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Um cais para a Barca Serrana

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Há dias almocei no simpático restaurante "O Cantinho" e enquanto esperava pela refeição fixei o olhar na enorme fotografia da Barca Serrana que está exposta na sala. Dei um salto no tempo e imaginei-a a percorrer o Mondego, de velas ao vento, cheia de mercadorias, sob o olhar atento do barqueiro. Deslizava pelas águas com um leveza de movimentos que mais parecia um bailado. A Barca Serrana é uma marca da nossa identidade e é pena que seja tão esquecida! Um dos poucos momentos do ano em que ela assume o papel principal aconteceu recentemente na "Festa do Barqueiro", organizada pelo Grupo de Solidariedade, Social, Desportivo, Cultural e Recreativo de Miro. O evento junta folclore, gastronomia, artesanato mas é, sobretudo, uma oportunidade para reviver os tempos em que a Barca Serrana reinou nas águas do Mondego. A recriação das "lides do rio" aconteceu entre a Livraria do Mondego e as proximidades do ramal de Miro. Um pouco mais a jusante, a praia fluvial …

Utentes pedem melhores transportes públicos

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A população da Aveleira, Roxo, São Mamede e Paradela de Lorvão, servida pela empresa Transdev, na ligação a Coimbra, continua a pugnar por melhores serviços. Numa das últimas assembleias municipais, Jorge Pires, elemento da comissão de utentes apresentou algumas queixas aos eleitos locais e pediu a intervenção da câmara de Penacova no sentido de melhorar o serviço que é prestado pela Transdev àquelas localidades. No início do ano passado, a comissão de utentes avançou com um abaixo-assinado para fazer vincar a sua posição. A qualidade da frota, as falhas nas ligações, os atrasos nos horários estão entre as principais queixas. Depois disso, a comissão de utentes conseguiu reunir com o administrador-delegado da empresa e notaram-se alguns progressos, mas persistem alguns problemas. A situação justificou uma ida à assembleia municipal para tentar sensibilizar a câmara de Penacova. O autarca, Humberto Oliveira, referiu nessa reunião que a questão dos transportes públicos está na órbita d…

Outra vez água turva na freguesia de Friúmes!

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O facto de não ter o mesmo peso político (número de votos) de freguesias como Lorvão, Penacova, Figueira de Lorvão e São Pedro de Alva talvez ajude a explicar, em minha opinião, a forma, pouco empenhada, como a câmara tem tratado, ao longo dos anos, os problemas do abastecimento público de água a Friúmes. Para bom entendedor diria que o tema tem barbas... A obra intermunicipal (juntamente com Poiares) é de finais da década de setenta. Nos anos noventa fez-se uma nova captação, mas a solução encontrada nunca satisfez totalmente as populações. A foto que ilustra este texto é de 1996 e de um artigo que escrevi no Jornal de Penacova, precisamente, sobre a má qualidade da água naquela freguesia. Para provar que, no verão daquele ano, a água andava turva e não se podia beber, a D. Maria Iva guardou algumas amostras e deixou-se fotografar, mostrando o seu desagrado por uma situação que se repetia vezes sem fim! Ora, mais de vinte anos passados, os problemas continuam e não são assim tão dif…

MEMORABILIA 17 - Balões passaram por Penacova

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A primeira travessia de Portugal em balões de ar quente aconteceu em maio de 1997. Com o objetivo de promover a modalidade foi criado, no mesmo ano, o Clube Português de Balonismo que se aventurou numa viagem, por etapas, a ligar os extremos do país. O mau tempo (chuva, ventos fortes e nevoeiro) condicionou a viagem e naquela tarde, os muitos penacovenses que se acomodaram no Terreiro para ver chegar os balões, tiveram uma pequena desilusão. Os balões chegaram, sim, mas por terra - "nós podemos controlar todos os fatores, exceto as condições climatéricas", disse ao JORNAL DE PENACOVA, Cristina Pereira, da organização. Mas quem ficou no Terreiro acabou por ter direito a uma compensação! Já com o vento a soprar com menor intensidade, foi possível encher um enorme balão e faze-lo levantar vários metros, nos chamados voos cativos, isto é amarrados ao chão. Alberto Malva, uma das figuras mais conhecidas de Penacova, foi dos primeiros a experimentar. Na época, já com os setenta a…

Concurso pode avançar nos próximos meses

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O Programa Revive foi lançado pelo governo em 2016 com o objetivo de abrir à concessão de privados um conjunto de edifícios de valor histórico que, por múltiplas razões, estão sem utilização, ou mesmo ao abandono. O primeiro projeto aprovado foi a recuperação do convento de São Paulo, em Elvas, adjudicado ao grupo Vila Galé que ali vai criar uma unidade hoteleira de quatro estrelas. Seguiram-se os pavilhões do Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha, concessionados ao grupo Visabeira e o hotel Turismo, da Guarda, que ficou com o grupo MRG. Na calha estão os concursos para o colégio de São Fiel, em Castelo Branco, convento de Santa Clara, em Vila do Conde, forte da Meia Praia, em Lagos e a coudelaria de Alter do Chão, entretanto já lançado. Nos próximos meses devem avançar para a fase de concurso outros imóveis e, entre eles, poderão figurar as antigas instalações do hospital psiquiátrico de Lorvão. A Livraria do Mondego sabe que o ministério da economia aguarda pela avaliação, contr…

Uma barbearia que está sempre na moda

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A moda da barba, nos rostos masculinos, fez renascer as barbearias. Em Lisboa, nas cidades e um pouco por todo o país, as barbearias vintage surgiram revigoradas. Uma sensação semelhante, talvez, ao bálsamo refrescante que se coloca após a barba, o famoso aftershave. Por volta dos onze anos de idade, Fernando Dias, hoje com oitenta e três, já aprendia a arte da barba e cabelo com Carlos Almeida, em Penacova. Durante o serviço militar, nos anos cinquenta, do século passado, cortou muito cabelo e aparou a barba aos militares aquartelados em Santa Margarida. Testemunho disso são as fotografias, a preto e branco, que estão nas paredes da Barbearia Dias, que fica bem no coração de Penacova. Durante alguns anos aprimorou a técnica na barbearia São José, em Coimbra. Na passagem pela cidade dos estudantes, trabalhou também na câmara da cidade e na ACIC - Associação Comercial e Industrial de Coimbra. Em finais da década de oitenta, estabelece-se em definitivo em Penacova. Curiosamente, o filh…

Um mercado para revitalizar a zona histórica

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Volto ao tema da reabilitação urbana do centro histórico de Penacova para dar um exemplo, uma ideia, do que poderia ser um forte contributo para reanimar o coração da vila. Em 2014 escrevi, aqui no blogue, um texto intitulado "Erros na gestão do espaço público". Permiti-me dissertar sobre algum edificado que, em minha opinião, manchou e, em alguns casos, continua a manchar a paisagem urbana. Quando digo manchar, quero dizer más decisões, do ponto de vista arquitetónico e urbanístico, ou imóveis e construções em estado devoluto ou de semi-abandono. Nesse texto dei como exemplos, o antigo hospital, o cemitério da Carvoeira, o parque municipal, também conhecido como "Ténis" e o edifício dos correios. Por razões de vária ordem, todos eles, tiveram ou, ainda têm, um impacto negativo na paisagem. Sobre o edifício dos correios, localizado no Largo de S. Francisco, mantenho o que escrevi há quatro anos - "a localização privilegiada, bem no coração da vila, adivinhava…