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Um mercado para revitalizar a zona histórica

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Volto ao tema da reabilitação urbana do centro histórico de Penacova para dar um exemplo, uma ideia, do que poderia ser um forte contributo para reanimar o coração da vila. Em 2014 escrevi, aqui no blogue, um texto intitulado "Erros na gestão do espaço público". Permiti-me dissertar sobre algum edificado que, em minha opinião, manchou e, em alguns casos, continua a manchar a paisagem urbana. Quando digo manchar, quero dizer más decisões, do ponto de vista arquitetónico e urbanístico, ou imóveis e construções em estado devoluto ou de semi-abandono. Nesse texto dei como exemplos, o antigo hospital, o cemitério da Carvoeira, o parque municipal, também conhecido como "Ténis" e o edifício dos correios. Por razões de vária ordem, todos eles, tiveram ou, ainda têm, um impacto negativo na paisagem. Sobre o edifício dos correios, localizado no Largo de S. Francisco, mantenho o que escrevi há quatro anos - "a localização privilegiada, bem no coração da vila, adivinhava…

Uma oportunidade para transformar o centro histórico

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O chamado centro histórico de Penacova tem sofrido, nas décadas mais recentes, com a chamada crise demográfica. Ora, a saída da população daquela zona da vila, reflete-se no abandono e degradação de edifícios e casas. Basta passear pela artéria principal, para ver o número de habitações e antigos espaços comerciais que hoje, infelizmente, estão vazios. Para quem nasceu no fundo da vila, isto dói cá dentro! Quanto a mim, este abandono do centro histórico não é apenas resultante da crise demográfica. É também consequência de políticas erradas, sobretudo ao nível local, que nos últimos trinta anos, não têm sabido aproveitar as potencialidades intrínsecas deste território. Como não agarrámos essas oportunidades, explorando, por exemplo, as boas acessibilidades para instalar pólos empresariais e criar emprego, e não desenvolvemos o turismo, para mim, o setor-chave, como dínamo da economia local, a população ativa, sobretudo essa, partiu para outras paragens. A primeira metade do século XX…

Kristien e Dirk os pioneiros do Mondego

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Dirk Van Vossole, de nacionalidade belga, foi professor de educação física. Na Bélgica as descidas de rio, em canoa ou caiaque, sempre despertaram a sua atenção. Era usual acompanhar e participar nesta atividade outdoor. Ao serviço do governo flamengo, esteve em Marrocos, a dar formação a professores de educação física. No entanto, a adaptação ao reino marroquino, já ao lado de Kristien Devloo-Delva, esposa e também professora de educação física, não correu bem. De regresso à Europa, uns amigos aconselharam uma passagem por Portugal e pela região de Penacova - "ficaram maravilhados e quiseram ficar!", confessa Jonas Van Vossole, o filho que dirige atualmente "O Pioneiro do Mondego". "Os meus pais começaram a organizar descidas em 1988, mas no ano anterior andaram a explorar a região e o vale do Mondego chamou-lhes a atenção", afirma Jonas Van Vossole à Livraria doMondego. Nessa altura, há trinta anos, as descidas de rio, entre Penacova e Coimbra, faziam-…

Livro dedicado a Martins da Costa voa para Itália

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Aos trinta e um anos de idade, João Martins da Costa tomou contacto mais de perto com a arte italiana, ao tornar-se bolseiro no Instituto para a Alta Cultura de Itália. Nessa época despertava a curiosidade pela pintura a fresco. Viajou e pintou em Peruggia, Pádua, Arezzo, Nápoles, Roma e Florença, entre outras cidades. Conheceu monumentos, artistas, estudantes bolseiros como ele e grandes mestres como Ferruccio Ferrazzi. "Os telhados de Florença! Devia tê-los pintado da janela do meu atelier, como fiz em Roma, da janela do meu quarto. Se pudesse recuar no tempo e voltar a março de 1953, certamente que o faria". As palavras foram escritas pela mão do artista, na crónica "A minha casa em Florença", incluída no livro "Contos Vividos". Ainda nesse ano, parte à descoberta da bela cidade de Veneza, "paragem obrigatória para ver os seus museus e aquilo que fez, dessa terra roubada ao mar, uma das sete maravilhas do mundo. Uma cidade de palácios e sonhos, a…

Petição do IP3 ultrapassa as 4500 assinaturas

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É mais do que evidente, a indiferença com que o poder central tem tratado o IP3. E não é de agora! A falta de obras de manutenção, a sinalização deficiente, o pavimento gasto, os estrangulamentos na via, são exemplos da mais completa falta de respeito pelos seus utilizadores. Desde 2001 que a Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3 tem tido um papel relevante nesta questão, chamando a atenção para os erros de construção, para a elevada sinistralidade e para o descuido das autoridades. A colocação do separador central, que baixou de forma significativa o número de acidentes, muito se deve a esta associação. As obras de requalificação do IP3 têm sido escandalosamente proteladas! Se as limitações à circulação, bem visíveis, há vários anos, na Espinheira e na Livraria do Mondego, fossem em qualquer ponto de uma CRIL ou CREL, na grande Lisboa, estou certo, já estariam resolvidas há muito tempo!  Atenta a esta situação que se arrasta no tempo e compromete a segurança dos condutores, a…

Maria da Luz e os melhores tremoços do mundo

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É uma daquelas figuras da terra que há, talvez, trinta anos, a própria já não sabe ao certo, nos habituou com a sua presença no Terreiro de Penacova. Faça chuva ou sol, lá está ela, com o seu alguidar de tremoços caseiros, colocado em cima do muro. "Ainda sou eu que os cozo, mas antes disso, ficam de molho junto ao rio, na zona das Caldas", diz-me Maria da Luz, um símbolo da cultura popular e uma das personagens mais conhecidas desta vila. De sorriso fácil, boa conversadora, a vida tem-lhe trazido alguns dissabores. Enviuvou recentemente mas tem força e resistência para não desistir e, por isso, mantém a tradição que vem de família - "a minha mãe já vendia tremoços. Ia porta a porta até à Cheira." Hoje, o negócio já não é o que era mas, ainda assim, continua a deslocar-se a Penacova - "Faço isto por gosto e já me habituei a este sítio. Acabo por passar o tempo e converso com as pessoas porque, felizmente, conheço muita gente. A minha irmã leva alguns tremoços…

Finalmente vamos divulgar a nossa oferta turística!

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Como escrevi, recentemente, o turista de hoje desfruta com os cinco sentidos. Não visita, aprende! Não viaja, descobre! O turismo é cada vez mais digital e a internet e as redes sociais são local de partilha de experiências. O smartphone passou a ser o companheiro de viagem. As app, as aplicações para telemóvel e os sites dão-nos toda a informação que queremos, de determinado lugar, de um monumento, de uma praia fluvial, de um restaurante, e tudo em tempo real. Finalmente, a câmara de Penacova resolveu investir na divulgação do potencial turístico e apresenta na BTL 2018 - Bolsa de Turismo de Lisboa, uma plataforma digital batizada de "Penacova by heart". Num primeiro olhar pelo sítio, já disponível na internet, é possível aceder a locais de alojamento, restaurantes, atividades (trail e btt, por exemplo) e experiências (descer o Mondego de canoa ou conduzir um kartcross). Estão lá também os spots turísticos, entre eles, o mosteiro de Lorvão, as praias fluviais e os miradour…