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Uma oportunidade para transformar o centro histórico

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O chamado centro histórico de Penacova tem sofrido, nas décadas mais recentes, com a chamada crise demográfica. Ora, a saída da população daquela zona da vila, reflete-se no abandono e degradação de edifícios e casas. Basta passear pela artéria principal, para ver o número de habitações e antigos espaços comerciais que hoje, infelizmente, estão vazios. Para quem nasceu no fundo da vila, isto dói cá dentro! Quanto a mim, este abandono do centro histórico não é apenas resultante da crise demográfica. É também consequência de políticas erradas, sobretudo ao nível local, que nos últimos trinta anos, não têm sabido aproveitar as potencialidades intrínsecas deste território. Como não agarrámos essas oportunidades, explorando, por exemplo, as boas acessibilidades para instalar pólos empresariais e criar emprego, e não desenvolvemos o turismo, para mim, o setor-chave, como dínamo da economia local, a população ativa, sobretudo essa, partiu para outras paragens. A primeira metade do século XX…

Kristien e Dirk os pioneiros do Mondego

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Dirk Van Vossole, de nacionalidade belga, foi professor de educação física. Na Bélgica as descidas de rio, em canoa ou caiaque, sempre despertaram a sua atenção. Era usual acompanhar e participar nesta atividade outdoor. Ao serviço do governo flamengo, esteve em Marrocos, a dar formação a professores de educação física. No entanto, a adaptação ao reino marroquino, já ao lado de Kristien Devloo-Delva, esposa e também professora de educação física, não correu bem. De regresso à Europa, uns amigos aconselharam uma passagem por Portugal e pela região de Penacova - "ficaram maravilhados e quiseram ficar!", confessa Jonas Van Vossole, o filho que dirige atualmente "O Pioneiro do Mondego". "Os meus pais começaram a organizar descidas em 1988, mas no ano anterior andaram a explorar a região e o vale do Mondego chamou-lhes a atenção", afirma Jonas Van Vossole à Livraria doMondego. Nessa altura, há trinta anos, as descidas de rio, entre Penacova e Coimbra, faziam-…

Livro dedicado a Martins da Costa voa para Itália

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Aos trinta e um anos de idade, João Martins da Costa tomou contacto mais de perto com a arte italiana, ao tornar-se bolseiro no Instituto para a Alta Cultura de Itália. Nessa época despertava a curiosidade pela pintura a fresco. Viajou e pintou em Peruggia, Pádua, Arezzo, Nápoles, Roma e Florença, entre outras cidades. Conheceu monumentos, artistas, estudantes bolseiros como ele e grandes mestres como Ferruccio Ferrazzi. "Os telhados de Florença! Devia tê-los pintado da janela do meu atelier, como fiz em Roma, da janela do meu quarto. Se pudesse recuar no tempo e voltar a março de 1953, certamente que o faria". As palavras foram escritas pela mão do artista, na crónica "A minha casa em Florença", incluída no livro "Contos Vividos". Ainda nesse ano, parte à descoberta da bela cidade de Veneza, "paragem obrigatória para ver os seus museus e aquilo que fez, dessa terra roubada ao mar, uma das sete maravilhas do mundo. Uma cidade de palácios e sonhos, a…

Petição do IP3 ultrapassa as 4500 assinaturas

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É mais do que evidente, a indiferença com que o poder central tem tratado o IP3. E não é de agora! A falta de obras de manutenção, a sinalização deficiente, o pavimento gasto, os estrangulamentos na via, são exemplos da mais completa falta de respeito pelos seus utilizadores. Desde 2001 que a Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3 tem tido um papel relevante nesta questão, chamando a atenção para os erros de construção, para a elevada sinistralidade e para o descuido das autoridades. A colocação do separador central, que baixou de forma significativa o número de acidentes, muito se deve a esta associação. As obras de requalificação do IP3 têm sido escandalosamente proteladas! Se as limitações à circulação, bem visíveis, há vários anos, na Espinheira e na Livraria do Mondego, fossem em qualquer ponto de uma CRIL ou CREL, na grande Lisboa, estou certo, já estariam resolvidas há muito tempo!  Atenta a esta situação que se arrasta no tempo e compromete a segurança dos condutores, a…

Maria da Luz e os melhores tremoços do mundo

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É uma daquelas figuras da terra que há, talvez, trinta anos, a própria já não sabe ao certo, nos habituou com a sua presença no Terreiro de Penacova. Faça chuva ou sol, lá está ela, com o seu alguidar de tremoços caseiros, colocado em cima do muro. "Ainda sou eu que os cozo, mas antes disso, ficam de molho junto ao rio, na zona das Caldas", diz-me Maria da Luz, um símbolo da cultura popular e uma das personagens mais conhecidas desta vila. De sorriso fácil, boa conversadora, a vida tem-lhe trazido alguns dissabores. Enviuvou recentemente mas tem força e resistência para não desistir e, por isso, mantém a tradição que vem de família - "a minha mãe já vendia tremoços. Ia porta a porta até à Cheira." Hoje, o negócio já não é o que era mas, ainda assim, continua a deslocar-se a Penacova - "Faço isto por gosto e já me habituei a este sítio. Acabo por passar o tempo e converso com as pessoas porque, felizmente, conheço muita gente. A minha irmã leva alguns tremoços…

Finalmente vamos divulgar a nossa oferta turística!

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Como escrevi, recentemente, o turista de hoje desfruta com os cinco sentidos. Não visita, aprende! Não viaja, descobre! O turismo é cada vez mais digital e a internet e as redes sociais são local de partilha de experiências. O smartphone passou a ser o companheiro de viagem. As app, as aplicações para telemóvel e os sites dão-nos toda a informação que queremos, de determinado lugar, de um monumento, de uma praia fluvial, de um restaurante, e tudo em tempo real. Finalmente, a câmara de Penacova resolveu investir na divulgação do potencial turístico e apresenta na BTL 2018 - Bolsa de Turismo de Lisboa, uma plataforma digital batizada de "Penacova by heart". Num primeiro olhar pelo sítio, já disponível na internet, é possível aceder a locais de alojamento, restaurantes, atividades (trail e btt, por exemplo) e experiências (descer o Mondego de canoa ou conduzir um kartcross). Estão lá também os spots turísticos, entre eles, o mosteiro de Lorvão, as praias fluviais e os miradour…

Ação social acompanha alunos africanos da EBA

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Não é a primeira vez que a situação dos estudantes africanos que frequentam a Escola Profissional Beira Aguieira (EBA) vem à baila. Em setembro de 2016, um grupo de jovens dormiu na rua em protesto contras as más condições de alojamento. O grupo, agora substancialmente maior, está repartido por várias instalações, todas no centro de Penacova.
Alguns episódios recentes, de desacatos na via pública e de uma aluna que foi mãe, chamaram a atenção da comunidade e dos autarcas. Contactada pela Livraria do Mondego, Sandra Ralha, vereadora da ação social e educação, disse que a câmara está atenta e pediu maior articulação aos parceiros da RLIS - Rede Local de Intervenção Social. "Em colaboração com a escola, acompanhámos uma jovem mãe, disponibilizámos consultas, um enxoval para o bebé e colocámos o casal num apartamento de habitação social, na Eirinha. Em relação à alimentação, a Santa Casa da Misericórdia, também tem estado a colaborar." A vereadora afirmou que a autarquia tem at…

Do cartaz de Tóssan aos números do turismo

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Na década de cinquenta, do século passado, Rui Castro Pita pediu a um amigo, de seu nome, António Fernandes dos Santos, que fizesse, por ocasião de umas festas que por cá se realizaram, um cartaz que chamasse a atenção para o potencial turístico de Penacova. O amigo, de Coimbra, pintor, ilustrador e caricaturista, que assinava as suas obras com o nome Tóssan, fez esse cartaz icónico que nos remete para a vibrante atividade turística da primeira metade do século XX. Importa dizer que um dos responsáveis por essa dinâmica foi Rui Castro Pita, o homem por detrás da Sociedade de Propaganda e Progresso de Penacova, a entidade privada que mais fez pelo turismo desta terra. De Tóssan, aos dias de hoje, muito mudou, e ao longo das últimas décadas, Penacova não soube acompanhar a evolução dos tempos e perdeu esse brilho que, outrora, atraía "aristas" de todo o país. O turista de hoje desfruta com os cinco sentidos. Não visita, aprende! Não viaja, descobre! O turismo é cada vez mais …

Ultrapassar a tragédia e voltar mais forte

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O fogo de quinze de outubro destruiu as oficinas que a empresa "Marginal do Mondego" tinha em Paredes. Números redondos, o prejuízo rondou o meio milhão de euros. Sem condições para recuperar essas instalações, esta empresa de transportes e logística, uma das maiores do concelho, está apostada em erguer um novo edifício junto ao IC6, entre o Lavradio e Vale da Serra. "Servirá para alojar as oficinas da empresa, mas a ideia é futuramente poder albergar também os escritórios e armazéns", adiantou à LM, Pedro Alves, um dos administradores. A obra está em marcha porque a empresa necessita de espaços para manter a atividade - "temos ainda a sede no Silveirinho, arrendámos escritórios em Penacova, mas necessitamos de mais espaços para continuar a trabalhar", disse o administrador. Para além das instalações em Portugal, o grupo que se dedica à logística e transporte de longo curso, também está implantado na Suécia e em Espanha - "também vamos aumentar as á…

Escola da Cruz do Soito vai ser recuperada

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Abandonada há vários anos, a escola chamou a atenção da associação de moradores - "antes do incêndio contactámos a câmara de Penacova para saber em que moldes poderíamos recuperar a escola, para a colocar ao serviço da comunidade. Nessa altura o edifício tinha problemas, sobretudo, no telhado. O incêndio acabou por destruir tudo mas o interesse na reabilitação manteve-se", esclarece Luís Miguel Madeira, presidente da Associação de Moradores da Cruz do Soito. A seguir ao fogo, que varreu grande parte do alto concelho, entrou em campo o ISEC - Instituto Superior de Engenharia de Coimbra - "soubemos, através da câmara, que eles se disponibilizaram a ajudar e, neste momento, estão a elaborar o projeto de arquitetura", adianta o dirigente que acompanhou a visita à escola de uma turma daquela instituição - "esperamos que nos apresentem duas ou três soluções para a reabilitação do edifício. Julgo que em breve haverá novidades", disse Luís Miguel Madeira. A asso…

MEMORABILIA 16 - Centro de saúde abriu há vinte anos

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O edifício foi construído em 1996. Seguiu-se um demorado concurso para aquisição de equipamento e, pelo meio, surgiram algumas infiltrações provocadas pelos invernos rigorosos. Daí que só dois anos mais tarde, nos primeiros meses de 1998, tenha começado a funcionar. A nova estrutura, situada em Carrazedos, custou duzentos e oitenta mil contos, na moeda antiga, cerca de um milhão e quatrocentos mil euros e foi construída em terrenos cedidos pela câmara de Penacova. No corte da fita, em maio desse ano, estiveram Maria de Belém Roseira, ministra da saúde, Vítor Batista, governador civil de Coimbra, Maurício Marques, presidente da autarquia, João Diogo, diretor do centro de saúde e Afonso Viseu, provedor da misericórdia. Na ocasião, a ministra disse que era intenção do governo equipar a unidade com novas valências, como as análises clínicas e a radiologia. O presidente da câmara pediu a intervenção de Maria de Belém para que fosse encontrada uma solução para o velho hospital, nomeadament…

Eternamente grato ao "Juntos Somos Mais Fortes"!

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Gostava de iniciar 2018, com um assunto ainda de 2017. Anualmente, nas mais diversas áreas, escolhem-se figuras, distinguem-se personalidades ou pessoas coletivas, pelos seus feitos, notoriedade, ou pela forma como conseguiram influenciar, ou servir de exemplo, à comunidade. Sem pestanejar, decidi escolher como figura do ano, o grupo de voluntários "Juntos Somos Mais Fortes".  Tentei, sem sucesso, convencer um dos seus mentores, Rafa Figueiredo, a juntar o maior número possível de amigos, para uma conversa que serviria de base a este texto. Em vão! Ocorreu-me então aquela velha máxima - "a verdadeira solidariedade começa quando não se espera nada em troca." A nega que recebi faz sentido! Estes verdadeiros heróis, que trabalharam sem descanso para sarar as feridas dos que sofreram com os incêndios, preferiram continuar "despercebidos". O que fizeram, e foi tanto, fala por si! O grupo "Juntos Somos Mais Fortes" surgiu, em São Pedro de Alva, imedi…

A nova vida do restaurante Panorâmico

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Comecemos pela parte que mais interessa, a cozinha, ou seja, aquilo que mais nos atrai na hora de escolher um bom restaurante! Pelo que pude provar, o bacalhau no pão e o caril de camarão são muito bons, mas também há os tradicionais, cabrito e chanfana. A carta de vinhos é variada e representa as várias regiões do país e, por fim, as sobremesas vão desde o salame com gelado, uma delícia, diga-se, às peras bêbedas. Em suma, menus cuidados e inspirados na gastronomia tradicional. Em relação ao espaço, primeiro estranha-se, depois entranha-se! Para quem ainda guarda aquela nostalgia dos tempos do Mestre Arménio Antunes e o estilo clássico e requintado do antigo Panorâmico, o tom verde das paredes e as mesas com tampo de pedra, podem surpreender, mas olhando com atenção para o conjunto, percebemos que existe harmonia na decoração e há detalhes reveladores de bom gosto.   Sim, o novo Panorâmico é um espaço moderno e trendy! O tom verde-mate das madeiras, a combinar com o pratinho das ent…

Corunha descobre pintura de José Fonte

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Conheço o José Fonte desde os tempos do liceu. Fomos colegas de turma no 9º ano. Nessa altura o José distinguia-se dos restantes pelo talento a jogar com os pés. Era um avançado temido e quando chegou aos seniores do Mocidade FC, da Cheira, o seu futebol técnico, mas eficaz, deixou uma marca. Mas, para além dos pés, o José Fonte desenvolveu, ao longo da vida, uma outra virtude, a pintura. Primeiro, como autodidata e mais tarde na ARCA - Escola de Técnicas Artísticas de Coimbra, onde estudou, trilhou um caminho que, julgo eu, porque não sou especialista na área, atingiu agora a maturidade plena. As criações do José Fonte ultrapassaram muros e estão agora nas paredes de uma galeria espanhola. Na Corunha, a "Arte Imagen" exibe "doze quadros que formam um percurso paralelo à caminhada da vida. De Alfa a Ómega, o principio do fim do ciclo." As palavras que introduzem esta exposição sintetizam, parece-me a mim, a fase atual da sua carreira. A exposição chama-se "10…

Casal do Castinçal espera pela reconstrução da casa

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Há dois meses o "diabo", como muitos lhe chamam, principalmente os que testemunharam esse dia, destruiu casas, propriedades agrícolas, animais, máquinas, empresas e, sobretudo, vidas humanas. O património construído, na maior parte das vezes, com muito esforço, desapareceu em poucos minutos. Foi o que aconteceu com a habitação de António Oliveira Coimbra, no Castinçal. "Não salvámos praticamente nada! Ficámos só com a roupa que tínhamos no corpo!", recorda Piedade, a esposa deste antigo padeiro. Da casa ficaram as paredes e um amontoado de ferros retorcidos. "Ardeu tudo, toda uma vida está aqui, reduzida a cinzas! Fomos para casa da minha filha, aqui perto."  Da casa, no meio da aldeia, sobraram os anexos e o trator, "foi o meu filho que teve a coragem de entrar pelas chamas e tirá-lo, ma arriscou a vida!", conta Piedade. Dois meses após o incêndio, que atingiu violentamente, as freguesias do alto concelho, a habitação de António e Piedade cont…

Peru dá prémio à Padaria do Largo

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Todos os anos a ACIP - Associação de Comércio e Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares organiza o concurso "O Melhor Bolo-Rei de Portugal". Este ano, o segundo prémio, na categoria Inovação, coube à Padaria do Largo, de Penacova. Afinal, em que é que os mestres padeiros do largo da D. Amélia inovaram? Reinventaram a receita do Bolo-Rainha juntando-lhe... peru! Sim, o peru garantiu-lhes a distinção entre largas dezenas de concorrentes, de todo o país. "É um bolo de sabor ligeiramente salgado que leva como principais ingredientes, os cogumelos, o bacon, sultanas, nozes, amêndoas e...peru!", esclarece João Fernando Seco Costa que, logo a seguir, explica como apareceu o peru neste bolo-rainha - "como em alguns países, o peru tem um presença muito marcante nesta época natalícia, lembrei-me de experimentar! Em jeito de brincadeira, cá em casa, chamaram-me maluco...mas resultou!" E tanto resultou que o júri do concurso não hesitou em atribuir-lhe o se…

Um hotel abandonado e não assombrado!

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Um valente susto apanham os (poucos) visitantes que acorrem ao morro do Mirante! Não que o local esteja povoado por almas do além, mas porque o choque do que está à frente dos seus olhos é, diria, verdadeiramente aterrador! Hoje em dia, infelizmente, o que foi noutros tempos, um dos dínamos da vida penacovense, não é mais do que um local deprimente! É com muita mágoa que o digo, mas é a mais crua verdade. E nem a deslumbrante paisagem do vale do Mondego mitiga esta realidade. O hotel, encerrado há vários anos, degrada-se a cada dia, perante a passividade das autoridades locais. O que mais intriga é que sendo o turismo o motor da economia e a região centro a que mais cresce no setor, mesmo acima da média nacional, não se faça absolutamente nada para tentar recuperá-lo! O congresso nacional de hotelaria e turismo que decorreu recentemente em Coimbra foi revelador do que se está a passar de norte a sul, e como tantas outras coisas, está a passar ao lado de Penacova! Segundo números ofic…

Feira do Mel ajudaria apicultores e vítimas dos fogos

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Sim, a feira deveria ter acontecido, não para preservar uma tradição que vem de longe, desde os tempos em que o grande magusto se realizava no Terreiro, mas sobretudo, para poder ajudar aqueles que foram afetados pelos incêndios.  Para mim, uma feira deste género deveria ter sempre presente uma única matriz: apoiar os produtores locais, nas suas mais diversas atividades. A produção de mel, os licores e compotas, os cogumelos, o pão caseiro e os enchidos, o artesanato, a gastronomia, enfim, os chamados produtos da terra ou endógenos que têm aquele sabor inigualável! Ora esses produtos nascem, quase sempre, das mãos de pequenos agricultores que encontram nesta atividade uma forma de aumentarem o seu rendimento mensal. É a chamada agricultura de subsistência que ocupa, ainda hoje, tantos penacovenses. Todos sabemos que o grande incêndio de quinze de outubro não poupou esta parte da população. As chamas devoraram os campos, as vinhas, os animais, as alfaias, os tratores, as colmeias, e e…

Cerveja "Beira Alva" nasce em Friúmes

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A história começa bem lá atrás, há algumas dezenas de anos, quando José Pereira, avô de Adelino Santos, fazia cerveja artesanal em Carregal de Friúmes - "eu deveria ter talvez uns dez anitos. Lembro-me que ele utilizava um pano de linho para filtrar e apurar e colocava a cerveja numa pipa." Os anos passaram, mas esta recordação permaneceu na memória e há alguns meses, impulsionado pelos filhos Ricardo e Pedro, Adelino Santos criou a "Beira Alva". Junto à casa, em Friúmes, construiu instalações para se dedicar a esta arte - "depois de deixar a restauração comecei a ter tempo disponível e com um empurrão dos filhos entusiasmei-me. Andei pelo país fora a visitar alguns locais onde se faz cerveja artesanal e decidi avançar. Adquiri as máquinas necessárias, licenciei a atividade e já estou em plena laboração." Nos últimos meses, palavras como fermentação e brassagem, ou seja, a preparação das misturas para fabricar a cerveja, lúpulo e malte, passaram a fazer …

A esperança renasce em duas rodas

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O incêndio do passado dia 15 de outubro foi funesto para Arménio Neves. Parte da casa onde habita mais a esposa, os anexos, os animais, as oliveiras e a motorizada, tudo foi atingido pela fúria das chamas. Por volta das nove da noite desse dia, ele e Ermelinda abandonaram Vale do Barco e foram levados para Penacova. Algumas horas depois regressaram e o cenário era de desolação. A onda de solidariedade que, no dia seguinte, começou a ganhar forma, tocou-lhe bem fundo - "nunca pensei que tivesse tanta gente amiga!". Conta-me que vieram pessoas de Guimarães para ajudar a pintar a casa, de Sazes e de toda a sua freguesia. Arranjaram o telhado, as portas, limparam e trouxeram donativos. "O largo onde o senhor tem a carrinha estava cheio! Olhe que há batizados com menos gente", confessa ainda um pouco incrédulo com a mobilização dos conterrâneos e até de desconhecidos que, voluntariamente, quiseram ajudar. O fogo levou-lhe também o meio de transporte. "A motorizada…