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MEMO 18 - Confraria da Lampreia criada há quinze anos

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Em agosto de 2003 nasceu, por escritura pública, a Confraria da Lampreia de Penacova. "A criação da confraria tem como finalidade a defesa e divulgação do património gastronómico de Penacova no geral e, em particular, a lampreia", afirmou ao JORNAL DE PENACOVA, Fernando Andrade, um dos fundadores. Tendo sempre por base a lampreia e o seu modo de confeção no concelho, esta associação sem fins lucrativos pensa já em organizar alguns eventos. E porque a lampreia não existe só em Penacova, a confraria pensa também na criação de um roteiro turístico onde constem outras terras e outras formas de confecionar lampreia. Dentro do nosso património gastronómico, a nova associação não põe de parte a divulgação e defesa das nossas nevadas e dos peixes do rio - "achamos que falar só de lampreia e não falar de outros pratos não faria sentido. Temos de fazer um levantamento de outras iguarias que teria interesse divulgar", esclareceu Fernando Andrade. Exigir a construção de uma e…

Ó da barca! Quem acode à Barca Serrana!

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A Barca Serrana, símbolo maior das gentes de Penacova tem sido eternizada e celebrada nas palavras de escritores, nas telas de pintores, nas mãos dos artesãos. As imagens da esguia embarcação negra, de velas em branco cru, estão disseminadas por todo o lado. Quando quero presentear alguém que não conhece esta região, levo sempre uma miniatura e explico a importância que ela teve na história e tradições locais. Tenho defendido que a Barca Serrana deveria ser melhor preservada! Ao longo do tempo, tenho aqui deixado várias sugestões: imortalizá-la numa genuína obra de arte, de homenagem à figura do barqueiro; criar passeios regulares, principalmente na época de verão, no troço de rio junto a Penacova; construir um cais na praia fluvial do Reconquinho para que ela possa estar, em permanência, perto dos olhares dos visitantes. Como referi, recentemente, esse cais existiu em 2012, quando uma nova barca foi lançada à água.  Esse projeto, concretizado com a ajuda da AD ELO - Associação de De…

Casa Aurora quer trazer turistas para Friúmes

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A casa, à entrada de Friúmes, começou a ser reconstruida há cinco anos, pelo pai de Carlos Pinheiro. Os incêndios de outubro, do ano passado, não atingiram a habitação, mas acabaram por dar novo impulso às obras.  Na cave funcionou, em tempos, a latoaria de João Alves, avô do atual proprietário. Carlos Pinheiro nasceu na casa e os laços que o ligam aos antepassados são evidentes nas fotos que decoram uma das paredes da simpática sala de estar. A esposa, Palmira Pinheiro é de Miro e coube-lhe assumir a decoração das divisões. Com conhecimentos de Feng Shui, a corrente chinesa que inspira o arranjo de ambientes para favorecer as energias positivas, foi ela que colocou os móveis, objetos e escolheu as cores, para conseguir obter a melhor harmonia possível dos espaços. Na mesma lógica, os quatros quartos da Casa Aurora têm nome: Prosperidade, Sucesso, Família e Criatividade. A casa ainda não está terminada, principalmente no exterior. Faltam as pinturas, os revestimentos em madeira, a zo…

Obras no "Ténis" depois de duas décadas de abandono

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Quem é de Penacova facilmente se lembrará das grandes festas que se realizavam no Parque Municipal, também conhecido como "Ténis", isto há trinta, quarenta anos atrás. Os grandes artistas nacionais pisaram aquele palco, principalmente, nos eventos organizados pelos bombeiros. A multidão acotovelava-se para ver Paco Bandeira, Marco Paulo, Conjuntos Maria Albertina e António Mafra, Sitiados, Santos & Pecadores, etc... À medida que a degradação foi tomando conta daquele espaço, o palco de eventos em Penacova transferiu-se para o Largo Alberto Leitão. Em 1947, no jornal "Notícias de Penacova", um entusiasta das nossas belezas naturais, Manuel de Oliveira Cabral, sugeriu uma forma de rentabilizar melhor a área disponível no Parque Municipal: "para que a vila possa transformar-se num ótimo centro de turismo, reputamos indispensável que seja dotada com uma piscina e, anexo, um pequeno parque infantil com o seu espelho de água, no género da que o Sr. Mateiro mand…

Parque de Louredo pisca o olho aos canoístas

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No início do ano, a câmara de Poiares inaugurou o Louredo Natura Parque. O espaço tem tudo para dar certo. Sombra, tranquilidade, mesas para piquenique, bons acessos, sanitários, estacionamento para bicicletas, água e um centro-aventura. Este centro não é mais do que uma estrutura, um módulo em madeira, bem enquadrado na paisagem, que vai apoiar a realização de eventos, na área do desporto-aventura. A localização do Louredo Natura Parque é outro ponto a favor. Está a poucos metros do rio Mondego e de um açude, de onde partem muitos canoistas. O tal centro-aventura, que funciona em parceria com a empresa Capitão Dureza, que tem anos de experiência nas descidas de rio, vai apoiar esta atividade que, como sabemos, é um cartaz que chama pessoas dos quatro cantos do mundo. A câmara de Poiares, e muito bem, vê neste segmento do desporto-aventura, uma oportunidade para dar a conhecer o seu território. Por isso, na sinalética do Louredo Natura Parque, não faltam as referências ao artesanato,…

Antero mestre relojoeiro há cinquenta anos

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Encontro o mestre relojoeiro na conhecida rua Conselheiro Barjona de Freitas, no coração de Penacova. A sua loja está lá, de porta aberta, desde o dia doze de outubro de 1976, mas Antero Alves entrou no mundo dos relógios alguns anos antes - "eu trabalhava no Grémio da Lavoura e, um dia, na pausa após o almoço, encontrei no café Beirão, um jornal com um anúncio de cursos de relojoaria por correspondência". Foi ali, naquele momento, que tudo começou - "inscrevi-me e comecei a fazer diabruras com o despertador que tinha lá em casa. Os testes foram correndo bem e ganhei o gosto pela arte. Terminei o curso com média de 19,3 e foi o início de tudo...", confessa Antero Alves nesta viagem aos finais do anos sessenta, do século passado. Ao longo do tempo lá foi conseguindo conciliar os horários no Grémio com a reparação de relógios - "saía, normalmente às 17.30 e depois dedicava-me aos relógios. Passava horas em frente às pequenas máquinas e até perdia a noção do tem…

Um cais para a Barca Serrana

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Há dias almocei no simpático restaurante "O Cantinho" e enquanto esperava pela refeição fixei o olhar na enorme fotografia da Barca Serrana que está exposta na sala. Dei um salto no tempo e imaginei-a a percorrer o Mondego, de velas ao vento, cheia de mercadorias, sob o olhar atento do barqueiro. Deslizava pelas águas com um leveza de movimentos que mais parecia um bailado. A Barca Serrana é uma marca da nossa identidade e é pena que seja tão esquecida! Um dos poucos momentos do ano em que ela assume o papel principal aconteceu recentemente na "Festa do Barqueiro", organizada pelo Grupo de Solidariedade, Social, Desportivo, Cultural e Recreativo de Miro. O evento junta folclore, gastronomia, artesanato mas é, sobretudo, uma oportunidade para reviver os tempos em que a Barca Serrana reinou nas águas do Mondego. A recriação das "lides do rio" aconteceu entre a Livraria do Mondego e as proximidades do ramal de Miro. Um pouco mais a jusante, a praia fluvial …