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Livro dedicado a Martins da Costa voa para Itália

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Aos trinta e um anos de idade, João Martins da Costa tomou contacto mais de perto com a arte italiana, ao tornar-se bolseiro no Instituto para a Alta Cultura de Itália. Nessa época despertava a curiosidade pela pintura a fresco. Viajou e pintou em Peruggia, Pádua, Arezzo, Nápoles, Roma e Florença, entre outras cidades. Conheceu monumentos, artistas, estudantes bolseiros como ele e grandes mestres como Ferruccio Ferrazzi. "Os telhados de Florença! Devia tê-los pintado da janela do meu atelier, como fiz em Roma, da janela do meu quarto. Se pudesse recuar no tempo e voltar a março de 1953, certamente que o faria". As palavras foram escritas pela mão do artista, na crónica "A minha casa em Florença", incluída no livro "Contos Vividos". Ainda nesse ano, parte à descoberta da bela cidade de Veneza, "paragem obrigatória para ver os seus museus e aquilo que fez, dessa terra roubada ao mar, uma das sete maravilhas do mundo. Uma cidade de palácios e sonhos, a…

Petição do IP3 ultrapassa as 4500 assinaturas

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É mais do que evidente, a indiferença com que o poder central tem tratado o IP3. E não é de agora! A falta de obras de manutenção, a sinalização deficiente, o pavimento gasto, os estrangulamentos na via, são exemplos da mais completa falta de respeito pelos seus utilizadores. Desde 2001 que a Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3 tem tido um papel relevante nesta questão, chamando a atenção para os erros de construção, para a elevada sinistralidade e para o descuido das autoridades. A colocação do separador central, que baixou de forma significativa o número de acidentes, muito se deve a esta associação. As obras de requalificação do IP3 têm sido escandalosamente proteladas! Se as limitações à circulação, bem visíveis, há vários anos, na Espinheira e na Livraria do Mondego, fossem em qualquer ponto de uma CRIL ou CREL, na grande Lisboa, estou certo, já estariam resolvidas há muito tempo!  Atenta a esta situação que se arrasta no tempo e compromete a segurança dos condutores, a…

Maria da Luz e os melhores tremoços do mundo

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É uma daquelas figuras da terra que há, talvez, trinta anos, a própria já não sabe ao certo, nos habituou com a sua presença no Terreiro de Penacova. Faça chuva ou sol, lá está ela, com o seu alguidar de tremoços caseiros, colocado em cima do muro. "Ainda sou eu que os cozo, mas antes disso, ficam de molho junto ao rio, na zona das Caldas", diz-me Maria da Luz, um símbolo da cultura popular e uma das personagens mais conhecidas desta vila. De sorriso fácil, boa conversadora, a vida tem-lhe trazido alguns dissabores. Enviuvou recentemente mas tem força e resistência para não desistir e, por isso, mantém a tradição que vem de família - "a minha mãe já vendia tremoços. Ia porta a porta até à Cheira." Hoje, o negócio já não é o que era mas, ainda assim, continua a deslocar-se a Penacova - "Faço isto por gosto e já me habituei a este sítio. Acabo por passar o tempo e converso com as pessoas porque, felizmente, conheço muita gente. A minha irmã leva alguns tremoços…

Finalmente vamos divulgar a nossa oferta turística!

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Como escrevi, recentemente, o turista de hoje desfruta com os cinco sentidos. Não visita, aprende! Não viaja, descobre! O turismo é cada vez mais digital e a internet e as redes sociais são local de partilha de experiências. O smartphone passou a ser o companheiro de viagem. As app, as aplicações para telemóvel e os sites dão-nos toda a informação que queremos, de determinado lugar, de um monumento, de uma praia fluvial, de um restaurante, e tudo em tempo real. Finalmente, a câmara de Penacova resolveu investir na divulgação do potencial turístico e apresenta na BTL 2018 - Bolsa de Turismo de Lisboa, uma plataforma digital batizada de "Penacova by heart". Num primeiro olhar pelo sítio, já disponível na internet, é possível aceder a locais de alojamento, restaurantes, atividades (trail e btt, por exemplo) e experiências (descer o Mondego de canoa ou conduzir um kartcross). Estão lá também os spots turísticos, entre eles, o mosteiro de Lorvão, as praias fluviais e os miradour…

Ação social acompanha alunos africanos da EBA

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Não é a primeira vez que a situação dos estudantes africanos que frequentam a Escola Profissional Beira Aguieira (EBA) vem à baila. Em setembro de 2016, um grupo de jovens dormiu na rua em protesto contras as más condições de alojamento. O grupo, agora substancialmente maior, está repartido por várias instalações, todas no centro de Penacova.
Alguns episódios recentes, de desacatos na via pública e de uma aluna que foi mãe, chamaram a atenção da comunidade e dos autarcas. Contactada pela Livraria do Mondego, Sandra Ralha, vereadora da ação social e educação, disse que a câmara está atenta e pediu maior articulação aos parceiros da RLIS - Rede Local de Intervenção Social. "Em colaboração com a escola, acompanhámos uma jovem mãe, disponibilizámos consultas, um enxoval para o bebé e colocámos o casal num apartamento de habitação social, na Eirinha. Em relação à alimentação, a Santa Casa da Misericórdia, também tem estado a colaborar." A vereadora afirmou que a autarquia tem at…

Do cartaz de Tóssan aos números do turismo

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Na década de cinquenta, do século passado, Rui Castro Pita pediu a um amigo, de seu nome, António Fernandes dos Santos, que fizesse, por ocasião de umas festas que por cá se realizaram, um cartaz que chamasse a atenção para o potencial turístico de Penacova. O amigo, de Coimbra, pintor, ilustrador e caricaturista, que assinava as suas obras com o nome Tóssan, fez esse cartaz icónico que nos remete para a vibrante atividade turística da primeira metade do século XX. Importa dizer que um dos responsáveis por essa dinâmica foi Rui Castro Pita, o homem por detrás da Sociedade de Propaganda e Progresso de Penacova, a entidade privada que mais fez pelo turismo desta terra. De Tóssan, aos dias de hoje, muito mudou, e ao longo das últimas décadas, Penacova não soube acompanhar a evolução dos tempos e perdeu esse brilho que, outrora, atraía "aristas" de todo o país. O turista de hoje desfruta com os cinco sentidos. Não visita, aprende! Não viaja, descobre! O turismo é cada vez mais …

Ultrapassar a tragédia e voltar mais forte

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O fogo de quinze de outubro destruiu as oficinas que a empresa "Marginal do Mondego" tinha em Paredes. Números redondos, o prejuízo rondou o meio milhão de euros. Sem condições para recuperar essas instalações, esta empresa de transportes e logística, uma das maiores do concelho, está apostada em erguer um novo edifício junto ao IC6, entre o Lavradio e Vale da Serra. "Servirá para alojar as oficinas da empresa, mas a ideia é futuramente poder albergar também os escritórios e armazéns", adiantou à LM, Pedro Alves, um dos administradores. A obra está em marcha porque a empresa necessita de espaços para manter a atividade - "temos ainda a sede no Silveirinho, arrendámos escritórios em Penacova, mas necessitamos de mais espaços para continuar a trabalhar", disse o administrador. Para além das instalações em Portugal, o grupo que se dedica à logística e transporte de longo curso, também está implantado na Suécia e em Espanha - "também vamos aumentar as á…