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Lixeira a céu aberto na descida do Botão

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Os portugueses estão a produzir mais lixo e as campanhas de sensibilização e informação não chegam a todos os setores da sociedade. O ano passado, segundo o último relatório do estado do ambiente, foram produzidos 4,75 milhões de toneladas de resíduos. Por dia, cada português produziu 1,32 quilos de lixo. Na chamada descida do Botão, IP3, a zona de aparcamento, é agora uma lixeira e um mau exemplo da falta de civismo e de educação de muitos cidadãos! Os condutores encostam e atiram para a berma todo o tipo de resíduos: garrafas, embalagens de plástico e cartão, fraldas usadas, sacos com restos de comida, etc... O lixo foi-se acumulando e já é bem visível para quem circula na estrada. A situação repete-se nos dois sentidos daquela via que, como sabemos, é usada diariamente por milhares de automobilistas. O local está sinalizado como de aparcamento, mas não há recipientes para o lixo. Até 2020, Portugal terá de reduzir a produção de lixo na ordem dos 10% e atingir uma taxa de reciclage…

O efeito Marcelo

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Este verão, o Presidente da República andou de mochila às costas pelo interior do país. Marcelo Rebelo de Sousa cumpriu promessa feita após os incêndios de junho e outubro, do ano passado, e visitou algumas das zonas mais afetadas. "Mostrar como é importante que haja turismo nas zonas atingidas pela tragédia do ano passado", foi nestes termos que o chefe de Estado justificou a vinda a vários municípios do centro do país. Nos primeiros dias de agosto, o Presidente da República, apareceu de forma surpreendente ao volante do seu carro, sem agenda oficial e apenas com a segurança obrigatória, em várias praias fluviais dos concelhos de Vouzela, Tondela, Oliveira do Hospital e Penacova, entre outros. Em todas mergulhou, em todas tirou as famosas selfies, conversou com os veraneantes e, pelo caminho, foi deixando um "desafio aos portugueses para visitarem a região." No Vimieiro, no Reconquinho, em Nandufe, em Porto Várzea, ou em qualquer outra onde tenha estado, percebeu…

Ex-presidentes de junta querem reversão das freguesias

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O governo quer voltar a reorganizar o mapa de freguesias e vai apresentar no parlamento, na próxima sessão legislativa, uma proposta a tempo de ser aplicada, ou não, nas próximas eleições autárquicas, em 2021. O governo já esclareceu que não se trata de uma reversão automática, mas antes corrigir um mapa que foi feito a "régua e esquadro". Esta nova reorganização terá por base os seguintes critérios: prestação de serviços à população, eficácia e eficiência da gestão pública, representatividade e vontade política da população, história e identidade cultural e área, número de habitantes e meio físico. Em 2013, por influência da troika, o governo PSD/CDS eliminou mil cento e sessenta e oito freguesias. No concelho de Penacova, as freguesias passaram a oito, com as uniões de São Pedro de Alva com São Paio do Mondego, Oliveira do Mondego a Travanca do Mondego e Friúmes a juntar-se a Paradela da Cortiça. Antigos presidentes de junta de freguesia, contactados pela Livraria do Mond…

MEMO 18 - Confraria da Lampreia criada há quinze anos

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Em agosto de 2003 nasceu, por escritura pública, a Confraria da Lampreia de Penacova. "A criação da confraria tem como finalidade a defesa e divulgação do património gastronómico de Penacova no geral e, em particular, a lampreia", afirmou ao JORNAL DE PENACOVA, Fernando Andrade, um dos fundadores. Tendo sempre por base a lampreia e o seu modo de confeção no concelho, esta associação sem fins lucrativos pensa já em organizar alguns eventos. E porque a lampreia não existe só em Penacova, a confraria pensa também na criação de um roteiro turístico onde constem outras terras e outras formas de confecionar lampreia. Dentro do nosso património gastronómico, a nova associação não põe de parte a divulgação e defesa das nossas nevadas e dos peixes do rio - "achamos que falar só de lampreia e não falar de outros pratos não faria sentido. Temos de fazer um levantamento de outras iguarias que teria interesse divulgar", esclareceu Fernando Andrade. Exigir a construção de uma e…

Ó da barca! Quem acode à Barca Serrana!

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A Barca Serrana, símbolo maior das gentes de Penacova tem sido eternizada e celebrada nas palavras de escritores, nas telas de pintores, nas mãos dos artesãos. As imagens da esguia embarcação negra, de velas em branco cru, estão disseminadas por todo o lado. Quando quero presentear alguém que não conhece esta região, levo sempre uma miniatura e explico a importância que ela teve na história e tradições locais. Tenho defendido que a Barca Serrana deveria ser melhor preservada! Ao longo do tempo, tenho aqui deixado várias sugestões: imortalizá-la numa genuína obra de arte, de homenagem à figura do barqueiro; criar passeios regulares, principalmente na época de verão, no troço de rio junto a Penacova; construir um cais na praia fluvial do Reconquinho para que ela possa estar, em permanência, perto dos olhares dos visitantes. Como referi, recentemente, esse cais existiu em 2012, quando uma nova barca foi lançada à água.  Esse projeto, concretizado com a ajuda da AD ELO - Associação de De…

Casa Aurora quer trazer turistas para Friúmes

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A casa, à entrada de Friúmes, começou a ser reconstruida há cinco anos, pelo pai de Carlos Pinheiro. Os incêndios de outubro, do ano passado, não atingiram a habitação, mas acabaram por dar novo impulso às obras.  Na cave funcionou, em tempos, a latoaria de João Alves, avô do atual proprietário. Carlos Pinheiro nasceu na casa e os laços que o ligam aos antepassados são evidentes nas fotos que decoram uma das paredes da simpática sala de estar. A esposa, Palmira Pinheiro é de Miro e coube-lhe assumir a decoração das divisões. Com conhecimentos de Feng Shui, a corrente chinesa que inspira o arranjo de ambientes para favorecer as energias positivas, foi ela que colocou os móveis, objetos e escolheu as cores, para conseguir obter a melhor harmonia possível dos espaços. Na mesma lógica, os quatros quartos da Casa Aurora têm nome: Prosperidade, Sucesso, Família e Criatividade. A casa ainda não está terminada, principalmente no exterior. Faltam as pinturas, os revestimentos em madeira, a zo…

Obras no "Ténis" depois de duas décadas de abandono

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Quem é de Penacova facilmente se lembrará das grandes festas que se realizavam no Parque Municipal, também conhecido como "Ténis", isto há trinta, quarenta anos atrás. Os grandes artistas nacionais pisaram aquele palco, principalmente, nos eventos organizados pelos bombeiros. A multidão acotovelava-se para ver Paco Bandeira, Marco Paulo, Conjuntos Maria Albertina e António Mafra, Sitiados, Santos & Pecadores, etc... À medida que a degradação foi tomando conta daquele espaço, o palco de eventos em Penacova transferiu-se para o Largo Alberto Leitão. Em 1947, no jornal "Notícias de Penacova", um entusiasta das nossas belezas naturais, Manuel de Oliveira Cabral, sugeriu uma forma de rentabilizar melhor a área disponível no Parque Municipal: "para que a vila possa transformar-se num ótimo centro de turismo, reputamos indispensável que seja dotada com uma piscina e, anexo, um pequeno parque infantil com o seu espelho de água, no género da que o Sr. Mateiro mand…