia e eficiência da gestão pública, representatividade e vontade política da população, história e identidade cultural e área, número de habitantes e meio físico. Em 2013, por influência da troika, o governo PSD/CDS eliminou mil cento e sessenta e oito freguesias. No concelho de Penacova, as freguesias passaram a oito, com as uniões de São Pedro de Alva com São Paio do Mondego, Oliveira do Mondego a Travanca do Mondego e Friúmes a juntar-se a Paradela da Cortiça. Antigos presidentes de junta de freguesia, contactados pela Livraria do Mond…

MEMO 18 - Confraria da Lampreia criada há quinze anos

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Em agosto de 2003 nasceu, por escritura pública, a Confraria da Lampreia de Penacova. "A criação da confraria tem como finalidade a defesa e divulgação do património gastronómico de Penacova no geral e, em particular, a lampreia", afirmou ao JORNAL DE PENACOVA, Fernando Andrade, um dos fundadores. Tendo sempre por base a lampreia e o seu modo de confeção no concelho, esta associação sem fins lucrativos pensa já em organizar alguns eventos. E porque a lampreia não existe só em Penacova, a confraria pensa também na criação de um roteiro turístico onde constem outras terras e outras formas de confecionar lampreia. Dentro do nosso património gastronómico, a nova associação não põe de parte a divulgação e defesa das nossas nevadas e dos peixes do rio - "achamos que falar só de lampreia e não falar de outros pratos não faria sentido. Temos de fazer um levantamento de outras iguarias que teria interesse divulgar", esclareceu Fernando Andrade. Exigir a construção de uma e…

Ó da barca! Quem acode à Barca Serrana!

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A Barca Serrana, símbolo maior das gentes de Penacova tem sido eternizada e celebrada nas palavras de escritores, nas telas de pintores, nas mãos dos artesãos. As imagens da esguia embarcação negra, de velas em branco cru, estão disseminadas por todo o lado. Quando quero presentear alguém que não conhece esta região, levo sempre uma miniatura e explico a importância que ela teve na história e tradições locais. Tenho defendido que a Barca Serrana deveria ser melhor preservada! Ao longo do tempo, tenho aqui deixado várias sugestões: imortalizá-la numa genuína obra de arte, de homenagem à figura do barqueiro; criar passeios regulares, principalmente na época de verão, no troço de rio junto a Penacova; construir um cais na praia fluvial do Reconquinho para que ela possa estar, em permanência, perto dos olhares dos visitantes. Como referi, recentemente, esse cais existiu em 2012, quando uma nova barca foi lançada à água.  Esse projeto, concretizado com a ajuda da AD ELO - Associação de De…

Casa Aurora quer trazer turistas para Friúmes

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A casa, à entrada de Friúmes, começou a ser reconstruida há cinco anos, pelo pai de Carlos Pinheiro. Os incêndios de outubro, do ano passado, não atingiram a habitação, mas acabaram por dar novo impulso às obras.  Na cave funcionou, em tempos, a latoaria de João Alves, avô do atual proprietário. Carlos Pinheiro nasceu na casa e os laços que o ligam aos antepassados são evidentes nas fotos que decoram uma das paredes da simpática sala de estar. A esposa, Palmira Pinheiro é de Miro e coube-lhe assumir a decoração das divisões. Com conhecimentos de Feng Shui, a corrente chinesa que inspira o arranjo de ambientes para favorecer as energias positivas, foi ela que colocou os móveis, objetos e escolheu as cores, para conseguir obter a melhor harmonia possível dos espaços. Na mesma lógica, os quatros quartos da Casa Aurora têm nome: Prosperidade, Sucesso, Família e Criatividade. A casa ainda não está terminada, principalmente no exterior. Faltam as pinturas, os revestimentos em madeira, a zo…

Obras no "Ténis" depois de duas décadas de abandono

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Quem é de Penacova facilmente se lembrará das grandes festas que se realizavam no Parque Municipal, também conhecido como "Ténis", isto há trinta, quarenta anos atrás. Os grandes artistas nacionais pisaram aquele palco, principalmente, nos eventos organizados pelos bombeiros. A multidão acotovelava-se para ver Paco Bandeira, Marco Paulo, Conjuntos Maria Albertina e António Mafra, Sitiados, Santos & Pecadores, etc... À medida que a degradação foi tomando conta daquele espaço, o palco de eventos em Penacova transferiu-se para o Largo Alberto Leitão. Em 1947, no jornal "Notícias de Penacova", um entusiasta das nossas belezas naturais, Manuel de Oliveira Cabral, sugeriu uma forma de rentabilizar melhor a área disponível no Parque Municipal: "para que a vila possa transformar-se num ótimo centro de turismo, reputamos indispensável que seja dotada com uma piscina e, anexo, um pequeno parque infantil com o seu espelho de água, no género da que o Sr. Mateiro mand…

Parque de Louredo pisca o olho aos canoístas

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No início do ano, a câmara de Poiares inaugurou o Louredo Natura Parque. O espaço tem tudo para dar certo. Sombra, tranquilidade, mesas para piquenique, bons acessos, sanitários, estacionamento para bicicletas, água e um centro-aventura. Este centro não é mais do que uma estrutura, um módulo em madeira, bem enquadrado na paisagem, que vai apoiar a realização de eventos, na área do desporto-aventura. A localização do Louredo Natura Parque é outro ponto a favor. Está a poucos metros do rio Mondego e de um açude, de onde partem muitos canoistas. O tal centro-aventura, que funciona em parceria com a empresa Capitão Dureza, que tem anos de experiência nas descidas de rio, vai apoiar esta atividade que, como sabemos, é um cartaz que chama pessoas dos quatro cantos do mundo. A câmara de Poiares, e muito bem, vê neste segmento do desporto-aventura, uma oportunidade para dar a conhecer o seu território. Por isso, na sinalética do Louredo Natura Parque, não faltam as referências ao artesanato,…

Antero mestre relojoeiro há cinquenta anos

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Encontro o mestre relojoeiro na conhecida rua Conselheiro Barjona de Freitas, no coração de Penacova. A sua loja está lá, de porta aberta, desde o dia doze de outubro de 1976, mas Antero Alves entrou no mundo dos relógios alguns anos antes - "eu trabalhava no Grémio da Lavoura e, um dia, na pausa após o almoço, encontrei no café Beirão, um jornal com um anúncio de cursos de relojoaria por correspondência". Foi ali, naquele momento, que tudo começou - "inscrevi-me e comecei a fazer diabruras com o despertador que tinha lá em casa. Os testes foram correndo bem e ganhei o gosto pela arte. Terminei o curso com média de 19,3 e foi o início de tudo...", confessa Antero Alves nesta viagem aos finais do anos sessenta, do século passado. Ao longo do tempo lá foi conseguindo conciliar os horários no Grémio com a reparação de relógios - "saía, normalmente às 17.30 e depois dedicava-me aos relógios. Passava horas em frente às pequenas máquinas e até perdia a noção do tem…

Um cais para a Barca Serrana

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Há dias almocei no simpático restaurante "O Cantinho" e enquanto esperava pela refeição fixei o olhar na enorme fotografia da Barca Serrana que está exposta na sala. Dei um salto no tempo e imaginei-a a percorrer o Mondego, de velas ao vento, cheia de mercadorias, sob o olhar atento do barqueiro. Deslizava pelas águas com um leveza de movimentos que mais parecia um bailado. A Barca Serrana é uma marca da nossa identidade e é pena que seja tão esquecida! Um dos poucos momentos do ano em que ela assume o papel principal aconteceu recentemente na "Festa do Barqueiro", organizada pelo Grupo de Solidariedade, Social, Desportivo, Cultural e Recreativo de Miro. O evento junta folclore, gastronomia, artesanato mas é, sobretudo, uma oportunidade para reviver os tempos em que a Barca Serrana reinou nas águas do Mondego. A recriação das "lides do rio" aconteceu entre a Livraria do Mondego e as proximidades do ramal de Miro. Um pouco mais a jusante, a praia fluvial …

Utentes pedem melhores transportes públicos

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A população da Aveleira, Roxo, São Mamede e Paradela de Lorvão, servida pela empresa Transdev, na ligação a Coimbra, continua a pugnar por melhores serviços. Numa das últimas assembleias municipais, Jorge Pires, elemento da comissão de utentes apresentou algumas queixas aos eleitos locais e pediu a intervenção da câmara de Penacova no sentido de melhorar o serviço que é prestado pela Transdev àquelas localidades. No início do ano passado, a comissão de utentes avançou com um abaixo-assinado para fazer vincar a sua posição. A qualidade da frota, as falhas nas ligações, os atrasos nos horários estão entre as principais queixas. Depois disso, a comissão de utentes conseguiu reunir com o administrador-delegado da empresa e notaram-se alguns progressos, mas persistem alguns problemas. A situação justificou uma ida à assembleia municipal para tentar sensibilizar a câmara de Penacova. O autarca, Humberto Oliveira, referiu nessa reunião que a questão dos transportes públicos está na órbita d…

Outra vez água turva na freguesia de Friúmes!

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O facto de não ter o mesmo peso político (número de votos) de freguesias como Lorvão, Penacova, Figueira de Lorvão e São Pedro de Alva talvez ajude a explicar, em minha opinião, a forma, pouco empenhada, como a câmara tem tratado, ao longo dos anos, os problemas do abastecimento público de água a Friúmes. Para bom entendedor diria que o tema tem barbas... A obra intermunicipal (juntamente com Poiares) é de finais da década de setenta. Nos anos noventa fez-se uma nova captação, mas a solução encontrada nunca satisfez totalmente as populações. A foto que ilustra este texto é de 1996 e de um artigo que escrevi no Jornal de Penacova, precisamente, sobre a má qualidade da água naquela freguesia. Para provar que, no verão daquele ano, a água andava turva e não se podia beber, a D. Maria Iva guardou algumas amostras e deixou-se fotografar, mostrando o seu desagrado por uma situação que se repetia vezes sem fim! Ora, mais de vinte anos passados, os problemas continuam e não são assim tão dif…

MEMORABILIA 17 - Balões passaram por Penacova

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A primeira travessia de Portugal em balões de ar quente aconteceu em maio de 1997. Com o objetivo de promover a modalidade foi criado, no mesmo ano, o Clube Português de Balonismo que se aventurou numa viagem, por etapas, a ligar os extremos do país. O mau tempo (chuva, ventos fortes e nevoeiro) condicionou a viagem e naquela tarde, os muitos penacovenses que se acomodaram no Terreiro para ver chegar os balões, tiveram uma pequena desilusão. Os balões chegaram, sim, mas por terra - "nós podemos controlar todos os fatores, exceto as condições climatéricas", disse ao JORNAL DE PENACOVA, Cristina Pereira, da organização. Mas quem ficou no Terreiro acabou por ter direito a uma compensação! Já com o vento a soprar com menor intensidade, foi possível encher um enorme balão e faze-lo levantar vários metros, nos chamados voos cativos, isto é amarrados ao chão. Alberto Malva, uma das figuras mais conhecidas de Penacova, foi dos primeiros a experimentar. Na época, já com os setenta a…

Concurso pode avançar nos próximos meses

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O Programa Revive foi lançado pelo governo em 2016 com o objetivo de abrir à concessão de privados um conjunto de edifícios de valor histórico que, por múltiplas razões, estão sem utilização, ou mesmo ao abandono. O primeiro projeto aprovado foi a recuperação do convento de São Paulo, em Elvas, adjudicado ao grupo Vila Galé que ali vai criar uma unidade hoteleira de quatro estrelas. Seguiram-se os pavilhões do Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha, concessionados ao grupo Visabeira e o hotel Turismo, da Guarda, que ficou com o grupo MRG. Na calha estão os concursos para o colégio de São Fiel, em Castelo Branco, convento de Santa Clara, em Vila do Conde, forte da Meia Praia, em Lagos e a coudelaria de Alter do Chão, entretanto já lançado. Nos próximos meses devem avançar para a fase de concurso outros imóveis e, entre eles, poderão figurar as antigas instalações do hospital psiquiátrico de Lorvão. A Livraria do Mondego sabe que o ministério da economia aguarda pela avaliação, contr…

Uma barbearia que está sempre na moda

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A moda da barba, nos rostos masculinos, fez renascer as barbearias. Em Lisboa, nas cidades e um pouco por todo o país, as barbearias vintage surgiram revigoradas. Uma sensação semelhante, talvez, ao bálsamo refrescante que se coloca após a barba, o famoso aftershave. Por volta dos onze anos de idade, Fernando Dias, hoje com oitenta e três, já aprendia a arte da barba e cabelo com Carlos Almeida, em Penacova. Durante o serviço militar, nos anos cinquenta, do século passado, cortou muito cabelo e aparou a barba aos militares aquartelados em Santa Margarida. Testemunho disso são as fotografias, a preto e branco, que estão nas paredes da Barbearia Dias, que fica bem no coração de Penacova. Durante alguns anos aprimorou a técnica na barbearia São José, em Coimbra. Na passagem pela cidade dos estudantes, trabalhou também na câmara da cidade e na ACIC - Associação Comercial e Industrial de Coimbra. Em finais da década de oitenta, estabelece-se em definitivo em Penacova. Curiosamente, o filh…

Um mercado para revitalizar a zona histórica

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Volto ao tema da reabilitação urbana do centro histórico de Penacova para dar um exemplo, uma ideia, do que poderia ser um forte contributo para reanimar o coração da vila. Em 2014 escrevi, aqui no blogue, um texto intitulado "Erros na gestão do espaço público". Permiti-me dissertar sobre algum edificado que, em minha opinião, manchou e, em alguns casos, continua a manchar a paisagem urbana. Quando digo manchar, quero dizer más decisões, do ponto de vista arquitetónico e urbanístico, ou imóveis e construções em estado devoluto ou de semi-abandono. Nesse texto dei como exemplos, o antigo hospital, o cemitério da Carvoeira, o parque municipal, também conhecido como "Ténis" e o edifício dos correios. Por razões de vária ordem, todos eles, tiveram ou, ainda têm, um impacto negativo na paisagem. Sobre o edifício dos correios, localizado no Largo de S. Francisco, mantenho o que escrevi há quatro anos - "a localização privilegiada, bem no coração da vila, adivinhava…