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MEMORABILIA 17 - Balões passaram por Penacova

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A primeira travessia de Portugal em balões de ar quente aconteceu em maio de 1997. Com o objetivo de promover a modalidade foi criado, no mesmo ano, o Clube Português de Balonismo que se aventurou numa viagem, por etapas, a ligar os extremos do país. O mau tempo (chuva, ventos fortes e nevoeiro) condicionou a viagem e naquela tarde, os muitos penacovenses que se acomodaram no Terreiro para ver chegar os balões, tiveram uma pequena desilusão. Os balões chegaram, sim, mas por terra - "nós podemos controlar todos os fatores, exceto as condições climatéricas", disse ao JORNAL DE PENACOVA, Cristina Pereira, da organização. Mas quem ficou no Terreiro acabou por ter direito a uma compensação! Já com o vento a soprar com menor intensidade, foi possível encher um enorme balão e faze-lo levantar vários metros, nos chamados voos cativos, isto é amarrados ao chão. Alberto Malva, uma das figuras mais conhecidas de Penacova, foi dos primeiros a experimentar. Na época, já com os setenta a…

Concurso pode avançar nos próximos meses

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O Programa Revive foi lançado pelo governo em 2016 com o objetivo de abrir à concessão de privados um conjunto de edifícios de valor histórico que, por múltiplas razões, estão sem utilização, ou mesmo ao abandono. O primeiro projeto aprovado foi a recuperação do convento de São Paulo, em Elvas, adjudicado ao grupo Vila Galé que ali vai criar uma unidade hoteleira de quatro estrelas. Seguiram-se os pavilhões do Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha, concessionados ao grupo Visabeira e o hotel Turismo, da Guarda, que ficou com o grupo MRG. Na calha estão os concursos para o colégio de São Fiel, em Castelo Branco, convento de Santa Clara, em Vila do Conde, forte da Meia Praia, em Lagos e a coudelaria de Alter do Chão, entretanto já lançado. Nos próximos meses devem avançar para a fase de concurso outros imóveis e, entre eles, poderão figurar as antigas instalações do hospital psiquiátrico de Lorvão. A Livraria do Mondego sabe que o ministério da economia aguarda pela avaliação, contr…

Uma barbearia que está sempre na moda

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A moda da barba, nos rostos masculinos, fez renascer as barbearias. Em Lisboa, nas cidades e um pouco por todo o país, as barbearias vintage surgiram revigoradas. Uma sensação semelhante, talvez, ao bálsamo refrescante que se coloca após a barba, o famoso aftershave. Por volta dos onze anos de idade, Fernando Dias, hoje com oitenta e três, já aprendia a arte da barba e cabelo com Carlos Almeida, em Penacova. Durante o serviço militar, nos anos cinquenta, do século passado, cortou muito cabelo e aparou a barba aos militares aquartelados em Santa Margarida. Testemunho disso são as fotografias, a preto e branco, que estão nas paredes da Barbearia Dias, que fica bem no coração de Penacova. Durante alguns anos aprimorou a técnica na barbearia São José, em Coimbra. Na passagem pela cidade dos estudantes, trabalhou também na câmara da cidade e na ACIC - Associação Comercial e Industrial de Coimbra. Em finais da década de oitenta, estabelece-se em definitivo em Penacova. Curiosamente, o filh…

Um mercado para revitalizar a zona histórica

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Volto ao tema da reabilitação urbana do centro histórico de Penacova para dar um exemplo, uma ideia, do que poderia ser um forte contributo para reanimar o coração da vila. Em 2014 escrevi, aqui no blogue, um texto intitulado "Erros na gestão do espaço público". Permiti-me dissertar sobre algum edificado que, em minha opinião, manchou e, em alguns casos, continua a manchar a paisagem urbana. Quando digo manchar, quero dizer más decisões, do ponto de vista arquitetónico e urbanístico, ou imóveis e construções em estado devoluto ou de semi-abandono. Nesse texto dei como exemplos, o antigo hospital, o cemitério da Carvoeira, o parque municipal, também conhecido como "Ténis" e o edifício dos correios. Por razões de vária ordem, todos eles, tiveram ou, ainda têm, um impacto negativo na paisagem. Sobre o edifício dos correios, localizado no Largo de S. Francisco, mantenho o que escrevi há quatro anos - "a localização privilegiada, bem no coração da vila, adivinhava…

Uma oportunidade para transformar o centro histórico

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O chamado centro histórico de Penacova tem sofrido, nas décadas mais recentes, com a chamada crise demográfica. Ora, a saída da população daquela zona da vila, reflete-se no abandono e degradação de edifícios e casas. Basta passear pela artéria principal, para ver o número de habitações e antigos espaços comerciais que hoje, infelizmente, estão vazios. Para quem nasceu no fundo da vila, isto dói cá dentro! Quanto a mim, este abandono do centro histórico não é apenas resultante da crise demográfica. É também consequência de políticas erradas, sobretudo ao nível local, que nos últimos trinta anos, não têm sabido aproveitar as potencialidades intrínsecas deste território. Como não agarrámos essas oportunidades, explorando, por exemplo, as boas acessibilidades para instalar pólos empresariais e criar emprego, e não desenvolvemos o turismo, para mim, o setor-chave, como dínamo da economia local, a população ativa, sobretudo essa, partiu para outras paragens. A primeira metade do século XX…

Kristien e Dirk os pioneiros do Mondego

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Dirk Van Vossole, de nacionalidade belga, foi professor de educação física. Na Bélgica as descidas de rio, em canoa ou caiaque, sempre despertaram a sua atenção. Era usual acompanhar e participar nesta atividade outdoor. Ao serviço do governo flamengo, esteve em Marrocos, a dar formação a professores de educação física. No entanto, a adaptação ao reino marroquino, já ao lado de Kristien Devloo-Delva, esposa e também professora de educação física, não correu bem. De regresso à Europa, uns amigos aconselharam uma passagem por Portugal e pela região de Penacova - "ficaram maravilhados e quiseram ficar!", confessa Jonas Van Vossole, o filho que dirige atualmente "O Pioneiro do Mondego". "Os meus pais começaram a organizar descidas em 1988, mas no ano anterior andaram a explorar a região e o vale do Mondego chamou-lhes a atenção", afirma Jonas Van Vossole à Livraria doMondego. Nessa altura, há trinta anos, as descidas de rio, entre Penacova e Coimbra, faziam-…

Livro dedicado a Martins da Costa voa para Itália

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Aos trinta e um anos de idade, João Martins da Costa tomou contacto mais de perto com a arte italiana, ao tornar-se bolseiro no Instituto para a Alta Cultura de Itália. Nessa época despertava a curiosidade pela pintura a fresco. Viajou e pintou em Peruggia, Pádua, Arezzo, Nápoles, Roma e Florença, entre outras cidades. Conheceu monumentos, artistas, estudantes bolseiros como ele e grandes mestres como Ferruccio Ferrazzi. "Os telhados de Florença! Devia tê-los pintado da janela do meu atelier, como fiz em Roma, da janela do meu quarto. Se pudesse recuar no tempo e voltar a março de 1953, certamente que o faria". As palavras foram escritas pela mão do artista, na crónica "A minha casa em Florença", incluída no livro "Contos Vividos". Ainda nesse ano, parte à descoberta da bela cidade de Veneza, "paragem obrigatória para ver os seus museus e aquilo que fez, dessa terra roubada ao mar, uma das sete maravilhas do mundo. Uma cidade de palácios e sonhos, a…