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Obras no "Ténis" depois de duas décadas de abandono

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Quem é de Penacova facilmente se lembrará das grandes festas que se realizavam no Parque Municipal, também conhecido como "Ténis", isto há trinta, quarenta anos atrás. Os grandes artistas nacionais pisaram aquele palco, principalmente, nos eventos organizados pelos bombeiros. A multidão acotovelava-se para ver Paco Bandeira, Marco Paulo, Conjuntos Maria Albertina e António Mafra, Sitiados, Santos & Pecadores, etc... À medida que a degradação foi tomando conta daquele espaço, o palco de eventos em Penacova transferiu-se para o Largo Alberto Leitão. Em 1947, no jornal "Notícias de Penacova", um entusiasta das nossas belezas naturais, Manuel de Oliveira Cabral, sugeriu uma forma de rentabilizar melhor a área disponível no Parque Municipal: "para que a vila possa transformar-se num ótimo centro de turismo, reputamos indispensável que seja dotada com uma piscina e, anexo, um pequeno parque infantil com o seu espelho de água, no género da que o Sr. Mateiro mand…

Parque de Louredo pisca o olho aos canoístas

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No início do ano, a câmara de Poiares inaugurou o Louredo Natura Parque. O espaço tem tudo para dar certo. Sombra, tranquilidade, mesas para piquenique, bons acessos, sanitários, estacionamento para bicicletas, água e um centro-aventura. Este centro não é mais do que uma estrutura, um módulo em madeira, bem enquadrado na paisagem, que vai apoiar a realização de eventos, na área do desporto-aventura. A localização do Louredo Natura Parque é outro ponto a favor. Está a poucos metros do rio Mondego e de um açude, de onde partem muitos canoistas. O tal centro-aventura, que funciona em parceria com a empresa Capitão Dureza, que tem anos de experiência nas descidas de rio, vai apoiar esta atividade que, como sabemos, é um cartaz que chama pessoas dos quatro cantos do mundo. A câmara de Poiares, e muito bem, vê neste segmento do desporto-aventura, uma oportunidade para dar a conhecer o seu território. Por isso, na sinalética do Louredo Natura Parque, não faltam as referências ao artesanato,…

Antero mestre relojoeiro há cinquenta anos

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Encontro o mestre relojoeiro na conhecida rua Conselheiro Barjona de Freitas, no coração de Penacova. A sua loja está lá, de porta aberta, desde o dia doze de outubro de 1976, mas Antero Alves entrou no mundo dos relógios alguns anos antes - "eu trabalhava no Grémio da Lavoura e, um dia, na pausa após o almoço, encontrei no café Beirão, um jornal com um anúncio de cursos de relojoaria por correspondência". Foi ali, naquele momento, que tudo começou - "inscrevi-me e comecei a fazer diabruras com o despertador que tinha lá em casa. Os testes foram correndo bem e ganhei o gosto pela arte. Terminei o curso com média de 19,3 e foi o início de tudo...", confessa Antero Alves nesta viagem aos finais do anos sessenta, do século passado. Ao longo do tempo lá foi conseguindo conciliar os horários no Grémio com a reparação de relógios - "saía, normalmente às 17.30 e depois dedicava-me aos relógios. Passava horas em frente às pequenas máquinas e até perdia a noção do tem…

Um cais para a Barca Serrana

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Há dias almocei no simpático restaurante "O Cantinho" e enquanto esperava pela refeição fixei o olhar na enorme fotografia da Barca Serrana que está exposta na sala. Dei um salto no tempo e imaginei-a a percorrer o Mondego, de velas ao vento, cheia de mercadorias, sob o olhar atento do barqueiro. Deslizava pelas águas com um leveza de movimentos que mais parecia um bailado. A Barca Serrana é uma marca da nossa identidade e é pena que seja tão esquecida! Um dos poucos momentos do ano em que ela assume o papel principal aconteceu recentemente na "Festa do Barqueiro", organizada pelo Grupo de Solidariedade, Social, Desportivo, Cultural e Recreativo de Miro. O evento junta folclore, gastronomia, artesanato mas é, sobretudo, uma oportunidade para reviver os tempos em que a Barca Serrana reinou nas águas do Mondego. A recriação das "lides do rio" aconteceu entre a Livraria do Mondego e as proximidades do ramal de Miro. Um pouco mais a jusante, a praia fluvial …

Utentes pedem melhores transportes públicos

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A população da Aveleira, Roxo, São Mamede e Paradela de Lorvão, servida pela empresa Transdev, na ligação a Coimbra, continua a pugnar por melhores serviços. Numa das últimas assembleias municipais, Jorge Pires, elemento da comissão de utentes apresentou algumas queixas aos eleitos locais e pediu a intervenção da câmara de Penacova no sentido de melhorar o serviço que é prestado pela Transdev àquelas localidades. No início do ano passado, a comissão de utentes avançou com um abaixo-assinado para fazer vincar a sua posição. A qualidade da frota, as falhas nas ligações, os atrasos nos horários estão entre as principais queixas. Depois disso, a comissão de utentes conseguiu reunir com o administrador-delegado da empresa e notaram-se alguns progressos, mas persistem alguns problemas. A situação justificou uma ida à assembleia municipal para tentar sensibilizar a câmara de Penacova. O autarca, Humberto Oliveira, referiu nessa reunião que a questão dos transportes públicos está na órbita d…

Outra vez água turva na freguesia de Friúmes!

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O facto de não ter o mesmo peso político (número de votos) de freguesias como Lorvão, Penacova, Figueira de Lorvão e São Pedro de Alva talvez ajude a explicar, em minha opinião, a forma, pouco empenhada, como a câmara tem tratado, ao longo dos anos, os problemas do abastecimento público de água a Friúmes. Para bom entendedor diria que o tema tem barbas... A obra intermunicipal (juntamente com Poiares) é de finais da década de setenta. Nos anos noventa fez-se uma nova captação, mas a solução encontrada nunca satisfez totalmente as populações. A foto que ilustra este texto é de 1996 e de um artigo que escrevi no Jornal de Penacova, precisamente, sobre a má qualidade da água naquela freguesia. Para provar que, no verão daquele ano, a água andava turva e não se podia beber, a D. Maria Iva guardou algumas amostras e deixou-se fotografar, mostrando o seu desagrado por uma situação que se repetia vezes sem fim! Ora, mais de vinte anos passados, os problemas continuam e não são assim tão dif…

MEMORABILIA 17 - Balões passaram por Penacova

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A primeira travessia de Portugal em balões de ar quente aconteceu em maio de 1997. Com o objetivo de promover a modalidade foi criado, no mesmo ano, o Clube Português de Balonismo que se aventurou numa viagem, por etapas, a ligar os extremos do país. O mau tempo (chuva, ventos fortes e nevoeiro) condicionou a viagem e naquela tarde, os muitos penacovenses que se acomodaram no Terreiro para ver chegar os balões, tiveram uma pequena desilusão. Os balões chegaram, sim, mas por terra - "nós podemos controlar todos os fatores, exceto as condições climatéricas", disse ao JORNAL DE PENACOVA, Cristina Pereira, da organização. Mas quem ficou no Terreiro acabou por ter direito a uma compensação! Já com o vento a soprar com menor intensidade, foi possível encher um enorme balão e faze-lo levantar vários metros, nos chamados voos cativos, isto é amarrados ao chão. Alberto Malva, uma das figuras mais conhecidas de Penacova, foi dos primeiros a experimentar. Na época, já com os setenta a…